Demasiado grave para ter acontecido


Teresa Ribeiro,

Quer tenha sido forjado ou real, o assalto ao gabinete do Chega é uma ocorrência muito grave. Nisso há consenso. De modo que o mais provável é que a investigação da PJ seja inconclusiva. Vai uma aposta?

23 comentários em “Demasiado grave para ter acontecido”

  1. A PJ já está descredibilizada, espero que alguem faça uma limpeza nessa instituição, que tanto necessitamos! O ter deixado o PCC e Comando Vermelho se ter instalado em Portugal…O ter deixado entrar tantos ilegais em Portugal ameaçando a segurança dos portugueses…

    1. Não se pode imputar à PJ tanta responsabilidade e exigir dela o que nenhuma outra polícia de qualquer país consegue.

      1. A de ter deixado se instalar em Portugal o PCC e o Comando Vermelho, a PJ tem responsabilidade, nisso discordo de si! Deviam ter alertado o poder politico e em ultimo caso, a sociedade, que uma emigração descontrolada colocava em causa a segurança dos portugueses, é para isso que lhes pagam , nao é para fecharem os olhos…falharam, a pj tem que reconhecer!! Mas deixe me ser sincero consigo, quando acontece o que aconteceu em Ceuta, a poucos km de Portugal e os nossos servicos de informacao militares não detetam nada, é assustador…

        1. As estatísticas oficiais, se algo evidenciam, é que não há relação directa entre criminalidade e imigrantes. Quanto ao que se passou em Ceuta não se enerve. Nem que fossem nadadores olímpicos, esses desgraçados jamais conseguiriam chegar a Portugal. Melhor seria preocupar-se com regimes como o de Marrocos que levam milhares ao desespero, preferindo arriscar a vida a continuar a viver sem dignidade nem futuro.

          1. Só o facto do PCC e do Comando Vermelho se terem instalado em Portugal não existe nenhuma estatistica que salve os números de que nao existe nenhuma relação…Quanto a Ceuta preocupo-me, nem Portugal nem a NATO detetaram aquelas movimentações a dezenas de quilometros da peninsula ibérica! E nao foi a primeira vez que isto aconteceu..

  2. Há outras coisas graves como várias entidades andarem a violar as regras às escondidas. Será que somos mesmo uma democracia?

    Eu também apostava que alguns preocupam-se tanto com o estado do país, que só querem saber do que escrevem para os outros lerem. “Anda meio mundo a enganar outro meio”. É o descrédito quase total na humanidade.
    Mas se você for diferente, diga e justifique.

    1. Somos uma democracia enquanto houver eleições livres, liberdade de expressão e separação de poderes. Do resto cabe a nós todos cuidar, de acordo com as nossas possibilidades.
      Não me considero nem melhor nem pior do que os outros. Procuro tão somente ser uma pessoa decente e atenta ao que se passa à minha volta.

      1. Eu penso mesmo. O que referiu não é suficiente para um país ser uma democracia. Falta a liberdade de informação e essa na prática não existe pois ela é controlada. Também a separação de poderes tem de estar associada à fiscalização dos poderes. Mas procure o que está por trás da separação de poderes. E essa fiscalização não existe em todos eles. E a eleição dos poderes?

        “Do resto cabe a nós todos cuidar, de acordo com as nossas possibilidades”. Mas como saberá as possibilidades do cidadão comum num mundo cada vez mais individualista em que as pessoas não se unem, unem-se para ver palhaçada e mostrarem que são idiotas, são quase zero. A união faz a força. Você junta-se com alguém? É importante estar atento e é importante agir. E quem faz isto?

        1. Então que solução propõe? Eleger um querido líder que tome conta de todos nós? As democracias nunca são perfeitas.

          1. “As democracias nunca são perfeitas.” Não deve dizer isto para desvalorizar o que acontece. Também eu mostrei que sem sequer somos uma democracia e não questionou. Chegou a ir ver o que está por trás da separação de poderes?

            Não percebi. “Eleger um querido líder que tome conta de todos nós?” Com isto está a querer dizer que há um problema com o povo? Se sim eu concordo.

            “Que solução proponho? Eu já disse. Só se consegue algo com a união das pessoas. Mas com o povo que temos não parece ser possível. Quando deviam estar a fazer algo de útil, muitos andam a brincar. E também vemos isso nos blogues. Muitos postais e comentários na prática servem para nada e o objetivo é esse. Assim andam a brincar. De um povo assim não devemos esperar nada de bom.

            1. Em alternativa à democracia o que existe são regimes autoritários. Por isso quando afirmo que não há democracias perfeitas, o que pretendo dizer, nas entrelinhas, é que prefiro essa imperfeição à “perfeição” de qualquer regime autoritário, venha ele da esquerda ou da direita. Nesses regimes, onde não há escrutínio, é que corre tudo “bem” e as pessoas que governam são um modelo de perfeição.
              Quanto às culpas: prefiro imputá-las às elites do que ao povo, pois são as elites que podem e devem fazer a diferença. Mas ao fazê-lo não gosto de me focar no passado recente. Nada como recuar uns séculos para perceber em que cultura são forjados os nossos governantes. Há coisas que, infelizmente, não mudam.

      2. Eleições livres quando temos uma lei eleitoral a permitir que os partidos escolham os seus comparsas colocando-os nos lugares elegíveis muito antes de o primeiro voto do cidadão eleitor cair nas urnas. Fico por aqui para não me alongar em toda a dimensão da trama, mas digo agora que o que temos é uma farsa eleitoral a céu aberto.

      3. Se os postais e os comentários na prática servem para nada e o objetivo é esse, então andam a brincar aos postais e aos comentários. E parece que só eu é que reparo nisto. Os outros também querem brincar aos comentários! Assim infelizmente tenho de dizer que o mundo era melhor quando não havia redes (anti)sociais nem blogues.

  3. O “CHERNE” DA QUESTÂO
    – “Nenhum rato do mundo inventaria a ratoeira, os humanos inventaram a bomba atómica”. Albert Einstein.
    Pode concluir-se que os ratos não são estúpidos nem carrascos, ao contrário os humanos aliam à estupidez natural a instintiva veia criminosa.

  4. Aposto que sim. Infelizmente, a inconclusão é já atributo de muitas investigações de PJ a assuntos bem mais sérios, Teresa.

    1. Maria Dulce, a conclusão, fosse ela qual fosse, seria demolidora. Gravíssima para o Chega, se se demonstrasse que o assalto fora forjado, com o intuito de incriminar o Governo; igualmente grave se se concluísse que foi possível levar a bom termo um assalto dentro da AR e que o móbil do crime foi furtar provas que incriminariam Luís Neves. Mais simples é optar pela porta dos fundos e escolher a única saída que não compromete ninguém…

      1. “se se demonstrasse que o assalto fosse forjado pelo Chega” e “igualmente grave se se concluísse que foi possível levar a bom termo um assalto dentro da AR …………………”. Discordo radicalmente do que sugere no ultimo paragrafo onde diz que o melhor seria escolher uma saída que não .compromete ninguém. A maior e mais repulsiva gravidade seria que o que o que tivesse sido ficasse impune, em águas de bacalhau como se diz na minha terra.

        1. Interpretou-me mal: eu não disse que desejava esse desfecho inconclusivo, pelo contr´ário. O que digo é que provavelmente será o que vai acontecer.

  5. Se houver algures nesse acontecimento um motorista, então poderemos vir a ter, pelo menos, um acusado de algo.
    Este país não é para gente séria nem para ser lavado a sério!

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