
José Meireles Graça: «Ignoro se Bertha Rosa Limpo ou Maria de Lourdes Modesto, e menos ainda João da Matta, alguma vez desceram a esta coisa tão simples. Mas desço eu, que a distância para mim é muito menor. E depois tenho um amigo que me disse há dias no Facebook que eu nem um ovo conseguia estrelar, o grande insolente, decerto ignorante do meu texto absolutamente seminal sobre a distinção entre o bacalhau frito e o fritado.»
Maria Dulce Fernandes: «Desejar “Feliz Natal” pode parecer paradoxal neste ano estranho e pouco feliz, mas é importante realçar que a família nunca significou tanto, para todo o mundo, como nestes tempos de incerteza. Desejo o melhor Natal possível para toda a grande família que é o Delito de Opinião. Que haja paz e saúde, e que se possa retirar da tristeza alguma alegria.»
Eu: «Em jornalismo, quase sempre, menos é mais. Lembrei-me desta frase, inspirada no lema artístico de um célebre arquitecto, quando vi aquela que considero a melhor capa de revista deste amargo ciclo anual prestes a chegar ao fim. A da edição dominical do El País. Uma capa em que a fotografia diz tudo, surgindo acompanhada de uma data que funciona em simultâneo como título e legenda. A foto transpira autenticidade e tem cunho universal: foi captada em Espanha, mas poderia ter sido em muitos outros países igualmente golpeados pelo coronavírus que nos envolveu num cortejo de luto e dor.»

nem um ovo conseguia estrelar
Quando uma pessoa diz tal coisa, isso só pode querer dizer uma de duas coisas:
(1) Sofre de um problema cognitivo.
(2) Enganou-se no verbo, utilizando “conseguir” quando deveria ter utilizado “querer” ou “aceitar”.
Inclino-me para a segunda hipótese, mas aceito que haja pessoas com uma tal falta de habilidade manual que nem conseguem partir um ovo.