MAIORIA ABSOLUTA
José Sócrates confundiu mandato para governar com permissão para o autoritarismo.
Asfixiou o debate interno no partido.
Divorciou-se da ala esquerda protagonizada por Manuel Alegre.
Permitiu que figuras como Augusto Santos Silva e Vital Moreira rompessem pontes de diálogo com os partidos à esquerda, procurando por todos os meios desqualificar os adversários políticos.
Rasgou promessas eleitorais, como a do referendo europeu e a da garantia de que não subiria os impostos.
Transformou cada sessão parlamentar, mês após mês, num ajuste de contas com os seus antecessores no Governo.
Elaborou, em Setembro de 2008, o orçamento para este ano sem fazer a mínima ideia da profundidade da crise económica.
Cometeu o erro supremo de hostilizar o Presidente da República em questões como o estatuto dos Açores.
Confundiu o acto de governar com acções de propaganda em sessões contínuas.
Permaneceu indiferente aos sinais de profundo desagrado que lhe chegavam dos mais diversos sectores da sociedade portuguesa.
Esqueceu-se, enfim, que a política é a arte do possível.
Tudo devido à maioria absoluta de que dispôs no Parlamento. Não a repetirá.
Imagem: interior do Palácio de Versalhes


Não sabia que o Pedro era apoiante da ala esquerda (?) protagonizada pelo Manuel Alegre ?
Por esse seu comentário percebe-se que visita poucas vezes este blogue.
Com a sua resposta fico obrigado a vir mais vezes e a tomar mais atenção aos seus comentários.
Saudações.
Venha quando quiser. Pessoas que gostam de debater ideias são sempre bem-vindas por cá.
Caro Pedro!
Absolutamente de acordo!
No passado domingo, Sócrates terá começado a descer ao país real.
Dá-me a ideia que, ou o desconhecia ou fazia de conta que conhecia apenas o que lhe interessava.
É caso para dizer, a realidade é f….da!
Cumprimentos.
Pois é, meu caro: até já começou a falar noutro tom, muito mais suave.
Um abraço
Caro Pedro,
Não posso estar mais de acordo com tudo o que diz e só acho que o seu comentário só pode pecar por defeito. Efectivamente, Sócrates fartou-se de ser arrogante, autoritário e prepotente.
Muito a propósito, também, a imagem do palácio do Rei-sol, o qual, como este nosso “reizinho”, proclamava «L’ Etat c’est Moi», com a diferença de que, então, ainda não havia eleições…Estou certo, também, de que não irá ganhar as legislativas, nem sequer com maioria relativa.
Porém, não tenhamos ilusões: com o PSD no governo e, especialmente, com MFL como PM, também nada de bom se prenuncia e vamos ter mais do mesmo, (se não pior). Será, por isso, bom que os Portugueses comecem a pensar e a reforçar as alternativas que já mostraram conhecer nas europeias.
Olá, Luís. Detesto políticos que em vez de serem servidores do Estado (isto é, dos cidadãos) se julgam senhores do Estado.
Um abraço
Excelente poder de síntese 🙂
Obrigado, Teresa. Só faltou mesmo transferir a sede do Governo para o Palácio de Queluz.
A legenda nesse caso seria “Monarquia Absoluta” 🙂
Ou Versalhes dos pequeninos…