DELITO há dez anos


Pedro Correia,

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Ana Vidal: «Pelo dia de hoje, duplamente teu. Pela tua vida, que deste generosamente ao teu país. Pela tua morte, que teve o raro condão de conciliar velhas barricadas e, de algum modo, restaurar a nossa fé na seriedade da política. Por essa esperança, ofereço-te o meu dia de hoje. É um presente modestíssimo, comparado com tudo isto.»

 

José António Abreu: «Pensei em terminar com uma piada, escrevendo que, duzentos anos depois de Shakespeare escrever Hamlet, algo continuava podre no reino da Dinamarca. Mas seria patético, uma forçada tentativa de humor. Parece-me mais significativo mencionar algo que Enquist refere cedo: que ainda hoje, duzentos e quarenta anos decorridos sobre os acontecimentos, não existe nenhum monumento dedicado a Struensee na Dinamarca

 

Laura Ramos: «Onde conseguimos arrumar a dor – apenas arrumar – e depois seguir adiante? Acredito que é uma tarefa que só depende da inteligência.»

 

Leonor Barros: «Proponho que doravante o 1.º de Maio passe a ser chamado dia de S. Pingo Doce.»

 

Rui Rocha: «Não me parece que o Pingo Doce tenha conseguido uma vitória estrondosa sobre os sindicatos. É certo que as lojas da Jerónimo Martins estiveram a abarrotar. Mas, para isso, o Pingo Doce teve que dar promoções de 50% aos clientes. Os sindicatos, por seu lado, já promoveram manifestações com centenas de milhares de trabalhadores. E todos sabemos que não dão nada a ninguém.»

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