DELITO há dez anos


Pedro Correia,

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Ana Margarida Craveiro: «Uns andam com o credo, outros com a democracia. Agora é a propósito da reforma autárquica, uma medida mais que necessária. Dentro do pacote, incluem-se os executivos “monocolores”: isto é, quem ganha as eleições, forma o executivo, sozinho ou em coligação. Simples, à primeira vista. Um ataque à democracia, dizem os tais indignados. Que não pode ser, que é um retrocesso na democracia e vontade do povo. O que me espanta é que nunca lhes tenha ocorrido defender o mesmo para o governo nacional: e por que não juntar todos os partidos eleitos, cada um com a sua secretariazinha ou ministeriozito? Isso é que era democracia a sério.»

 

João Carvalho: «”José Rodrigues dos Santos é n.º 1 de vendas em França“: “La formule de Dieu, a edição francesa de A Fórmula de Deus, de José Rodrigues dos Santos, chegou esta semana ao primeiro lugar do Top FNAC de vendas em França.” Já me disseram que os franceses em férias só vêem as figuras.»

 

Rui Rocha: «A gestão pelo Ministerio da Educação das colocações e dos concursos dos professores pode já considerar-se um cataclismo de grandes dimensões provocado por falha humana. Entre avanços, recuos, indecisões, dúvidas sobre legislação aplicável, erros de concepção da plataforma informática e falência das soluções técnicas, já se viu de tudo. Não está aqui em discussão o desemprego justificado ou injustificado dos docentes ou a política educativa. O que está em causa é a absoluta incompetência na gestão de um processo administrativo pelos serviços do Ministério da Educação.»

Um comentário em “DELITO há dez anos”

  1. quem ganha as eleições, forma o executivo, sozinho ou em coligação.

    Sempre a mania de que um único partido ganha as eleições.
    Isso é falso. Numa eleição, cada partido ganha uns tantos eleitos. Todos os partidos que elegem, ganham. Uns ganham mais do que outros, mas todos ganham.
    Faria bem a estes que têm a mania do ganhador único fazerem um estágio num país, tipo Israel, Finlândia ou Holanda, em que muitos partios obtêm votações substanciais e quase todos os executivos são coligações.

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