
Eu: «Os escritores portugueses, a partir de certa altura, perderam a vocação para contar histórias. Passaram a abstrair-se do objecto, como se apenas houvesse sujeito, e desinteressaram-se da realidade circundante, limitando-se a escutar o eco da própria voz em longos monólogos interiores que transformavam cada livro numa monumental estopada. Felizmente, em anos mais recentes, parece ter vindo a recuperar-se o gosto pela narrativa de ficção. Sem temor reverencial pelos patrulheiros da ortodoxia estética que impunham o primado da forma sobre o conteúdo.»
