DELITO há dez anos


Pedro Correia,

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Ana Margarida Craveiro: «Este fim-de-semana, discretamente, o CDS demonstrou ser um partido que não se resume à política da alcova. Aliás, a política da alcova é uma escolha individual, pese embora alguma eventual indicação de voto da liderança. É assim que se passa dos 5% nas eleições, senhores e senhoras. É que nem todos vivemos obcecados com as questões fracturantes do BE e PCP. E, felizmente, nem todos no CDS pensam que um partido é um monolito eterno.»

 

Ana Vidal: «Se algum dia o (des)acordo ortográfico for capaz de transformar o Tony Carreira em Caetano Veloso, pode contar comigo. Até lá, sou contra.»

 

Helena Sacadura Cabral: «Salvé! Tanto fiz, tanto experimentei, tanto insisti que consegui. O meu Mac já está outra vez a escrever em português.»

 

João Campos: «Uma vez que o que importa em todo o imbróglio do acordo ortográfico é a “estratégia“, então eu sugiro que se leve a questão “estratégica” até às últimas consequências, e se adopte a língua inglesa como idioma oficial de Portugal.»

 

José António Abreu: «Fingir interesse é uma arte que parece resultar melhor com a inclusão de uma pitada de desprezo

 

Leonor Barros: «Rentes de Carvalho não tem complacências com o politicamente correcto ou o socialmente aceitável. Não tem papas na língua e não se atemoriza perante os ditames dos discursos da multiculturalidade de plástico. Consegue num estilo único só permitido aos grandes:  criticar sem ofender, ser frontal sem nunca resvalar para a grosseria. E isto é muito.»

 

Luís Menezes Leitão: «Marcelo Rebelo de Sousa anda há muito tempo nas suas homilias dominicais a preparar pacientemente a sua candidatura a Belém. Por esse motivo, nessas homilias costuma reservar algum tempo para condicionar as candidaturas adversárias. No seu campo político, é habitual mandar farpas a potenciais adversários, como Durão Barroso.»

 

Teresa Ribeiro: «– Estava a ver que nunca mais chegávamos à parte divertida das negociações com a troika.

– Aquela em que eles vão ter de apagar a luz,  baixar as rendas e pôr à mostra o que não têm?

– Eheheh! Essa mesmo.»

 

Eu: «A Faculdade de Letras de Lisboa é uma das instituições que recusam impor o AO, alertando pela voz do seu principal responsável – na sequência da recente tomada de posição pública de Graça Moura enquanto responsável do Centro Cultural de Belém – que o que está em jogo nesta questão da língua é, no fundo, uma questão de património comum que não deve ser lesado

Um comentário em “DELITO há dez anos”

  1. Muito mudou nestes dez anos, hoje a faculdade de letras dá abrigo a um sonso Alexandre Guerreiro o maior putinista português de sempre.

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