Não me recordo de nenhum governo ter feito tantas trapalhadas em apenas três meses.
Do caos nas urgências hospitalares ao caos nos controlos fronteiriços, com cem mil alunos em risco de ficarem sem professores no ensino público já em Setembro e o aeroporto de Lisboa a ser designado o pior do mundo por estes dias.
Passando pelo inenarrável folhetim “Demite-te se és homem / Demite-me se tens coragem” protagonizado pelo primeiro-ministro e pelo seu putativo sucessor no partido que acaba de desautorizá-lo em toda a linha mas permanece em funções como titular das infraestruturas.
O que espera o Presidente da República para correr com este executivo de Pedro Santana Lopes?

Boa, Costa Rua, se o Sá Carneiro e o Soares tiveram uma Rua, este também merece.
Numas celebres greves os maquinistas da CP no ano de 1983, havia sempre ajuntamentos
e discussões na Estação do Rossio. Duma vez na discussão saiu ‘o Eanes vai por isto tudo na ordem’ e houve uma exclamação ‘o Eanes conhece algum maquinista?’.
Calhando, o Montedetudo tem médicos, controladores, professores e um aeroporto conhecido para resolver rapidamente este problema. Uff agora vão aparecer ingleses, franceses, alemãs e americanos a apanhar avião na Portela, que Alcochete e já a seguir.
Lelé da cuca.
Pois o lelé da cuca é o culpado disto tudo, nunca deveria ter dado posse a este governo de maioria absoluta conseguida com os votos dos comunistas. Sim, foi com os votos dos comunistas, que secretamente receberam informações para assim o fazer.
Tabém que a cena de Alcochete dava para arranjar uma à Xantana, mas dava pouco noxolhos por não ser de submarinos, e o resto é por cauja da guerra na Ucrânia.
Já não dizes coisa com coisa. Até as pernas te tremem, como os banqueiros alemães que Santos ameaçava em 2011.
Experimenta pôr-te de joelhos, como ele está agora. Talvez não doa tanto.
Eu quero que o Santos se lixe, e ainda vamos ver cenas de ginástica artística.
Tabém, estás de férias, não agarras uma: de jornalista e de jogador de praceta só à traulitada.
Agora deu-te para isto, na próxima conto-te aquela do cão que só tinha uma perna e vai começando a pensar na treta para Setembro, mas não vale sardinhas assadas.
Se queres “que o Santos se lixe”, não devias imitá-lo nessa posição indecorosa. Ainda ficas com os joelhos esfolados.
A questão, Pedro, é não me parecer certo que o caos da saúde, o caos do aeroporto, o caos da educação e mais alguns caos que agora me escapam resultem de trapalhadas feitas em três meses (faço excepção para o folhetim do despacho despachado). Penso serem, sim, a consequência de anos de uma gestão política feita de empurrões com a barriga e de uma gestão financeira que deu prioridade aos funcionários em detrimento dos serviços (e dos utentes: nós todos). Recorrendo a um personagem tão caro aos actores políticos: isto não foi o Diabo que chegou. O Diabo sempre andou aí, simplesmente o iam conseguindo esconder com habilidades retóricas e contabilísticas.
Não é possível falar de anos pois Santana Lopes iniciou funções há pouco mais de três meses.
Já não se aguenta, tanta trapalhada.
uma gestão financeira que deu prioridade aos funcionários em detrimento dos serviço
Se isso fosse verdade, então os médicos do SNS (que são funcionários públicos) estariam satisfeitíssimos e os concursos para admissão de mais médicos seriam muito concorridos. O que manifestamente não acontece.
(Quase) O mesmo se diga dos professores.
Há quem trabalhe imenso no IST. Comentando em blogues das nove da manhã às cinco da tarde.
Ó Balio Lavoura, não é o médico que verdadeiramente dá votos, como você está farto de saber. Nem é o magistrado ou o professor (embora também estejam largamente no bolso do Costa, muito que se dediquem à periódica coreografia do protesto institucionalizado). É a vasta, infinda legião de não qualificados e mangas de alpaca, “funcionários” desde a junta da freguesia aos corredores do parlamento, passando pelo inferno (para o cidadão contribuinte) das “repartições” e afins, largamente insindicáveis e na prática irresponsabilizåveis e cujo voto sem grandes custos – mas com grande aparato e visibilidade – é fácil de garantir.
