
Ana Margarida Craveiro: «Este fim-de-semana, discretamente, o CDS demonstrou ser um partido que não se resume à política da alcova. Aliás, a política da alcova é uma escolha individual, pese embora alguma eventual indicação de voto da liderança. É assim que se passa dos 5% nas eleições, senhores e senhoras. É que nem todos vivemos obcecados com as questões fracturantes do BE e PCP. E, felizmente, nem todos no CDS pensam que um partido é um monolito eterno.»
Ana Vidal: «Se algum dia o (des)acordo ortográfico for capaz de transformar o Tony Carreira em Caetano Veloso, pode contar comigo. Até lá, sou contra.»
Helena Sacadura Cabral: «Salvé! Tanto fiz, tanto experimentei, tanto insisti que consegui. O meu Mac já está outra vez a escrever em português.»
João Campos: «Uma vez que o que importa em todo o imbróglio do acordo ortográfico é a “estratégia“, então eu sugiro que se leve a questão “estratégica” até às últimas consequências, e se adopte a língua inglesa como idioma oficial de Portugal.»
José António Abreu: «Fingir interesse é uma arte que parece resultar melhor com a inclusão de uma pitada de desprezo.»
Leonor Barros: «Rentes de Carvalho não tem complacências com o politicamente correcto ou o socialmente aceitável. Não tem papas na língua e não se atemoriza perante os ditames dos discursos da multiculturalidade de plástico. Consegue num estilo único só permitido aos grandes: criticar sem ofender, ser frontal sem nunca resvalar para a grosseria. E isto é muito.»
Luís Menezes Leitão: «Marcelo Rebelo de Sousa anda há muito tempo nas suas homilias dominicais a preparar pacientemente a sua candidatura a Belém. Por esse motivo, nessas homilias costuma reservar algum tempo para condicionar as candidaturas adversárias. No seu campo político, é habitual mandar farpas a potenciais adversários, como Durão Barroso.»
Teresa Ribeiro: «– Estava a ver que nunca mais chegávamos à parte divertida das negociações com a troika.
– Aquela em que eles vão ter de apagar a luz, baixar as rendas e pôr à mostra o que não têm?
– Eheheh! Essa mesmo.»
Eu: «A Faculdade de Letras de Lisboa é uma das instituições que recusam impor o AO, alertando pela voz do seu principal responsável – na sequência da recente tomada de posição pública de Graça Moura enquanto responsável do Centro Cultural de Belém – que o que está em jogo nesta questão da língua é, no fundo, uma questão de património comum que não deve ser lesado.»

Muito mudou nestes dez anos, hoje a faculdade de letras dá abrigo a um sonso Alexandre Guerreiro o maior putinista português de sempre.