DELITO há dez anos


Pedro Correia,

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Bandeira: «Hoje não durmo uma hora a mais ou uma hora a menos?»

 

Fernando Sousa: «Extraordinário! Com uma polícia como esta [segundo 22´] a quem é preciso fazer um desenho para perceber o que se passou é porque estamos literalmente entregues aos bichos. Literalmente.»

 

Ivone Mendes da Silva: «Ir uma pessoa para o Governo pode não ser bom para a blogosfera. Veja-se o exemplo d’ A Origem das Espécies, desabitada desde que Francisco José Viegas está SEC. Felizmente há a heteronímia. Assim, o Doutor António Sousa Homem continua a escrever-nos do Minho. Esperemos que a proverbial longevidade dos Homem, testemunhada pelas paredes do casarão de Ponte de Lima e coadjuvada pelos cuidados de Dona Elaine, a governanta do eremitério de Moledo, permita que o álbum de reflexões continue a folhear-se naquela prosa vintage de belo recorte.»

 

João Carvalho: «Se os quiserem amanteigados, ficam perigosamente escorregadios. Além disso, deixam migalhas no chão. Mas torrados são mais quentinhos

 

José António Abreu: «Aveiro. A foto tem meia dúzia de anos e o local, tal como mostrado aqui, já não existe – a linha férrea de acesso ao Porto de Aveiro passou-lhe por cima.»

 

Leonor Barros: «É assim em pleno século XXI. Enquanto os sorrisos pendurados alardeiam as virtudes das novas oportunidades, selados com beijos e apertos de mão vigorosos, e o choque tecnológico ocupa o lugar cimeiro das preocupações governamentais, alguns permanecem excluídos. Não têm rosto, não ficam bem na fotografia e não dão votos. Não são ninguém

 

Patrícia Reis: «Vivemos em democracia há menos tempo do que vivemos num regime totalitário. A democracia, sendo o melhor dos regimes como dizia o outro (que também foi jornalista e levou pancada, há muitos anos), é hoje um conceito altamente questionável. Quem nos governa são os mercados, não são os 200 mil que podem ser eleitos por estar integrados numa estrutura partidária ou os outros – poucos – que se dizem independentes mas que encaixam nas mesmas estruturas. Basta isto para que se perceba que a democracia é mesmo muito relativa.»

 

Eu: «Faz hoje 50 anos: a maior revolta estudantil contra o salazarismo. Merece ser lembrada, por motivos vários. Desde logo porque a memória é fundamental numa sociedade adulta. Para que um passado opressor não seja mitificado em nome das dificuldades actuais. Os erros de uma democracia encontram-se sempre num patamar ético superior aos eventuais acertos de uma ditadura.»

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