Deixa-te de mariquices


Pedro Correia,

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Deixa-te de mariquices, Vladimir, e vai recuperar o Alasca que a Rússia perdeu em 1867 para os EUA.

Assim é que serias homem, pá.

44 comentários em “Deixa-te de mariquices”

  1. Tal como noutros lugares que conhecemos, na Russia também exitem forças poderosas que idolatram, cultivam e defendem a “estabilidade” política.

    1. Fala-se da Rússia e logo aparece alguém a tentar desviar o tema para “outros lugares”.
      Como se fosse banal a maior potência nuclear do globo invadir um Estado vizinho com uma população quatro vezes e meia superior à portuguesa, e provocar o maior êxodo de população no continente desde a II Guerra Mundial.

    1. A Rússia czarista vendeu – quase de borla – o Alasca aos EUA.
      A Rússia soviética ofereceu a Crimeia à Ucrânia.
      Em qualquer dos casos, perdeu território.
      Como este alucinado quer reconstituir o antigo império, há-de chegar o momento de “recuperar” o Alasca.
      A menos que tenha medo de confrontar o “satânico” Ocidente.

      1. Na verdade vendeu e perdeu. Vendeu de facto aos EUA mas fê-lo porque claramente temia uma ocupação por parte do império britânico via Canadá. Portanto, na verdade perdeu a esperança de manter esse território e decidiu minimizar os estragos ao vendê-lo aos EUA minimizando assim as perdas e evitando um confronto com o império britânico.

        1. Vendeu porque claramente temia uma ocupação por parte do império britânico via Canadá.

          Estive a olhar na wikipedia

          https://en.wikipedia.org/wiki/Russian_America#Sale_of_Alaska_to_the_United_States

          e lá não diz nem sugere nada disso. Segundo lá conta, em 1860 (bastante antes da venda) quase todas as aldeias russas no Alasca tinham sido já abandonadas por falta de interesse económico. O Alasca foi vendido aos EUA apenas porque a Rússia já não tinha interesse económico nele, e não porque temesse qualquer ocupação britânica.

          (De facto, penso que o Império Britânico, naquelas regiões longínquas, também não teria grande força para, nem interesse em, invadir o Alasca. Os EUA sim, o Império Britânico não. O Império Britânico tinha recentemente lutado com sucesso contra a Rússia na Guerra da Crimeia, mas uma coisa é lutar no Mar Negro, outra muito diferente é fazê-lo no oceano Pacífico.)

          1. Em parcelas do Alasca, designadamente na Península de Kenai, ainda há franjas populacionais que falam russo.
            O mesmo critério da russofonia que o ditador do Kremlin usa para tentar abocanhar parcelas do antigo império russo na Europa devia ser adoptado aqui.
            Mas está visto que não se atreve a enfrentar o “satânico” poder bélico norte-americano.

      1. A diferença é que no caso do Alasca houve uma transição de um Estado para outro diferente, em termos de Direito Internacional. No caso da Crimeia houve somente uma mudança administrativa no interior de um mesmo Estado.
        Mais ou menos como se, em Portugal, o concelho de Coruche deixasse de fazer parte da região de Ribatejo e Oeste para passar a fazer parte da do Alentejo. Ou como se, em Espanha, as Asturias fossem unificadas com a Cantabria. Ou como quando, na Suíça, o cantão do Jura se separou do cantão de Berna. Em todos os casos, haveria ou houve uma simples alteração administrativa no interior de um mesmo Estado, que não tem consequências em termos de Direito Internacional.

          1. Vai já a seguir. Depois participa ao lado dos espanhóis na “libertação” de Gibraltar, oferecida pela coroa madrilena à Grã-Bretanha em 1704.
            Espero que também esteja disponível para a libertação de Kalininegrado, enclave russo na Polónia.

            1. Kalininegrado, enclave russo na Polónia

              Kalininegrado fica entre a Polónia e a Lituânia. Não se trata portanto de um “enclave na Polónia”.
              Kalininegrado é somente uma pequena parte da Prússia Oriental, antiga província alemã. Após a Segunda Guerra, metade (aproximadamente) desse território foi entregue à Polónia, e um sexto (aproximadamente) à Lituânia. Kalinegrado sobrou para a URSS porque nessa área praticamente não havia população polaca nem lituana, eram só alemães. Nessa medida, não há qualquer fundamento para que Kalininegrado seja entregue à Polónia (nem à Lituânia).

            2. Kalinigrado é território europeu ocupado pela Federação Russa. Pela libertação de Kalinigrado já!

            3. Melhor e aproveitando o momento alterar as fronteiras da Europa, a Rússia não faz parte do Continente Europeu e prontus.

