
André Couto: «A minha homenagem a Alberto Martins e aos anónimos que não se conformaram. É de Homens destes, exemplos de luta pela Liberdade, que é feita a memória e a História de Portugal. Os outros são páginas negras.»
José António Abreu: «E agora, devo chamar a Valência (tão bonita e moderna, zona do porto renovada, um edifício de ópera magnífico, grande prémio de Fórmula 1, TGV e sei lá mais o quê) a Madeira da Espanha ou a Sicília da Espanha? O ponto positivo é que a hipótese que não escolher pode servir para designar a Catalunha.»
José Gomes André: «Reduzir José Hermano Saraiva a um “ministro do Estado Novo” é de uma enorme falta de bom-senso. Para a minha geração fica a memória de um grande comunicador e de um homem apaixonado pela história do nosso país. Não nos devemos esquecer do seu passado político, mas só a cegueira ideológica o rotularia de “mero fascista”.»
José Navarro de Andrade: «Querendo lamentar na morte do Professor Hermano Saraiva, não o merecido ser humano, respeitável e estimável, ou o Homem público, com os seus defeitos e virtudes; mas a figura exemplar de serviço público de televisão, será decerto desmerecer ambas as coisas: a figura e o serviço público de televisão. Há lugares comuns piores do que a morte.»
Luís Menezes Leitão: «É preciso de facto desmistificar José Hermano Saraiva. O seu programa não era visto. Os seus livros não se vendiam. As outras televisões não o chamavam. Nunca ninguém se lembrou de votar nele para o concurso Os grandes portugueses. Nenhum comediante perdia tempo a parodiar o seu estilo. Era um homem completamente desconhecido. Afinal de contas, alguém sabe quem foi José Hermano Saraiva?»
Patrícia Reis: «Meu querido filho, José Hermano Saraiva faz parte da nossa moldura de vida, como fez o Vasco Granja, o Sousa Veloso. Pessoas que vimos sempre, que reconhecemos a voz, imitámos os seus gestos e com quem aprendemos. Um homem que vivia para contar as histórias da História e que, anos a fio, fez um programa de televisão que só pode ser considerado serviço público, não pode ser visto de outra forma.»
