De pressão em pressão


Patrícia Reis,

A ser verdade o que aqui se escreve, cada vez me sinto mais inclinado a dar razão ao Presidente da República: o caso Freeport é um assunto de estado. Do estado a que isto chegou.

7 comentários em “De pressão em pressão”

  1. Concordo. O processo Freeport atingiu um estado de absoluto caos mediático, todos os limites da tolerãncia e da compreensão. É altura, de uma vez por todas, por fim, acusando-se que for de acusar e absolvendo-se que for de absolver. E, nao menos importante, apurar, com a maxima urgencia, que manobras (se as houve e penso que sim) estiveram por detrás de todas as coincidencias (timings de publicaçao de “dados”, reunioes da Areosa, etc), sejam elas a favor ou contra Sócrates.
    O país agradece e a Democracia ainda mais. Cada vez mais admito a hipótese de a intenção ultima ser a descredibilização do regime. Espero, sinceramente, que nao.
    Abraço.

  2. “Outras fontes garantem que, durante um almoço com Vítor Magalhães e Paes de Faria, Lopes da Mota terá feito referência aos danos que um caso como o Freeport poderia causar na carreira dos procuradores”

    … e Lopes da Mota (Presidente do órgão europeu de cooperação judiciária) fez isto porque lhe apeteceu? sozinho? ou foi a mando de alguém?

    Para que conste: José Luís Lopes da Mota, depois de ter sido secretário de Estado da Justiça durante um dos governos do PS liderados por António Guterres, foi suspeito de ter fornecido a Fátima Felgueiras uma cópia da denúncia enviada a Cunha Rodrigues, numa altura em que a PJ de Braga não tinha iniciado sequer as investigações.

  3. Uma caldeirada pretendiam cozinhar,
    mas são fraquinhos como cozinheiros,
    a seriedade pública está a definhar
    com estes responsáveis louvaminheiros!

    Cozinhar uma saída airosa
    para abafar a verdade,
    nesta democracia indecorosa
    impera uma podre moralidade!

    O mexilhão inteligente
    não acredita neste “socialismo”,
    com tanta atitude negligente
    baseado num pútrido moralismo!

  4. Imagine-se que o Freeport não levantava suspeitas quanto a Sócrates, mas sim sobre Santana Lopes, ambos enquanto líderes do Governo.
    Imagine-se também que o Presidente era, não Cavaco Silva, mas sim Jorge Sampaio.

    O que já teria acontecido?

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