Há uns meses escrevi alguns posts, tentando explicar a emergência do bolivarismo e de figuras como Chavez ou Evo Morales, como resposta às ditaduras sanguinárias que fizeram milhares de vítimas na América Latina. Entre os episódios que relatei, fiz referência ao facto de, na Argentina, os militares meterem dissidentes em helicópteros e os lançarem ao mar, ao largo de Península Valdez.
Pensava que, escrevendo sobre a realidade latino-americana, estava a contribuir para o esclarecimento dos leitores. Infelizmente, enganei-me.Com alguma surpresa, recebi alguns comentários de uns cobardolas que, a coberto do anonimato, me insultaram e acusaram de esquerdista e mentiroso. Poder-lhes-ia ter respondido com uma história que contei aqui no Natal de 2008, ocorrida com uma pessoa muito próxima, mas preferi não dar troco, porque há “fachos” com cabeça tão dura, que só acreditam na sua própria verdade.
Recomendo a esses comentadores que leiam uma reportagem, na “Pública” de hoje, onde se relatam alguns casos de vítimas da ditadura argentina que confirmam o que venho escrevendo há anos, aqui e noutros blogs. É provável que essas cabeças duras – que provavelmente se preparam para comemorar o Natal, comendo bacalhau em baixelas de prata, indiferentes ao sofrimento dos outros e gritando morte ao comunismo – continuem a duvidar. Não será por isso que lhes vou desejar que passem, neste Natal, pelo mesmo sofrimento com que sou obrigado a conviver, desde que uns militares filhos da puta me arruinaram a vida. Nem faço votos para que um dia destes lhes aconteça isto.
Desejo-lhes apenas boas masturbações enquanto escrevem comentários insultuosos, onde tresanda um anti-comunismo primário e abjecto, e que depois lavem bem os rabinhos, para poderem ter um Natal feliz e tranquilo, na companhia do que mais apreciam.
(Comunico aos meus colegas de Delito – de quem espero compreensão pelo teor deste desabafo – que, a partir de hoje, pretendo ser apenas eu a moderar os comentários aos meus posts, pelo que agradeço que se abstenham de viabilizar insinuações e insultos de cobardes a coberto do anonimato. Censura? Obviamente que sim. Quando alguns comentadores não respeitam a opinião e, aproveitando a bonomia do DO, se escudam no anonimato para replicar com insinuações torpes, ou lançar insultos, a única solução é cortar-lhes o pio. Para manter a blogosfera asseada).

Caramba Carlos mas, está com frio? Também eu porra, mas mantenhamos uma certa calma, ainda assim.
Feliz Natal e boas entradas.
A regra é simples: nunca libertar comentários que sejam insultuosos, sobretudo para terceiros. Assim tem sido a regra, assim deve continuar – sem excepções. Só o próprio pode abrir uma excepção. Posso não me importar que me insultem, por algum motivo, mas não devo tolerar que insultem terceiros.
Estás em casa.
Mon dieu de la france!
Pardon, de l’argentine!
Carlos, não se incomode com esses biltres miseráveis.
Um abraço e muito Boas Festas para si e para os seus.
Ás tantas, esses cabeças duras também devem estar convencidos que Auschwitz era, simplesmente, um campo de férias…
Detesto que se use o anonimato mas usá-lo para ofender não é uma questão de gosto, é abjecto e cobarde. Beijo, Carlos
Gostaria de saber que “militares filhos da puta” é que “arruinaram a vida” ao Carlos, e de que forma, explicitamente, o fizeram.
Por mim, a regra que pratico desde sempre é aquela de que o Pedro fala. Insultos não passam, a não ser os que me são dirigidos. Para ter o gostinho de responder-lhes.
Nem sempre estamos de acordo, como sabes. Mas tens o meu total apoio quanto à tua decisão de censurar comentários insultuosos (e anónimos, que são sempre os mais cobardes). Um Natal em paz, Carlos. E um beijo.