Desperdício de paraíso


J.M. Coutinho Ribeiro,

Depois do divertido e delituoso jantar de sexta, passei a tarde de ontem com amigos numa esplanada de São Pedro do Estoril. Calor. Do sol e da boa companhia. Mas tenham paciência, minhas amigas e meus amigos: as esplanadas da Foz, de Matosinhos, de Gaia são mais bonitas e mais tratadas, apesar do vento que às vezes sopra. Como é possível desperdiçar, assim, aquele pedaço de paraíso? Ah. Ontem jantei com a Ju, a Té, o João e o João no Bairro Alto. Para quem não conhece, recomendo o restaurante: "Lisboa à noite". Come-se bem e é propício a noites de má-língua. E nós aproveitámos, claro.

82 comentários em “Desperdício de paraíso”

  1. Como portuense expatriado, mas amante da Invicta, devo dizer-te que discordo. Sem pôr em causa a qualidade dos “teus guias”, devo dizer-te que a escolha talvez não tenha sido a melhor. Há muitas e boas esplanadas na Linha, embora prefira as que se situam para lá de Cascais. ( Não, não gosto da Marina…)
    Mas é curioso, porque sempre que vou ao Porto, lamento que não haja nos sítios de que falas, esplanadas como as da Linha! Bem, conheço duas ou três excepções, mas não mais…
    Abraço e bom regresso à nossa Invicta

    1. Hum, Carlos. Posso não ter estado no melhor sítio. Mas acho que não tens visto as esplanadas a Norte nos últimos tempos. Têm melhorado muito, muito e alguma são mesmo de grande qualidade.
      Abraço (já) da Invita.

      1. Como é possível desperdiçar, assim, aquele pedaço de paraíso?

        MAS CONCORDA QUE É UM PEDAÇO DE PARAÌSO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

        1. Não. Não é justo. Eu vou aí. Mas Vexa há-de cá voltar e eu levo-o a uma esplanada do estilo daquelas que já vi que gosta. A uma , a duas, a três…às que quiser.

            1. Não?

              Vem??
              Trocamos???
              Aposto que fico a ganhar.

              Então relativamente às de Matosinhos, ganho mesmo!

    2. O Coutinho Ribeiro tem que lhe arranjar uma visita guiada às esplanadas do Porto e Gaia:)
      O que não faltam actualmente são esplanadas excelentes e em locais belíssimos.

      1. Sou do Porto, vou aí todos os meses, e os meus sobrinhos levam-me a várias esplanadas. Salvo as raras excepções que já apontei, mantenho a minha. Mas talvez seja porque tenho uma esplanada privada debruçada sobre a baia de Cascais, em plena serra…

  2. Se foi na Ponta do Sal que esteve, não sei como pode não ter gostado… a arquitectura é bonita, está-se bem, comem-se umas óptimas saladas e a vista é deslumbrante. Ou foi noutra esplanada?

      1. A Ponta do Sal caríssimo estava logo em frente ao seu nariz.
        Só que é muito mais sofisticada que aquela sobre a praia mesmo coma maré aos pés…

  3. O “Lisboa à Noite” não é mau, mas convém advertir que é apontado nos roteiros como restaurante gay!

    1. Se calhar é altura de começarmos a pensar nos restaurantes em termos de qualidade da ementa e do serviço e da relação disos com o preço, não? Já lá fui e não vi ninguém de bracadeira a dizer a sua opção sexual. Também não sei a sua, João Santos, nem a do Coutinho Ribeiro. E – repare – não estou a perguntar.

      1. Não está a perguntar, mas eu, cavalheira e educadamente, vou responder. Não obstante a tentativa que alguns “modernaços” e “modernaças” teimam em fazer para concluir que a homofobia não fica bem, o facto é que há homofóbicos, nos quais me incluo. E porque não estou para ir a restaurantes onde os casalinhos gay vão entrando com ares de cumplicidade, fiz esta advertência, que espero sirva a todos aqueles homens e mulheres que preferem o sexo oposto! É altura sim dos homofóbicos começarem a dizer que não estão à vontade com um casalinho gay ao lado, com aquele tom de namoradinhos apaixonados, quase libidinoso, e sem reservas quanto ao mal-estar que isso causa a quem assiste ao “caso”!

