A ser verdade o que aqui se escreve, cada vez me sinto mais inclinado a dar razão ao Presidente da República: o caso Freeport é um assunto de estado. Do estado a que isto chegou.
De pressão em pressão
Patrícia Reis,
A ser verdade o que aqui se escreve, cada vez me sinto mais inclinado a dar razão ao Presidente da República: o caso Freeport é um assunto de estado. Do estado a que isto chegou.
Nunca o nome “República das bananas” foi tão actual.Salve-se quem puder.
Mas eu acho que é mesmo.
Afinal SÓ está envolvido o 1º ministro.
Coisa pouca!
a um estado pressionado a descer ainda mais para o fundo.
Concordo. O processo Freeport atingiu um estado de absoluto caos mediático, todos os limites da tolerãncia e da compreensão. É altura, de uma vez por todas, por fim, acusando-se que for de acusar e absolvendo-se que for de absolver. E, nao menos importante, apurar, com a maxima urgencia, que manobras (se as houve e penso que sim) estiveram por detrás de todas as coincidencias (timings de publicaçao de “dados”, reunioes da Areosa, etc), sejam elas a favor ou contra Sócrates.
O país agradece e a Democracia ainda mais. Cada vez mais admito a hipótese de a intenção ultima ser a descredibilização do regime. Espero, sinceramente, que nao.
Abraço.
“Outras fontes garantem que, durante um almoço com Vítor Magalhães e Paes de Faria, Lopes da Mota terá feito referência aos danos que um caso como o Freeport poderia causar na carreira dos procuradores”
… e Lopes da Mota (Presidente do órgão europeu de cooperação judiciária) fez isto porque lhe apeteceu? sozinho? ou foi a mando de alguém?
Para que conste: José Luís Lopes da Mota, depois de ter sido secretário de Estado da Justiça durante um dos governos do PS liderados por António Guterres, foi suspeito de ter fornecido a Fátima Felgueiras uma cópia da denúncia enviada a Cunha Rodrigues, numa altura em que a PJ de Braga não tinha iniciado sequer as investigações.
Uma caldeirada pretendiam cozinhar,
mas são fraquinhos como cozinheiros,
a seriedade pública está a definhar
com estes responsáveis louvaminheiros!
Cozinhar uma saída airosa
para abafar a verdade,
nesta democracia indecorosa
impera uma podre moralidade!
O mexilhão inteligente
não acredita neste “socialismo”,
com tanta atitude negligente
baseado num pútrido moralismo!
Imagine-se que o Freeport não levantava suspeitas quanto a Sócrates, mas sim sobre Santana Lopes, ambos enquanto líderes do Governo.
Imagine-se também que o Presidente era, não Cavaco Silva, mas sim Jorge Sampaio.
O que já teria acontecido?