Derrotados (8)


Patrícia Reis,

 

Alguns blogues socialistas, muito frequentados pela rapaziada que presta assessoria a José Sócrates e aos seus ministros e adjuntos. Blogues como este, que dias antes das eleições europeias publicava posts do mais fino gosto sobre o cabeça de lista do PSD e depois do escrutínio, procurando descortinar motivos para a pesada derrota socialista, que jamais haviam imaginado, congeminou justificações realmente delirantes. Um exemplo: "Votar Bloco de Esquerda é votar PSD."

Estes blogues baixaram desde domingo o tom da habitual insolência dirigida a quem não pensa como eles, mas vê-se que não aprenderam nada com o desaire: o culto devoto que dedicam ao chefe impede-os de perceber o que se passa à volta. Como se o País fosse relativo e só o partido fosse real.

De quantas derrotas mais precisarão para perceberem que Portugal não é o Rato?

10 comentários em “Derrotados (8)”

  1. Se precisarem de mais derrotas para perceberem, vão tê-las. E não faltará muito. E depois, quando o governo sair do Largo do Rato… andarão por aí, a pedir…

    1. A maioria absoluta fez mal a muitos socialistas, Luís. A arrogância com que falavam, escreviam e agiam atingia níveis intoleráveis. Espero que melhorem a partir de agora.

  2. Eu se calhar sou muito burra, mas não consigo perceber como é que votar BE é votar PSD…

    “Votar Bloco de Esquerda é ajudar a colocar a direita conservadora no poder”

    Hã?!

    Eu até acho que votar BE pode vir a ser vatanjoso para o Governo na medida em que pode haver uma coligação…

    1. Apesar da frase ser, digamos, estúpida, acho que percebo o significado. Os 5 pontos percentuais que o BE subiu foram muito provavelmente conquistados ao PS. Daí que os votos no BE possam ter dado a vitória ao PSD.
      De qualquer maneira, aquele blog tresanda…

  3. Não esquecer que vencedores de hoje, são amanha, também perdedores. Porque andamos nisto à 35 anos, no entra e sai dos dois grandes partidos. E infelizmente os governos adoptam as mesmas politicas. O que se reflecte no, cada vez mais distanciamento, dos Portugueses em relação a quem nos governa.

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