
Cláudia Köver: «Deveria haver um compartimento no nosso corpo reservado apenas para a saudade. Não teria de ser grande, porque a saudade no geral já é algo que aperta. Aperta o coração.»
Helena Sacadura Cabral: «Alguém me explica a lógica desta decisão depois de todas as medidas restritivas anteriormente tomadas? Se há rendimentos de trabalho é porque há trabalho. Se há subsídio de desemprego é porque não há trabalho. Ou apenas trabalha quem tem emprego?!»
José António Abreu: «Há os países que se vão lixar por estarem sobreendividados. Há os países que se vão lixar por se estarem a sobreendividar. Há os países que se vão lixar por andarem a alimentar o sobreendividamento dos países mencionados nas duas frases anteriores. Há os países que se vão lixar porque vivem de vender petróleo ou gás natural aos países mencionados nas três frases anteriores. E há a Coreia do Norte.»
José Navarro de Andrade: «Sobre Lisboa a “Time” tudo faz para seduzir o seu leitor a dar um saltinho de fim-de-semana a esta cidade periférica, suficientemente exótica para prometer romantismo e suficientemente civilizada para que não se desconfie da higiene das saladas. Lá está o rosário de clichés, pintados com cores amáveis e atraentes: os pastéis de nata, os Jerónimos, o bacalhau, o vinho do Porto, o eléctrico 28, a Brasileira, a Ler Devagar.»
