
Ana Cláudia Vicente: «Para entretém dos próximos dias trago-vos o Listverse, um dos blogues que dá a conhecer as mais divertidas e desconcertantes listas de informação que debruam o nosso quotidiano. Sem surpresa, este bem disposto exercício chegou ao blog top da Time de final do passado ano.»
Helena Sacadura Cabral: «Que a política envelheceu os portugueses, disso não há qualquer dúvida. Mas que tenha envelhecido tanto os seus mandantes deixou-me estarrecida. Se durarem mais um ano, passaremos a ter um governo de septuagenários e daqui a pouco tenho um filho que parece meu irmão!»
João Campos: «A grande – ou talvez triste – ironia do caso da licenciatura de Miguel Relvas é confirmar definitivamente a futebolização da política, com as claques deste e de Sócrates, entretanto trazido de volta à ribalta por causa do seu próprio escândalo universitário, a defender que “a licenciatura do meu político é menos manhosa que a do teu”, como se estivessem a a competir para ver quem consegue mijar mais longe.»
José Navarro de Andrade: «Não é coisa que se afirme com ligeireza, mas Lee Miller terá sido uma das mais belas mulheres a poisar na terra, do seu tempo até ao nosso. Não só pela inexplicável beleza em si, mas sobretudo porque vendo hoje as suas fotos dos anos 30, nada nela é datado, como se fosse imune ao ar dos tempos e os atravessasse incólume.»
Rui Rocha: «Actores da grupo norte-coreano Morangbong, fantasiados de personagens da Disney como Mickey Mouse, Minnie, Ursinho Pooh, Branca de Neve, Dumbo, a Bela ou o Monstro, dançaram para a cúpula do regime num grande teatro. Ao que parece, o espectáculo insere-se num plano grandioso (podia lá ser outra coisa) de Kim Jong-un para fazer uma alteração profunda no campo das artes e da literatura. A notícia deixa-me sentimentos contraditórios. A última revolução cultural de que me lembro teve as consequências que se conhecem. Por outro lado, se tudo correr pelo melhor, pode ser que ainda vejamos o camarada Bernardino Soares vestido de Pateta.»
Teresa Ribeiro: «Escrevem notícias e depois comentam-nas nos seus blogues, nas redes sociais e até nas televisões. Se o assunto não morreu ali, prosseguem com a isenta investigação jornalística, aproveitando para reforçar com factos as suas doutas opiniões. É o chamado jornanalismo, também conhecido por jornalismo de rabo na boca.»
Eu: «A vida de Borgnine dava um filme. Não tinha físico de galã, longe disso, nem parecia fadado para a arte de representar quando deixou de prestar serviço na marinha, após a II Guerra Mundial. Filho de imigrantes italianos, que o baptizaram como Ermes Borgnino, o primeiro filme em que entrou, aos 36 anos, não perdura na memória de ninguém. Chamava-se The Chinese Corsair – um nome que diz quase tudo.»
