Surrealista, no mínimo, o primeiro debate televisivo para as legislativas: quase se falou mais das regras do próprio debate do que dos temas a debater. Retive, na confusão geral, estes dois estranhos pedidos da moderadora Constança Cunha e Sá (cito de memória) que revelam bem o absurdo a que assistimos:
1 – "Meus senhores, agradeço que respeitem os tempos de intervenção e réplica pré-estabelecidos, para evitarmos entrar em debate". (logo no princípio, quando os convidados se interromperam mutuamente).
2 – "Bem, as regras também não podem ser completamente rígidas, para poder haver um mínimo de debate" (mais à frente, quando um dos convidados invocava o cumprimento das ditas regras).
Eu, que pensava que o que se pretendia era um máximo de debate, fiquei baralhada.

Hahahaha.
Nonsense, os Monthy Python não fariam melhor.
Nonsense total, Lili.
Ana: o melhor, nestas coisas, é fazer como eu: não ver o debate 🙂
E perder estes petiscos? Eu vejo-os, Joaquim, mas não espero aprender grande coisa com estes debates. As “regras” são tão espartanas que são um autêntico convite a que se refugiem nelas… era de esperar.
Há que evitar o debate a todo o custo. No máximo, um mínimo de debate. E vão todos plantar batatas antes que eu me esqueça.
Um mínimo de debate, e mesmo assim sobre as regras do debate. Muito útil, como se viu.
Sócrates disse seis ou sete vezes que era necessário “cumprir as regras”, substituindo-se à moderadora, para tentar calar Portas. CCS estava nitidamente satisfeita quando o caldo começou a azedar: foi possível perceber isso quando a câmara a focou. Entendo-a bem: debate sem debate não é debate (La Palisse ‘dixit’).
La Palisse não dizia coisas dessas. Tudo não passou de um mondegreen baseado numa canção que o homenageava. Mas estou quase a desistir.
Estes debates são só para cumprir calendário, já se viu. A fórmula é um álibi para o não-debate e para a batota. Claro que a CCS estava divertida com o resultado de todo aquele disparate, mas ao mesmo tempo frustrada como jornalista, aposto.