Os médicos e outros como eles que se danem e passem para o privado. Até dá jeito: arranja-se o (um) tão desejável bode expiatório, mascara-se a realidade e a vida continua. Quanto ao mais, haja onde a rapina fiscal possa exercer a sua patriótica (e de esquerda, bem entendido) função.
Balio só responderá amanhã. Hoje já cumpriu um horário de árduo e profícuo trabalho na administração pública.
Sim, o nosso Sheldon Cooper tem as suas rotinas. Essenciais.
Porque o presidente chama-se Jorge Sampaio.
Se fosse Marcelo Rebelo de Sousa, já estava demitido há muito.
(Ao ponto que chega o absurdo, que até nós já estamos lélés da cuca)
É verdade que o governo dispõe de maioria absoluta no parlamento e que houve eleições há poucos meses.
Mas sendo tantas as trapalhadas, isso não deverá impedir o PR de pôr fim a isto. Santana tem de ser removido.
o caos nas urgências hospitalares
Não há propriamente caos. São mais as vozes do que as nozes.
As urgências até são muito pouco concorridas nesta altura do ano.
O que aconteceu foi a morte de um recém-nascido, coisa que deu muito brado. Vai daí, os jornalistas passaram todos a falar das urgências de obstetrícia – que num país com poucos bebés e muitos velhos como o nosso até são das menos concorridas.
Que faria se houvesse mais bebés… Até a doutora Graça Freitas teria de assistir aos partos.
no meu tempo de Coimbra há 70 anos
havia a Real República
«Rás-te-parta» e o «Palácio da Loucura»
Marta Temido é de Coimbra.
Pois, vê-se logo…
Alforge de muitos apascentadores da nação.
O que espera o Presidente da República para correr com este executivo de Pedro Santana Lopes?
Reportar ao Pensamento da Semana, que queria relativizar que há gente boa e má à esquerda e à direita. Nada disso, compagnons! Não há pessoas boas à direita, só há pessoas boas à esquerda.
As pessoas de direita erram porque são más, as pessoas de esquerda erram porque não fizeram por mal.
Sendo assim, Santana é de direita.
Não restam dúvidas.
No tempo de Santana ainda havia incubadoras.
O SNS funcionava melhor.
Boa Marcelo, a ver se dissolves a assembleia e convocas eleições que já não posso ouvir a vozinha de cana rachada do Montenegro.
Pode ser que desamparem a loja também o PCP e o BE. Isso é que era, até o Santana Lopes ia pensar que era um milagre da Santa Casa da Misericórdia.
Não haverá demissão alguma enquanto o ministro dos comboios encalhados e dos aviões em terra permanecer na posição em que ficou desde quinta-feira: ajoelhado.
Até as pernas lhe tremeram com a descasca recebida. Pôs-se fino.
A posição deve ser incómoda. Mas há gente que se habitua a tudo.
Foi da maneira que se calaram em relação às urgências das grávidas, agora viraram para os aeroportos mas têm azar, é no mundo inteiro.
Eu fico admirado é por haver tanto analista a acreditar que o Costa não sabia de nada e que o Nuno Santos fez aquilo por auto-recriação.
É o que temos, siga a banda.
Costa falou grosso e Santos pôs-se fino.
Até as pernas lhe tremeram.
Parece um banqueiro alemão à paisana.
Eu aposto mais na teoria do desviar das atenções.
Dividir para reinar, foi uma fórmula sempre usada com sucesso.
As grávidas deixaram de ser um problema, a TAP deixou de ser um problema e conseguiram canalizar as atenções para os aeroportos, que são internacionais, e o totó do Montenegro caiu que nem um patinho.
Política pura e dura, não aconselhável a cardíacos.
Santos está ajoelhado há uma semana para “desviar atenções”?
Caramba, deve haver formas menos incómodas e menos humilhantes de produzir tal efeito.
Mas a sua tese não faz o menor sentido.