            4. A Rússia é um país euroasiático. Quando ainda colonizava o Alasca, era um país euro-americano-asiático.
              Palavra demasiado complicada. Aquilo não podia funcionar.

      2. A diferença é que na altura a Ucrânia era parte integrante da URSS, logo era apenas uma mudança administrativa. Só depois da queda se aperceberam da burrice que foi aquele presente. Um presente verdadeiramente envenenado para ambas as nações.

        1. Qual burrice?
          A Rússia reconheceu a integração da Crimeia na Ucrânia em tratados internacionais, como o Memorando de Budapeste, em 1994, depositado na ONU.
          https://documents-dds-ny.un.org/doc/UNDOC/GEN/G94/652/92/PDF/G9465292.pdf?OpenElement

          Não houve “mudança administrativa” alguma. Houve uma invasão militar, em grosseira violação da Carta das Nações Unidas e de todas as outras normas do direito internacional.

          1. Nem mais, disse tudo mas deixe estar por mais argumentos e factos que utilize os “comuno-fascistas”, essa estirpe que subscreve de cruz tudo o que for contra os “imperialistas do ocidente”, irá sempre discordar de si e inventar meias verdades, está-lhes no sangue e depois acreditam, usam e abusam mesmo daquela máxima de que uma mentira repetida por muitas vezes, passa a ser uma verdade.

            1. Chamar os outros de comuno-fascistas ajuda, sem dúvida, a elevar o nível da discussão.

          2. Foi uma mudança administrativa em 1954. E foi uma invasão sessenta anos depois. Ambas as afirmações são verdadeiras neste caso. E foram duas burrices.
            Que ali havia uma questão mal resolvida não há dúvida. Que esta invasão foi a pior forma de a tentar resolver também não.

          3. Não é por se estar do lado da Ucrânia (e eu estou indiscutivelmente) que se deve fechar os olhos à problemática da Crimeia. Não é um assunto fácil, nem a preto e branco. Apesar de a invasão ser totalmente ilegal (e imoral), negar que havia ali um problema não é razoável. Talvez pudesse outrora ter sido resolvido com um referendo (um referendo, não uma fantochada).

    1. Seria interessante perceber porque é que a Rússia vendeu o Alasca e entender que o fez em boa parte para evitar perdê-lo a “custo zero” ou a custo de uma guerra com o império britânico, guerra que, dada a supremacia absoluta dos britânicos nos mares e a quase ausência de russos bem como de uma ponte terrestre da Rússia euro-asiática ao Alasca (os britânicos tinham pelo menos uma via Canadá) levaria a uma derrota óbvia dos russos. Assim ao menos os EUA pagaram algo pelo território. No fundo a Rússia minimizou as perdas.

      1. Os EUA pagaram pelo enorme território russo do Alasca – hoje um Estado norte-americano – um preço totalmente ridículo.
        É tempo de Putin afiar as baionetas e entrar por ali adentro.

        1. “Great Britain had shown sustained interest in obtaining Alaska as an addition to its territory in British North America (Canada), and had potentially threatened it during the Crimean War (1853-56) after attacking the Kamchatka Peninsula. Russia in particular recognized that the long-standing economic ambition of the Hudson’s Bay Company to tap Alaskan resources made the region vulnerable to British designs. But, after losing the Crimean War to Britain, France, and Turkey in 1856, the tsar was in no mood to negotiate with Great Britain or to see Alaska absorbed by a recent enemy.”

          Retirado de:
          https://www.loc.gov/collections/meeting-of-frontiers/articles-and-essays/alaska/the-alaska-purchase/

          Sendo este um site claramente muito mais fiável do que a Wikipedia. Eis o motivo da tal venda, não só a Rússia sabia que não tinha condições para estancar as ambições britânicas como só tinha um potencial comprador devido às guerras que travara recentemente. Ora quando você só tem 1 comprador e precisa ou quer vender à pressa…

      1. putinice: tenha calma não arranje já uma definição.
        Ainda falta entrar no Alasca com o seu exército de arsenal atómico (o maior exército atómico do mundo em 24/2/2022) e coitados dos canadianos e americanos de las vegas já cheios de medo.

  2. Não lhe dê ideias que já não temos mais blindados para enviar. Agora só temos os submarinos e esses já estão de prevenção ali no mar da palha.

    1. Material sofisticado é o russo. Como bem se viu naquela quilométrica fila de veículos blindados estacionados na estrada para Kiev, em Fevereiro, por falta de combustível.

  3. Acordo burrográfico à Russa.
    -Vais ataca o Alasca?
    – Não porque estou Àrasca na Ucrânia

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