
Helena Sacadura Cabral: «Nem todos podem ser políticos. O exercício desta carreira vai muito para além da profissão. À mulher de Cesar diz-se que não basta ser séria. É também preciso parece-lo. Na política passa-se o mesmo. Não basta ser bom e competente na área da sua dependência. É preciso saber fazer passar a mensagem. É afinal, também, preciso parecer-se sério.»
João Carvalho: «Conhecido pela sua perspicácia, Vasco Lourenço pôs o dedo na ferida: Soares, ex-Presidente da República, “está pujante e no seu melhor” por defender que o PS rompa o acordo que assinou com a Troika? Se o popular Vasco Lourenço o diz, então deve ser mesmo isso.»
José António Abreu: «Com a praga do desAcordo Ortográfico a disseminar-se rapidamente, as livrarias tornaram-se espaços onde as editoras nacionais me recomendam livros a comprar na Amazon. Assim sendo, gostaria de agradecer à Eucleia a sugestão de Quanto Mais Depressa Ando Mais Pequena Sou, de Kjersti Skomsvold (aprecio tanto a literatura nórdica), à Quetzal a de Tudo Arrasado, Tudo Queimado, de Wells Tower (diga a Academia Nobel o que disser, a literatura norte-americana permanece muito interessante), à Bertrand a de Ferrugem Americana, de Philipp Meyer (reler o parêntesis anterior), à Porto Editora a de O Centenário que Fugiu pela Janela e Desapareceu, de Jonas Jonasson (reler o primeiro parêntesis) e à Ahab (de tal modo a minha editora favorita que comprei todos os livros que lançou até há duas semanas) por A Ilha de Caribou, de David Vann (autor de A Ilha de Sukkwan, talvez o livro que mais gostei de ler em 2011 e prova de que a literatura norte-americana, diga a Academia Nobel o que disser, permanece indubitável, insofismável e inelutavelmente muitíssimo interessante).»
José Maria Gui Pimentel: «Somos um povo engraçado. Vivemos num país peculiar, único numa espécie de limbo muito seu. Por um lado estamos alojados na Europa ocidental — um dos centros do mundo desde pelo menos o século XVI –, temos uma história rica e uma cultura quase milenar. Por outro, somos quase irrelevantes política e economicamente e a nossa história…bom, digamos que, no mínimo, não tão rica que valha por si só (como a da Grécia, por exemplo).»
Luís M. Jorge: «Estamos tão contaminados pela retórica liberal que se torna necessário um trabalho de higiene: os Estados precisam de recuperar a autoridade que perderam. Os Estados devem decidir que dívidas pagam, quando as pagam e em que condições. Alcançar isto é o trabalho da Esquerda.»
