
Diogo Noivo: «A imprensa portuguesa parece ter uma obsessão com o verbo arrasar. Será, porventura, nostalgia da defunta boys band nacional. “Daniel Oliveira arrasa livro do politólogo Riccardo Marchi sobre o Chega”. “Joana Amaral Dias arrasa de bikini no Algarve”. Depois, vai-se a ver, e ninguém arrasou coisa nenhuma.»
Fernando Antolin: «Aqui há anos levei a minha filha mais nova a conhecer a Berlenga, cumprindo promessa adiada algumas vezes. Ficámos no já velhinho Mar e Sol, alojamento simples e suficiente, demos as voltas todas necessárias e ao fim da tarde, enquanto se bebia algo na esplanada, vejo encostar um barquito, com canas de pesca aparelhadas e donde sai um sujeito com uma geleira de bom tamanho, que sobe para o restaurante do alojamento; fui atrás e a primeira peça a sair foi uma dourada, dos seus 2,5kgs… ficou logo reservada para o jantar, grelhada, simples, apenas com uns legumes cozidos e sem necessidade de qualquer outro tempero, salvo um punhado de sal. Juntamente com um pargo cozido, anos antes, no Baleal, um robalo em Santa Cruz e um bodião em Milfontes, este o ano passado, tudo devidamente grelhado, foram as quatro ocasiões em que me lembro de comer os melhores peixes das minha vida.»
João Campos: «Espero que os nossos profissionais de saúde – excepto os cobardes, claro, esses ingratos – tenham apreciado o seu “prémio merecido”.»
João Sousa: «Se alguém ainda tinha dúvidas de que o puto até se desenrasca naquilo, podem perdê-las em definitivo: Miguel Oliveira conseguiu a sua primeira vitória em MotoGP.»

Oh céus, estou citado num destaque ! Muito obrigado pela (i)merecida distinção, abraço
Aconteceu-me um caso idêntico, mas foi na Praia Grande com um sargo matulão, tropecei no pescador a subir as escadas para o restaurante e aliviei-o do peso, eheheh. Foi há um bom par de pares de anos, mas nunca mais me esqueci do cheiro e do sabor daquele sargo.
Uma dourada de 2,5 quilos, para quantas pessoas?
E só acompanhada de legumes, sem batatas?
O que o João Campos me veio lembrar… Realmente, o Costa foi (é) único. Há parecido, mas ninguém que lhe leve a palma em charme discreto da torpeza.