Trata-se de algo muito mais prosaico: alguém desesperadamente agarrado a um cargo ministerial após ter protagonizado uma monumental trapalhada e levado uma descasca tão violenta do chefe que levaria qualquer outro a sair num assomo de dignidade nessa mesma hora.
Mas ter a coluna vertebral direita não é para todos.
A opção do ex-“animal feroz” foi outra: ajoelhar e dobrar a cerviz.
Não auguro risonho futuro político a esta espécie de sósia do Sócrates inicial. Nem vida longa ao clube de fãs dele, que creio ser hoje menos frequentado do que era há oito dias.
Olhe que não, olhe que não. Nem tudo o que parece é.
Então como é que explica que o Costa nuns dias é um político inteligentíssimo e nos outros dias é um totó a que ninguém liga.
Totó era um actor italiano.
Que tinha piada.
De trapalhada em trapalhada está a solução encontrada.
“O PSD não tem posição tomada e fechada” diz Montenegro, e não se trata de submarinos.
Santos tem posição tomada e fechada.
De cócoras, por ordem de Costa.
Ontem com o fulano da Ordem dos Médicos (ou era um sindicalista mascarado de bastonário?) a comparar os ordenados e as carreiras dos médicos —e não era com os magistrados dos papelinhos, era logo com juízes— percebemos finalmente o que eles querem efectivamente é ganhar como um juiz desembargador em final de carreira.
Deve ser para fazerem finalmente uma tríade de deuses na terra: juízes, médicos e pilotos da TAP. Tudo acima dos 6mil por mês ou então isto não anda.
E tudo com o cursinho e as formações pagas pelo Estado, claro.
P’ó c*****o mas é esta gente toda.
E há aqueles “académicos” refastelados na “função pública” que passam os dias a bulir (ou balir) em blogues.
Sempre em defesa do sistema que lhes permite tais mordomias.
É tal o lema: para nós tudo, para os outros aplique-se a lei
Uns buscam o osso, outros dão a pata.
Os médicos estão a precisar de médico: estão a adoecer muito, sobretudo aos fins-de-semana prolongados. Dizem que taxa de absentismo ronda os 10%. Será por o Costa lhes ter reduzido o horário para 35 horas semanais? É que, assim, eles são obrigados a terem dois empregos, um no SNS e outros nos malvados hospitais privados, pendurados na ADSE do funcionalismo público.
É como diz o outro: isto anda tudo ligado…
Deve estar tudo muito bem.
O Presidente andou há poucos dias a dar mergulhinhos em Copacabana.
Ando por lá (não na TAP mas no Grupo TAP, com ordenados que não são de “piloto da TAP”). A minha formação inicial paguei-a toda. E tudo somado andou perto, se não passou, dos cem mil euros. Quanto ao mais, a cada seis meses se não provar a minha competência, por critérios técnicos clara e objectivamente definidos, e for aprovado em exames médicos digamos “rigorosos”, estou em apuros e acabarei por dar justa causa para despedimento.
É muito fácil tomar a árvore pela floresta. Dá jeito e arranja um inimigo a quem apontar o dedo. O que satisfaz, acalma e é sempre mais fácil do que estudar os problemas, invocá-los com objectividade e de facto resolvê-los O maniqueísmo é muito tentador.
Tirando isto, V. (mas quem não sente não é filho de boa gente), até simpatizo com boa parte do que por aqui deixa. Tem o seu estilo, é certo (e natural), mas simpatizo. Aborrece-me é que me mandem para essa parte. Assim, aprioristicamente e “porque sim”.
Deixe-se de tretas.
Até parece que os aeroportos da Europa andam todos a funcionar muito bem. A questão dos professores é sempre a mesma lenga lenga a décadas. O Sistema de Saúde é de facto uma vergonha e um problema sério do país também de há muitas décadas.
Apontar o dedo a tudo isto por ser um governo do PS em funções é tendencioso, como se o PSD não tivesse nenhuma responsabilidade nas matérias.
Mas há quem goste de bater palminhas ao grande colar da ordem do Infante D. Henrique atribuído por Marcelo Rebelo Sousa ontem ao grande visionário que projectou o futuro de Portugal.
