
Ana Margarida Craveiro: «Dar dinheiro a Mário Soares para a sua piquena fundação já é Estado social, é?»
José António Abreu: «É preciso uma nova revolução, garante Otelo. OK, pá. Mas, considerando que desta feita a questão da liberdade não se põe (a menos que a ideia seja acabar com ela e implementar a versão de esquerda dos famosos seis meses sem liberdade de Manuela Ferreira Leite; e, claro, quem diz seis meses, diz seis anos) e que até já cá temos o FMI (da outra vez só o chamámos ao fim de quatro anos), é preciso uma revolução para quê?»
Rui Rocha: «Na eventualidade, meramente académica claro, de Portugal não ter um orçamento aprovado para 2013, as regras indicam que deve ser aplicado o orçamento de 2012 em regime de duodécimos, certo? Todavia, como o Tribunal Constitucional declarou a inconstitucionalidade dos cortes dos subsídios dos funcionários públicos e suspendeu essa decisão apenas para o ano em curso, esse corte não poderia ser feito, correcto? Ou será que poderia? Em todo o caso, se não pudesse, como se conciliaria essa situação com a regra constitucional que prevê que o orçamento deve incluir as receitas necessárias para cobrir a despesa?»
