Pior do que a arrogância de um vencedor, só a arrogância de um derrotado. Aconteceu em Madrid, com Rodríguez Zapatero, justamente penalizado pelos eleitores do seu país, que o responsabilizam pela existência de mais de quatro milhões de desempregados quando há 16 meses garantia que não haveria crise económica em Espanha. Confirmado o desaire nas urnas que só ele não anteviu, o chefe do Executivo espanhol não se dignou sequer comparecer perantes os jornalistas na noite das eleições, que confirmaram a derrota do seu Partido Socialista, a quatro pontos percentuais de distância do Partido Popular. Um silêncio que diz tudo sobre o desempenho deste governante, incapaz de honrar promessas e também de cumprir as regras da mais elementar etiqueta política. Comparado com Zapatero, José Sócrates faz figura de estadista.


Mas ele é muita giro! E é de esquerda…
É gémeo de Sócrates, não há dúvida.
Essas comparações com Sócrates, enfim.
Ó Luís, comparei-o desfavoravelmente a Sócrates…
Sim sim, eu percebi o seu jogo de palavras..;)
Por supuesto!
Alguns excertos de artigos de uma amigo meu, espanhol, sobre Zapatero: 0/o-pequeno-heri-penteado.html
http://floresta-do-sul.blogspot.com/2007/1
O teu amigo não gosta mesmo do Zapatero, António.
Pedro, não gosta é favor… Mas do pai dele, um advogado de Valladolid, até fala bem. Ele é mais de direita, mas não põe muita fé no Rajoy.Para dizer a verdade, a julgar pelo que escreve, acho que não põe muita fé em nenhum político espanhol.
Percebo essa descrença nos políticos actuais. Em Zapatero é que não pode haver fé nenhuma: basta reler as garantias que dava aos espanhóis de que não haveria crise, no recorte que deixo aqui…