          1. JM – Também não disse que deveria necessariamente ter visto. Apenas comecei por fazer uma referência a esse restaurante, que consta nos roteiros como gay, mais nada! A “nossa” Cristina é que parece ter saído na defesa fundamentalista da causa gay.

        1. Compreendo que é desagradável, sobretudo quando o casal hetero não está com ar libidinoso nem de namoradinhos apaixonados. Mas, se lhe serve de consolo, garanto que já vi casais gays com o mesmo ar aborrecido. Concluindo, o tédio, tal como o amor, parecem não escolher restaurantes certos. E isto, quando se vai jantar fora, é um facto de incerteza sempre interessante.

          1. Cristina:
            Quando saía mais, até costumava parar num restaurante-bar que, pelos vistos, estava no roteir gay, por cuasa de uma festas periódicas que lá havia – o Triplex, no Porto. Confesso que nunca lá deixei de ir por causa disso. Mas um dia zanguei-me mesmo muito por causa de um tipo, que insistiu em apalpar-me quando eu estava com as mão ocupadas. Olha: não gostei e só não perdi as estribeiras porque um segurança viu. Caso isolado, no entanto. De qualquer modo, uma noite, também no Porto, entrei no Lusitânia Café – acho que é este o nome – e aquilo era mesmo muito mau… Ostensivo. Mesmo mau.

        2. Dois reparos, João Santos, sobre outros tantos pontos que contrariam essa intervenção «cavalheira e educadamente» pretendida.

          1. «Alguns “modernaços” e “modernaças”» e «todos aqueles homens e mulheres» parece vocativo de um cavalheiro da Assembleia da República ou do Fernando Mendes. Diga antes ‘modernaças e modernaços’ e ‘mulheres e homens’, que é como deve ser.

          2. O «sexo oposto»??? Para si, ‘mulher’ é antónimo de ‘homem’? Tipo nos antípodas um do outro? Para mim não: o género feminino faz imenso o meu género; quanto mais perto melhor!

          Sem maldade. Estamos sempre a aprender, não é?

            1. Olha, já fui e disseram-me que um casamento assim não tem nome específico. E disseram-me também que até o casamento entre pessoas do mesmo sexo vai deixar de ter o nome de casamento entre pessoas do mesmo sexo. Fica a ser só casamento. É para não ser discriminatório, percebes?…

          1. João Carvalho: tem razão quanto à ordem do género feminino e masculino! Comungo da sua necessidade de ter perto de si o género feminino.
            O problema é que se está a tornar cada vez mais mal visto pela nossa sociedade, pessoas que, tal como nós, não estão para tolerar homossexualidade! Quando a homossexualidade se transformar em algo de banal, vamos ter que arranjar outro tabu para desfazer: talvez daqui a uns anos já se defenda que a pedofilia não é afinal um grande mal, desde que o menor “não se importe!”. E quiçá se depois não haverá quem sustente as relações incestuosas, etc , etc …

            1. Boa ideia a sua, Cristina! Se fazem marchas gay, porque não uma hetero-homofóbica? Conto consigo na dianteira dessa marcha…

            2. sempre tive muita, mas mesmo muita, curiosidade, sobre o percurso psicanalítico da homofobia.

              expliquem-me, que partes do psiquismo é que reprimem, o homosexual que há em cada um(a), em maior ou menor grau? (calma, calma, é só uma hipótese científica….)
              é projecção no exterior da raiva interna?
              expliquem-me, expliquem-me…

    1. pois tenham paciência mas eu é que sei:

      Curriculum:
      até ao 26, no Porto.
      1 ano, Lisboa antiga.
      4 anos, Cascais.
      Depois, fim do mundo.

      E prefiro as esplanadas do sul que não há como o calor 6 meses por ano, e a joie de vivre e o dolce far niente de quem já está bem mais perto do Hemisfério Sul… e não falo de km (sim aqui trabalha-se menos, também sou pessoa encartada para falar).

      As do Norte são na sua maioria bem mais recentes, moda que pregou a fundo com a Lei do Tabaco, e por isso em melhor estado. Até porque o clima não dá para que fiquem muito gastas.
      Agrestes, agrestes, contratastando com os corações quentes made in Norte…

        1. Hoje mesmo confirmei isso CR. As praias da marginal de Gaia têm cada vez mais e melhores esplanadas. Está um espanto! Estavam completamente cheias neste Domingo quente.
          Mas as do Porto não lhe ficam atrás, nomeadamente as da Foz onde a dificuldade é escolher.

