DELITO há cinco anos


Pedro Correia,

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JPT: «Hoje passam 75 anos após Hiroshima, o advento do horror da guerra nuclear. Na amnésia estruturada que apreende a história muitos esqueceram, e os mais-novos nem vislumbram, o sentimento das gerações que cresceram no pavor da hecatombe nuclear, o constante daquela “guerra fria”. Mas para quem se lembre disso, e saiba um mínimo de história contemporânea, poderá hoje também lembrar esta fotografia, e constatar o execrável presidente que nos preside, aqui mimando um arauto da agressão nuclear. Para além disto há os guevaristas, gente-miúda. Mas, acima de tudo, há este homem. Que segue assim.»

 

Eu: «Transformado em mordomo do novo técnico, [Luís Filipe] Vieira promete pagar-lhe – apesar do chumbo orçamental – uns modestos 7 milhões de euros só em salário bruto anual, acrescidos de pelo menos 100 milhões de euros em jogadores que constam da lista de compras do treinador, sempre extensa e muito dispendiosa. Tudo isto, note-se, em tempos de grave crise pandémica e num cenário de abrupta quebra de receitas geradas pelo futebol, num país mergulhado na maior queda do PIB alguma vez registada em ciclo trimestral. Mesmo assim, Vieira ainda se atreve a proclamar que o Benfica «é um clube do povo», em jeito de slogan eleitoral. Daria até para rir se não fosse obsceno.»

Um comentário em “DELITO há cinco anos”

  1. “O nosso clube sempre foi um clube popular, do povo, e muito solidário.” (Luís Filipe Vieira, por um dos “links” disponibilizados pelo Pedro Correia no seu texto).

    Ser “solidário” com o “Povo”, usando muito provavelmente o dinheiro roubado ao próprio “Povo”, é uma forma muito curiosa de demonstrar o apreço por esse “Povo”.

    A maior manifestação de “solidariedade” que LFV poderia ter tido face ao dito “Povo” seria a devolução integral dos muitos milhões de euros sonegados ao erário público, por via do BES. Não? Os contribuintes portugueses agradeceriam, com certeza.

    Mas o “Povo” é tolo e vai comendo tudo o que lhe põem no prato, mesmo que o cheiro a putrefação exale da comida posta no prato. A “nação benfiquista” parece ser um exemplo do anterior: segundo consta, até estará prontinha para aceitar e defender o regresso do pretenso “salvador”. As alegadas negociatas ao estilo do “rouba, mas faz” não parecem preocupar esse “Povo”. Se assim for, acabarão por ter aquilo que merecem. No fundo, no fundo, o “Povo” não se importa de ser enganado, desde que o clube do seu coração ganhe campeonatos, independentemente dessas vitórias corresponderem ou não a uma efectiva “verdade desportiva”. Que se lixe a Ética, o que importa é ganhar.

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