DELITO há dez anos


Pedro Correia,

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Ana Vidal: «O António Sala está muito preocupado com a crise mundial. Cada vez vê o mundo em maiores dificuldades financeiras, diz ele, e a falta de poder de compra deixa-o angustiado. Mas não desesperem, amigos, ele tem a solução milagrosa para todos estes males. Poupar ao máximo? Trabalhar mais por menos dinheiro, à espera de melhores dias? Esquecer sonhos e projectos por uns anos? Assaltar bancos? Nada disso. A solução é simples: investir em barras de ouro. Nunca falha. Temos todos de agradecer-lhe esta ideia luminosa.»

 

Leonor Barros: «Na sexta-feira brindaram-nos com o mais abjecto aumento de impostos, apelidaram-no, contudo, de qualquer outra coisa como se fôssemos incapazes de fazer contas e pensar. Nada é o que parece. Nem mesmo o (des)governo. É bem pior do que parecia.»

 

Luís Menezes Leitão: «O grande problema dos partidos políticos portugueses é a falta de controlo político sobre a sua liderança. Como existe muito pouco espírito crítico a nível interno, é possível permitir-se a um líder ir somando erros sobre erros, que levam o partido, e se estiver no governo também o País, ao desastre. E as poucas vozes críticas que surgem são normalmente silenciadas pelo coro da côrte de fiés, que habitualmente circula à volta do líder.»

 

Nuno Valadas: «Quando será que se entende que a classe média é o motor da sociedade? Quando será que se entende que o contrato social dos pensionistas deveria ser inviolável? Quando será que existe coragem para políticas verdadeiramente corajosas?»

 

Patrícia Reis: «A TVI termina com o único programa cultural digno desse nome, o único na grelha actual e anterior. João Paulo Sacadura, além de ser uma pessoa excelente, é um profissional de mão cheia. Por mim, agradeço tudo o que fez, o interesse, a divulgação, o trabalho árduo, a constante vontade de fazer mais e melhor num país onde a cultura é sempre o parente pobre. É muito simples: a cultura é a nossa identidade nacional.»

 

Rui Rocha: «A paciência para aceitar que se utilize a angústia como arma de arremesso político está esgotada. Nesta altura, as pessoas precisam de soluções e exemplo e não de quem procure capitalizar as responsabilidades de terceiros em proveito próprio ou de alijar as suas próprias responsabilidades à custa da miséria alheia. Sobretudo quando as ditas soluções e o referido exemplo escasseiam.»

 

Teresa Ribeiro: «Vejo na televisão uma reportagem sobre jovens enfermeiros que se preparam para fazer as malas e deixar o país, talvez para sempre, e vem-me à memória uma frase (agora muito) batida: “Os melhores são os que saem”. Ninguém a contesta, porque não só reflecte a opinião que temos acerca dos que emigram, como do país que os leva a emigrar.»

Um comentário em “DELITO há dez anos”

  1. o contrato social dos pensionistas deveria ser inviolável

    Qual contrato? Onde se encontra ele, para eu o ler? Quem o assinou? Quem se comprometeu com ele? Que pessoas?

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