          1. Ah, boa, minha cara!
            O problema é que os de fora não conhecem, porque são relativamente recentes. E ainda hoje, quando vinha de Lisboa e trazia dois primos comigo, eles também não conheciam as esplanadas de Gaia.
            E conte se aquela Praia da Luz, na Foz, com os seus sofás, não é um espanto?
            Pronto, não temos o mesmo clima, mas sobre isso não podemos fazer nada….

            1. Essa é de cinco estrelas!
              Quanto ao tempo não acho que nos possamos queixar. Felizmente ou infelizmente o tempo está a ficar mais quente a norte. As grandes variações de temperatura entre Lisboa e Porto são coisas do passado. Claro que se falarmos da temperatura da água e do vento, aí sim, há diferenças. Mas isso é significativo para as praias não para as esplanadas onde as pessoas ficam estrategicamente protegidas do vento.
              Há tempos levei uma amiga minha que mora no Bairro Alto a visitar a marginal de Gaia. Ficou espantadíssima. Não fazia ideia nenhuma que existissem aquelas belíssimas condições em quase toda a marginal.

            2. Mais um contributo nortenho: as de Gaia não conheço tão bem, mas as esplanadas da praia do Ourigo e da praia da Luz, no Porto, são, há muitos anos, deslumbrantes. Leça também vale a pena: experimentem, por exemplo, a renovada esplanada da praia de Fuzelhas. Ou estar nas do Paço da Boa Nova com o mar a perder de vista…

            3. Não estava a falar da Casa de Chá da Boa Nova, outrora um belíssimo restaurante e bar sobre as rochas e o mar, de Siza Vieira. Referia-me às esplanadas do outro lado da estrada, elevadas como se fossem um anfiteatro sobre o mar.

  4. Já vi que isto dava para um série cá no blogue, sobre as melhores esplanadas do País. Vou dar umas achegas, já que se falou em Cascais. Uma das melhores esplanadas que conheço é a do bar do Hotel Albatroz, em Cascais. Outra é a da varanda da estalagem da Senhora da Guia, na estrada do Guincho. Imbatíveis.

    1. Há 30 anos que conheço e frequento a esplanada do Hotel Albatroz em Cascais e estou absolutamente de acordo contigo, Pedro. Apesar de ter perdido algumas qualidades no tempo, continua a ser a esplanada de todas as estações do ano e a mais bonita e mais agradável esplanada de Cascais.

    2. tem razão.
      mas um bocadinho ancien régime, não?
      fica-se sempre à espera que apareça a Sissi… (a imperatriz, não pensem noutras Sissis…)

      gosto mais do clube de golfe dos Oitavos: mar ao fundo com serrano cheiro a pinheiro. e pouca gente. não tem música. ouve-se o que diz a companhia, o que, para mim, é uma vantagem (não será para todos). vento, é certo.

  5. Um facto que me faz confusão nesta coisa do Porto/Lisboa é que não conheço ninguém no Porto que não conheça (bem) Lisboa! Já o contrário…

    … há pessoas em Lisboa que já viajaram pelo mundo e NUNCA foram ao Porto. [Aliás, é difícil encontrar um lisboeta que conheça o Porto e os poucos que conhecem é porque tiveram de lá ir em trabalho].

    J.Coutinho Ribeiro,
    Eu dou-lhe uma ajuda ilustrativa do seu ponto de vista:

    http://oportocool.wordpress.com/2008/07/04/esplanadas-verao08/

    [Favor fazerem copy/paste e verem as imagens de algumas das tais esplanadas no Porto]

    Esplanadas no Porto (http://oportocool.wordpress.com/2008/07/04/esplanadas-verao08/)

    1. Por acaso conhece: conhece-me a mim. Nunca conheci muito Lisboa. Mesmo mais recentemente, depois de lá ter vivido meia dúzia de anos, estou longe de conhecer bem. Note-se que não me vanglorio disso.

      1. Não, João Carvalho, o que eu conheço é muita gente em Lisboa que nunca pôs os pés no Porto [a 2a cidade do País e a 2H30 de distância].

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *