Mudou o ano. Dou por mim a registar mentalmente dois factos.
1. Terminou ontem o Ano Europeu de Combate à Pobreza e à Exclusão Social. Na realidade triste em que a pobreza e as várias formas de exclusão social aumentam e atingem níveis assustadores, não fica apenas a inutilidade quase irónica da ideia aprovada há pouquíssimos anos e lançada em 2010. Fica também esta marca acrescida da lamentável impreparação que caracteriza a actual geração de líderes europeus, genericamente incapazes de prever para lá das paredes dos gabinetes e de encontrar soluções, mesmo para um modesto médio prazo.
2. Ficou hoje a saber-se que o Governo decidiu aumentar o capital da Caixa Geral de Depósitos em mais 550 milhões de euros. Face a esta medida, fica a bailar-me na mente a polémica necessidade apontada pelo Governo de injectar mais 500 milhões de euros no BPN, que está a ser gerido pela CGD. É capaz de ser bom endurecer a recusa geral que tem sido manifestada contra essa possibilidade, porque os esquemas ardilosos em que a nossa política tem sido tão fértil não devem deixar-nos dormir.
Com estes líderes europeus e, em particular, com os que temos por cá, está nas nossas mãos impedir que o retrocesso seja muito mais grave. Cabe-nos assegurar um futuro melhor. Fatalidade é coisa de indiferentes e de conformados.

Não há alternativa à resistência
determinada
E todos não seremos demais.
Muito bem, compadre. Subscrevo.
Vamos em frente com ânimo, compadre.
Bem visto, João.
Já agora, quando é que certas e determinadas pessoas poderão pagar a certas e determinadas pessoas a sua dívida externa, incautamente transportada para novo ano, hum? E-mailarei sobre o assunto em apreço 🙂
Eheh… Bom ano.
Caro João Carvalho,
É como diz: “Fatalidade é coisa de indiferentes e de conformados”.
O problema é que o nosso país está pejado de indiferentes e de conformados (e de muitos que revestem as duas características, em simultâneo). Significa isto que poucos restam com “ganas” de dar a volta a isto.
Nem imagina o trabalho que tenho tido a injectar motivação nos meus clientes (sobretudo, os pequenos empresários) e nos meus amigos, tendo aproveitado as mensagens de Natal e de Ano Novo para esse efeito. A ver vamos se resulta…
E então o MPN?
Cumprimentos.
É verdade, meu caro, mas não se esqueça de que é junto do precipício que se unem forças que nem sabíamos ter.
Tanto quanto sei, o MPN mexe-se sem pressas, para ser bem pensado e evitar astros no palco (estamos todos cheios do estrelato de gente bacoca).
Um abraço e votos de bom ano para si e para os seus.