DELITO há dez anos


Pedro Correia,

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Ana Vidal: «Até numa lixeira pode nascer a arte. Este estranho e especialíssimo cosmos, policiado apenas por temíveis urubus, onde uma população residente de “catadores” e suas famílias disputa diariamente o seu tóxico habitat com todo o género de indesejável bicharada, foi o cenário inspirador para várias obras do artista plástico Vik Muniz*, a que ele chamou “Lixo Extraordinário”

 

Helena Sacadura Cabral: «Apesar da França ter tido no Eliseu bastantes “histórias de cama”, a verdade é que depois de Strauss Kahn esta pedrinha na engrenagem era perfeitamente dispensável.»

 

José António Abreu: «Gostaria ainda de salientar outra posição de Rui Rio, com a qual estou cem por cento de acordo: nenhum líder que tenha aumentado a dívida da sua autarquia devia ser autorizado pelo seu partido (seu, dele, líder autárquico) a candidatar-se de novo, à mesma ou a qualquer outra autarquia. Mas para isso era preciso que os partidos se preocupassem mais com o país do que com os jogos de poder. Não vou, pois, reter o fôlego à espera de que tal aconteça. Como, estou certo, não o fará Rio.»

 

Rui Rocha: «Vamos lá ver, então. Um par de raquetes de praia e uma bola custam, no total, cinco euros e dez cêntimos. Sabendo que o par de raquetes custa mais cinco euros do que a bola, quanto custa a bola?»

 

Eu: «Confesso: ando cansado de ouvir falar do Nélson Oliveira. E tenho bons motivos para isso. Na segunda-feira, 48 horas antes do Portugal-Dinamarca, dois diários desportivos puseram o jovem suplente do Benfica em destaque nas suas primeiras páginas. “Estamos de cabeça levantada”, dizia o jovem, cujo retrato ocupou praticamente a capa inteira desse dia do diário A Bola. A justificação para o destaque fotográfico, esclarecia o jornal, tinham sido os três golos apontados pelo rapaz… no treino da véspera.»

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