João Carlos
Este é dos que dão a pata.
Estes comentários são um doce para o Pedro Correia, assim até dá gosto ser jornalista.
Não dês graxa, que isso comigo não pega.
O João Carlos fazia bem recordar o que os governos do Cavaco fizeram, e comparar com o que nos aconteceu nos últimos vinte anos. Naquele tempo, os portugueses melhoraram o seu nível de vida, a começar pelos funcionários públicos, nos últimos tempos os portugueses ficaram parados no tempo, a verem passar os comboios de alta velocidade, lá longe.
Inútil tentar incutir factos num socrático. Não há espaço para uma verdade naquelas tolas contaminadas por anos e anos de aldrabices.
Mas quem é que falou em Sócrates??
O Sr. Pedro Correia fala sempre com a arrogância do costume, qualquer dia até se esquece que estamos em democracia. O seu sebastianismo devia de ser o Salazar e o Duarte Pacheco estes sim fizeram obra nacional e até já tinham projectado um novo aeroporto nos finais dos anos sessenta. O Estado Novo se tivesse tido os dinheiros da Europa não tenho dúvidas que Portugal era a catedral da modernidade do mundo, só que tivemos azar ficamos a escala de Boliqueime.
Querias falar em dinheiro da Europa?
Nunca recebemos tanto dinheiro como quando Sócrates foi ministro e primeiro-ministro.
E para quê?
Viu-se o resultado: 22 anos de estagnação e uma pré-bancarrota que pôs o estado à mercê de pedir esmola ao FMI e à UE para pagar salários e pensões.
Há quem diabolize Boliqueime, talvez por nesses anos o nosso PIB ter crescido como nunca no último meio século, o estado social ter conhecido a melhor fase de sempre e Portugal ter registado convergência com o padrão médio de qualidade de vida na Europa, como nunca depois aconteceu.
Coisa chata…
Tu preferes Vilar de Maçada – ou lá qual seja a terra do teu ídolo, que também se dizia natural do Porto, de Vila Real e da Covilhã.
Enfim, até nisto tinha uma relação complicada com os factos.
Como dizia o outro, nunca foi apanhado a dizer uma verdade.
Que te faça bom proveito essa idolatria.
Ficou irritado?
Em 1992/93 também tivemos uma recessão.
As obras do Sr. C. Silva tiveram o seu preço para os governos seguintes ou pensa que o homem de Boliqueime pagava a pronto. Deixe lá Sócrates em Paz.O homem tem os seus defeitos, cometeu erros, muitos deles induzidos pela própria Europa, agora ter que pagar por todos é que já não me parece nada bem. Se em Portugal houvesse justiça muitos políticos estavam presos da Direita a Esquerda e bem presos por lesa-patria como todos sabemos.
Não confunda é alhos com bugalhos, tempos e contextos completamente diferentes nem seja ridículo de dizer que o governo PS teve os últimos sete anos para fazer o aeroporto de uma forma tão leviana. Cavaco Silva (1985/1995) teve dez anos para fazer um aeroporto projectado para o futuro e não o fez.
A questão já ultrapassa a política e o que está e sempre esteve em causa é o dinheiro que vai beneficiar este ou aquele interesse. O cidadão que trabalha que se lixe. O que está errado é a oposição que se faz oportunista e sem escrúpulos como se o covid e a guerra não existissem, como se ninguém ou melhor um ex.primeiro ministro não tivesse sugerido para os jovens emigrar.
Também não percebo porque se gastou tanto dinheiro ou melhor milhões com estádios de futebol para o euro 2004 em vez de hospitais, escolas etc com o aplauso de todos.
Sinceramente, a sua idolatria é que não lhe fica nada bem.
“Deixe Sócrates em paz” é frase digna dum mordomo do dito.
O afundador do país com mordomos como este a fazer vénias e a bater palminhas.
“O Estado Novo se tivesse tido os dinheiros da Europa…”
Essa é uma hipótese impensável. Para ter os dinheiros da Europa teria que haver democracia e os milhões de jovens a trabalhar no desenvolvimento do País em vez de utilizados numa guerra durante mais de uma década. Com os dinheiros da Europa não havia salazarismo.
Mas, o Pedro Correia dá a volta para não aleijar os amigalhaços e atira com o tretas do Sócrates.
Hoje desembarcou aqui o parque jurássico, cheio de corajosos opositores anónimos ao primeiro-ministro António… Oliveira Salazar.
Pelo que se vê, este Anónimo até tem capacidade para entender como tem ou não evoluído a economia portuguesa e o concomitante nível de vida dos nossos compatriotas. Parece é que ele não quer ver, ou então, que apenas vem aqui cumprir as suas obrigações de assalariado ao Serviço de Propaganda do PS. Custa-lhe muito reconhecer que, no governo de Marcelo Caetano, Portugal evoluiu consideravelmente, aproveitando o embalo da entrada na EFTA? Parece que custa. Estes Anónimos não são amigos da verdade, antes se servem de mistificações.
Um estafeta do governo.
Coitados, quando os chefes ajoelham, eles rastejam.
Quem andou de mão estendida e levou milhões foi o Alberto João Jardim o príncipe da Madeira obreiro de verdadeiros elefantes brancos e depois é verdade teve azar com as intempéries. Até nisso o Sócrates teve azar, coitado. Sócrates passou a sua legislatura a dar porcos e a receber chouriços.
“Coitado do Sócrates…”
Não sabia que o juiz Ivo Rosa também já comentava aqui.
“Birds of a feather”… (isto em estrangeiro soa sempre bem…)
JSP
Falar estrangeiro soa sempre bem. É ver a senhora que está agora à frente da TAP: uma francesa que não sabe sequer dizer “falência” em português e se exprime num inglês sofrível cada vez que fala em Portugal para portugueses via comunicação social portuguesa…
Eis o rosto ideal para uma “companhia de bandeira” da sacrossanta “lusofonia”.
Pois, os chineses da EDP arranjaram uns CEO ou COE (?) de cá que por acaso até eram amigos dos governantes promitentes vendedores.
E essa francesa que o ministro agora ajoelhado levou para defender a TAP como “companhia de bandeira” tem um brilhante currículo lá no país dela…
Daí a gestão da TAP ser o descalabro que está à vista, com mais de 3 mil milhões de euros dos contribuintes lá enterrados para “”salvar” o que não tem salvação possível.
Uma trapalhada paga a peso de ouro pelos do costume. Nós.
Os que falam fácil não devem ir ao SNS. Quando se ia ao meu Centro de Saúde marcava-se na hora uma consulta. Estou à espera há 2 meses. Aguenta!
Não se entende como Marcelo aceitou e » acreditou» que a redução de 40 para 35 h não aumentava a despesa.
Costa um bom vendedor de banha da cobra. Já promete para 2050.
À atenção do PM e seus propagandistas, alguns dos quais acorreram de imediato a esta caixa de comentários.
Todos (aposto) munidos de bons seguros de saúde.
A grande maioria dos seguros de saúde são regalias sociais das empresas aos seus empregados, que não paga impostos. Entretanto são despedidos ou saem da empresa e adeus seguro de saúde.
Os Hospitais privados que têm aparecido ultimamente vivem dos serviços que prestam aos Hospitais públicos. Não fora esse “contrato” estavam às moscas com falta de doentes.
A Temudo, com aquela conversa enigmática, tem lhes arranjado boa clientela. Até parece que está tudo combinado.
Sim, os hospitais privados são péssimos, toda a gente sabe.
Nem sei como é que quase 4 milhões de portugueses já têm seguros privados e todos os dias há médicos e enfermeiros a trocarem o maravilhoso SNS da doutora Graça Bacalhau à Brás pelos execráveis hospitais privados.
Muito pior foi o concerto da Anitta.
Quem é essa? Secretária de Estado?
Este blog é engraçado. Dá para perceber quando as coisas estão mal para o governo. É logo beu beu beu. Caso contrário, são as melhores canções de Portugal.
No caso de Pedro Correia dá para perceber porque razão a imprensa está nas lonas. Os senhores jornalistas ora vestem a farda do quarto poder ora a do combatente político – e ainda querem que pagemos o jornal. A publicidade costuma ser à borla, como é o caso dos blogs.
É por estas e por outras que eu não compro um só jornal, muito menos sou assinante. O único interesse que lhes vejo é o papel. Dá um jeitão para o chichi do cão. Quando acabar o stock cá em casa lá terei de comprar um número do Expresso.
A melhor maneira de perceber que as coisas estão mal para este governo recordista absoluto de trapalhadas nos primeiros cem dias é ver aqui desfilar os bobis e tarecos dos gabinetes ministeriais travestidos de “cidadãos comuns,”.
É o caso deste.
Outros vão aparecer. Talvez um pouco mais letrados.
Não sou simpatizante ou militante do PS nem trabalho em gabinete ministerial.
Cidadãos comuns somos todos, pelo menos segundo a constituição da República.
Quanto a letrados, não é certamente o seu caso, embora pareça ter apetites de escriba menor. Fazendo uso do que um dia TS Elliott disse de T. Gautier, anda há trinta anos a fazer propaganda sem ter saído da merda absoluta. Jornalismo élnão parece ser coisa que tenha feito algum dia, mesmo tendo passado por vários jornais. Dedique-se à consultoria de comunicação.
Aprende a escrever Eliot, imbecil.
Não nades para fora de pé.
Em tempo: quais as tiragens do Novo? Onde podem ser consultadas? Qual a estrutura accionista da Lapanews?
Qual é a tiragem do Diário do Governo?
Aumentam a tiragem quando publicam despachos do PM a anular os despachos de ministros e secretários de Estado publicados no dia anterior?
Infraestruras, caro Pedro?
O vírus do acordismo chega a todo o lado. Já não sabemos como se escreve em português lídimo.
Este é mesmo “titular das infraestruturas”, meu caro.
Acordista até à medula.
Nos socialistas é muito difícil encontrar não-acordistas. É mais fácil ter encontros com unicórnios voadores.
Há honrosas excepções.
Manuel Alegre, por exemplo, não só é opositor assumido dessa aberração como foi um dos quatro deputados que votaram contra o AO90 no plenário do parlamento.
Tem razão. Mas Manuel Alegre é um escritor. Trabalha com a língua e respeita-a.
É verdade. Aliás cumpre dizer que a grande maioria dos escritores despreza o acordismo analfabetizante. Como acabo de comprovar lendo dois livros muito bons de jovens escritores, Afonso Reis Cabral e Djaimilia Pereira de Almeida.
O Afonso Reis Cabral é de boa cepa.
Tem um texto muito certeiro, com o título “O Bicho”, em que destrói o AO90.
Gostei muito deste livro dele. Muito mesmo. E recomendo ‘O Meu Irmão’ a todos os leitores do DELITO.
Sabe, certamente, que ele é, agora, o presidente da Fundação Eça de Queiroz.
Sim. Está muito bem entregue, a presidência da Fundação.
Eça teria orgulho neste seu descendente.
Informo-o, caro Pedro, de que vou usar esta sua citação num artigo do “Cidade de Tomar”: «Essa aberração a que chamaram “acordo ortográfico” deu livre-trânsito a toda uma série de calinadas. A norma deixou de se distinguir do erro, as “facultatividades” fizeram estender as duplas grafias a níveis impensáveis, cada um passou a escrever como lhe dá na gana, o dislate vai alastrando como nunca. Basta consultar o Diário da República para se perceber isto.
Os imbecis que pariram o tal “acordo” tentaram justificá-lo porque vinha “unificar a ortografia” da língua portuguesa. Afinal, como era fácil de prever, nunca a nossa ortografia foi tão diversificada e tão adulterada como agora.
Disto só beneficiam os burros que andam aí à solta. Dando furiosos coices nas consoantes. Zurrando por escrito num idioma que nem imaginam qual é.»
Muito bem, meu caro. Agradeço-lhe a (dupla) atenção.
Não tem de agradecer.
Quando entendo que outros o dizem melhor do que eu o faria, cito.
Faço, desse modo, justiça a que luta pela nossa língua.
Onde se lê “a que”, deve ler-se “a quem”…