
André Couto: «A pirosa simbologia do dia de hoje é a desculpa para reviver este momento, uma das imagens guia do meu mundo cinematográfico. Nuovo Cinema Paradiso (1988), Guiseppe Tornatore.»
João Carvalho: «O Mazda 323 Sedan Notchback (três volumes) foi o último carro que tive em Macau. Em Portugal, o mais comum foi o modelo Hatchback (o dois volumes que aparece ao fundo), mas o meu era o que está no topo.»
José António Abreu: «Sempre o achei um tipo estranho. Na universidade tinha um quarto na mesma casa que eu mas era uma espécie de roda sobresselente no grupo em que eu me inseria. Teve um par de relações que não duraram. Fartava-se de falar no cão que os pais lhe haviam oferecido quando fizera doze anos – o canídeo mais inteligente do mundo, a acreditar nos relatos que nos impingia.»
José Navarro de Andrade: «É um homem sem rodeios, traz para a mesa o tacho das batatas cozidas com pele. Cada um terá a oportunidade de as descascar como quiser.»
Leonor Barros: «Nuno Crato autoriza escolas a separar bons dos maus alunos. Meus amigos, isto é gente perigosa, muito perigosa. Um assunto da gravidade destes não pode ser deixado ao critério do Conselho Pedagógico nem ao bom-senso dos órgãos de gestão. A propósito, o que é isso? Um assunto destes nem sequer devia ser assunto. Criar turmas só de bons e só de maus alunos?»
Patrícia Reis: «A mulher atacou o computador como se fosse um amante e teceu toda a sua história, arrancou a pele, fez das vísceras narrativas e diálogos. No fim, cansada, abriu uma garrafa de vinho, fumou um cigarro e pensou que a vida podia ser outra coisa e, não sendo, estava tudo bem. O computador, fiel e silencioso, uma dupla caracterização (disparou a mente), encarava-a com a vivacidade de sempre, como que a dizer: usa-me, usa-me que não sirva para mais nada.»
Rui Rocha: «Se querem defender a MAC [Maternidade Alfredo da Costa] deviam perder mais tempo a estruturar argumentos para que não fosse possível a um tipo que não percebe do assunto rebatê-los com uma tabela mal amanhada. Da mesma maneira, não me parece grande trunfo comparar a situação da MAC com encerramento de maternidades em outros pontos do país. É que, no caso da MAC, a alternativa não está a mais de 50 km de distância. Significa isto que não vejo solução para a MAC? Nada mais falso. O que é preciso é dar utilidade à capacidade instalada por via do aumento da natalidade..»

Tem piada ver estes posts antigos. Tanta preocupação com a discriminação dos alunos autorizada pelo Nuno Crato enquanto ministro! Tanto no post como nos comentários.
Agora, que os alunos passaram vários anos com aprendizagens limitadas, a interagir com cara tapada, sem fazer exames, e a cair nos rankings, não parece haver tanta preocupação.
Na escolha das minhas filhas não houve separação dos melhores e piores alunos por turmas, mas nas disciplinas de Matemática e Português fizeram quatro grupos com alunos de diferentes níveis de aprendizagem. Correu mesmo muito bem. Sobretudo para os alunos com menor aproveitamento que tinham um acompanhamento mais focado nas suas dificuldades específicas. A nossa avaliação enquanto pais foi muito positiva. No entanto, no ano seguinte esta solução não foi implementada. Para descanso destas almas mais sensíveis… É impressionante como as pessoas não conseguem ser pragmáticas.