
João Carvalho: «Escolher uma pastelaria para meditar e escrever tem o seu quê de elegância e de bom-gosto — é quase snob e elitista, o que contribui para elevar o padrão cultural que tão rasteiro anda na nossa sociedade. Por isso tudo, Meditação na Pastelaria vai muito bem como Blogue da Semana no DO. Vai muito bem e vai com amizade e apreço.»
Rui Rocha: «A inabilidade política de António Seguro começa a tornar-se um caso de estudo. O último tiro no pé foi dado com a colagem a Hollande. Ao fazê-lo, Seguro caucionou o entendimento de que o candidato socialista é a esperança para uma Europa melhor e para uma alteração de políticas de que Portugal também sairia beneficiado. Ora, alguém deveria explicar a Seguro que, ao remeter a esperança e a responsabilidade por putativas soluções para um espaço político exterior a Portugal, está a desresponsabilizar Passos Coelho dos insucessos da sua governação.»
Eu: «[Julio] Cortázar, que chegou a tocar piano e saxofone, garantia que “se pudesse escolher entre a literatura e a música escolheria a música”. O som das palavras é fundamental no seu sofisticado estilo literário: analogias e metáforas sugerem a melodia, aliterações marcam o ritmo e o compasso. Não por acaso, o seu primeiro livro de poemas incluía uma secção intitulada “Prelúdios e Sonetos”, enfatizando o estreito vínculo que une a música à literatura.»
