Descoberta…


João Carvalho,

No Telejornal, a notícia é sobre a neve em França. «Faz parte das regras» – explica a repórter da RTP. «Nas autoestradas não se pode parar, mas a regra foi hoje quebrada» por causa da neve, blá-blá-blá.

Não era preciso ir tão longe: por cá também não se pode parar, nem estacionar, nem circular a menos de 50 quilómetros por hora. E, no entanto, nas autoestradas de acesso a Lisboa e Porto há diariamente milhares de veículos parados…

10 comentários em “Descoberta…”

  1. E nós até temos por cá uma variante engraçada, que não deve haver em França: os velhinhos que andam em sentido contrário nas autoestradas, a desafiar a sorte…

    En garde, João! É a minha vez de lembrar-lhe que Portugal não é só Lisboa e Porto… haverá outras autoestradas cheias, acredito. Voilà! A vingança serve-se fria… e sobre rodas. 🙂

    1. Não sei se concordo, Ana. Além dos acessos a Lisboa e Porto, nunca vi outras autoestradas entupidas diariamente. Hehehe…

      Quanto aos velhinhos que circulam em sentido contrário, estou totalmente de acordo. Não só não obedecem ao mínimo de 50km/hora, como até circulam abaixo de 0km, isto é, em velocidade negativa!

      1. Isso é porque não as usa… seu bairrista! 😉

        Está boa, a da velocidade negativa dos velhinhos… que até seriam uma ternura, se não matassem tanta gente no passeio!

        1. Se eu lhe dissesse o nome que tem a via rápida de cá acho que não ia acreditar. Só esse nome deu-me uma crónica escrita à queima-roupa para uma revista que me pediu em cima da hora algo sobre esta terra. Tente adivinhar.

    1. Transcrevo-lhe a parte final daquela crónica, Ana.
      «(…) Há mais qualquer coisa. Os sentidos percebem o que se alcança, mas pressente-se algo mais que nos rodeia. A via rápida que contorna Ponta Delgada não tem qualquer designação fria e formal. Não se chama primeira ou segunda circular, nem via de cintura interna ou externa, tão-pouco eixo Norte-Sul ou Nascente-Poente. Nas placas avisadoras que a apontam, lê-se o nome que lhe dão: ‘envolvente’.
      É poético, é carinhoso. É também um detalhe, é certo. Por isso, é ainda mais poético, mais carinhoso. Nunca podia ser simples via rápida: é ‘envolvente’. É assim, em São Miguel: há sempre mais qualquer coisa. É este afago constante que nos envolve…»

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