10 comentários em “De olhos bem abertos para as fachadas”
Caro Pedro:
Gostei muito dos seus textos e imagens, uma homenagem justa à mais bela cidade portuguesa. Angra é a cidade da minha vida, apesar de nunca lá ter vivido. Escrevi sobre elas muitas vezes no meu blogue (não interessa qual é), mas há um texto meu de há três anos que resume a minha relação com a cidade: está aqui (https://revistaosso.pt/angra-do-heroismo/), quase escondido, mas gostava que o Pedro o lesse (talvez me tenha enganado na brancura das casas, mas na verdade não sou grande observador de cores).
Belo texto, Paulo. Parabéns.
“Cidade velha de cinco séculos com a frescura de vinte anos.” É uma exemplar descrição de Angra, provavelmente a mais bela cidade portuguesa.
Também apreciei esse amor pelas árvores, que partilho por inteiro – algo tão raro no nosso país.
Esta devia vender jornais, mas (sinal dos tempos) já restam poucos. Perguntei se tinham imprensa espanhola, responderam-me: “Nunca tivemos jornais, só revistas.”
Curiosamente, tinham o Financial Times num escaparate. Ali solitário, entre publicações irrelevantes.
A terra pode tremer, mas os açorianos não. Dão lições de tenacidade e resistência a várias outras parcelas do território nacional, onde por muito menos desata logo quase tudo a gemer.
Lindíssimas, na sua simplicidade bicolor e janelões que quase preenchem a fachada toda – deve ser um espectáculo de luz naquelas casas, sobretudo ao nascer e pôr-do-sol.
E as varandas de ferro forjado, tão levezinho, verdadeira renda?
Adoro janelas grandes e sempre tive um fraco por varandas de ferro trabalhado, portanto…
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Caro Pedro:
Gostei muito dos seus textos e imagens, uma homenagem justa à mais bela cidade portuguesa. Angra é a cidade da minha vida, apesar de nunca lá ter vivido. Escrevi sobre elas muitas vezes no meu blogue (não interessa qual é), mas há um texto meu de há três anos que resume a minha relação com a cidade: está aqui (https://revistaosso.pt/angra-do-heroismo/), quase escondido, mas gostava que o Pedro o lesse (talvez me tenha enganado na brancura das casas, mas na verdade não sou grande observador de cores).
Belo texto, Paulo. Parabéns.
“Cidade velha de cinco séculos com a frescura de vinte anos.” É uma exemplar descrição de Angra, provavelmente a mais bela cidade portuguesa.
Também apreciei esse amor pelas árvores, que partilho por inteiro – algo tão raro no nosso país.
Uma tabacaria? Ainda há tabacarias? Para vender tabaco e afins?
É formidável!
Deixaram de o cultivar, mas continuam no topo em consumo.
Infelizmente. Isso, aliás, é bem visível.
Esta devia vender jornais, mas (sinal dos tempos) já restam poucos. Perguntei se tinham imprensa espanhola, responderam-me: “Nunca tivemos jornais, só revistas.”
Curiosamente, tinham o Financial Times num escaparate. Ali solitário, entre publicações irrelevantes.
Há que louvar o cuidado na reconstrução.
E aproveitar enquanto não chega o próximo.
A terra pode tremer, mas os açorianos não. Dão lições de tenacidade e resistência a várias outras parcelas do território nacional, onde por muito menos desata logo quase tudo a gemer.
Lindíssimas, na sua simplicidade bicolor e janelões que quase preenchem a fachada toda – deve ser um espectáculo de luz naquelas casas, sobretudo ao nascer e pôr-do-sol.
E as varandas de ferro forjado, tão levezinho, verdadeira renda?
Adoro janelas grandes e sempre tive um fraco por varandas de ferro trabalhado, portanto…
Também sinto um fascínio antigo por varandas de ferro forjado. (E janelas de guilhotina e venezianas e balaustradas e som de sinos…)
Simplicidade bicolor, sim. É isso.