Dez conceitos para uma viagem ao Japão no Outono – parte 1


Ana CB,

No Japão, a mudança das folhas chama-se kōyō (紅葉): o momento em que os verdes cedem lugar aos vermelhos e dourados. Ir ao encontro dessa transformação é praticar momijigari (紅葉狩り) – observar, procurar, acompanhar o Outono no seu percurso natural.

01 Tóquio Outono.JPG

Pela sua própria natureza, esta estação do ano é propícia a um ritmo de viagem mais lento, mais contido, mais atento. Uma viagem que não serve só para coleccionar paisagens ou cumprir listas, mas para sentir, olhar com atenção, reparar nos pormenores, observar os costumes locais, mergulhar na cultura – tanto quanto possível quando temos o tempo contado. O momijigari não exige deslocações rápidas nem ângulos perfeitos; pede vagar, presença e disponibilidade para aceitar que nem todos os dias oferecem o mesmo espectáculo, nem todos serão radiosos ou irão espantar-nos.

A cultura japonesa está construída sobre a atenção aos detalhes, o respeito pelo colectivo e a aceitação tranquila da impermanência. Existe um equilíbrio (embora nem sempre perfeito) entre tradição, disciplina e sensibilidade. Alguns conceitos japoneses ajudam a compreender esta forma de estar. Não como conceitos abstractos, mas como práticas discretas que atravessam o quotidiano – e que, num contexto de viagem, ganham uma clareza particular.

A partir de dez destes conceitos especiais da cultura japonesa, esta é uma crónica quase minimalista da minha viagem ao Japão, com o kōyō e o momijigari como pano de fundo.

 

Mono no Aware (物の哀れ)

A consciência da impermanência

O Outono em Quioto torna visível a fragilidade de tudo o que existe. Esta percepção de transitoriedade está intimamente ligada à religiosidade japonesa, onde o xintoísmo e o budismo coexistem e se complementam, moldando a forma como se observa a natureza e se vive o dia-a-dia. Nos santuários xintoístas, como o Fushimi Inari Taisha (Santuário Principal de Inari), a sequência infinita de torii (portais de entrada para o mundo sagrado) simboliza não apenas devoção, mas também a passagem contínua do tempo e a presença do divino em cada instante. Nos templos budistas, como o Kiyomizu-dera (Templo da Água Pura), o Kōdai-ji ou o Entoku-in, a arquitectura, os jardins e a disposição das pedras são projectados para cultivar a contemplação, a atenção plena e a aceitação da transitoriedade, valores centrais do budismo.

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No Outono, a mudança de cor das folhas das árvores torna-se metáfora visual desta consciência, e lembra-nos de que mesmo o que parece eterno está em constante transformação. Mono no aware é essa compreensão serena da impermanência: a beleza do kōyō existe também porque não dura, e é precisamente essa condição que lhe dá profundidade.

O que fica:aceitar a transitoriedade como parte integrante da experiência.

 

Komorebi (木漏れ日)

A luz entre as folhas

Em Arashiyama, o Outono intensifica o contraste entre luz e sombra, e o sol perpassa pelos bambus altos e pelas árvores em ângulos inesperados. Komorebi nomeia precisamente este fenómeno: a luz filtrada pelas copas.

No recinto dos templos Jōjakkō-ji, o sol peneirado ilustra este efeito profundamente sensorial. A luz não ilumina tudo; escolhe fragmentos – um tronco, um caminho, um detalhe em pedra. Infiltra-se entre as folhas das árvores, iluminando discretamente o musgo, as folhas caídas e os telhados do recinto. Nada dura muito tempo. O instante seguinte já é diferente. As florestas de bambu são labirintos verdes com alturas de tsunami, onde os caules altos filtram o sol em linhas verticais de sombra e claridade, criando uma sensação de movimento constante.

No Tenryū-ji (Templo do Dragão Celestial), o jardim paisagístico abre-se em planos amplos, e a luz sobre o lago faz reflectir as cores das encostas arborizadas, fundindo a paisagem construída e a natural numa mesma paleta. E ao longo das margens do rio Katsura, as cores do Outono multiplicam-se na água, expandindo os jogos de luz fragmentada. Komorebi é o instante em que a paisagem nos revela mais um pormenor, reclamando a nossa atenção plena.

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O que fica: aprender a reparar nos detalhes mais breves e delicados, na beleza efémera das coisas.

 

Yūgen (幽玄)

A profundidade que não se explica

O conceito de yūgen manifesta-se naquilo que não se mostra por completo. Em Nara, o Outono transforma a Floresta Primordial de Kasugayama num cenário de mistério. Os cervos, que desde há centenas de anos são considerados mensageiros dos deuses, circulam livremente pelos parques e caminhos – assim como que guardiões do espaço sagrado, reforçando a comunhão entre homem, natureza e espiritualidade. Pelos caminhos, alinham-se centenas de lanternas de pedra, gastas pelo tempo e cobertas de musgo, que dão ao cenário um toque ainda mais irreal.

No Santuário de Kasuga-taisha (Santuário da Primavera), logo após a entrada, ergue-se o Shato-no-Ohsugi (cedro gigante), uma magnífica árvore com 800 a 1000 anos, imponente e silenciosa, que simboliza longevidade e a conexão entre a natureza e o decreto divino de Kasuga-taisha de cuidar das plantas. O santuário é alvo de uma veneração extraordinária, como o provam os milhares de lanternas de bronze, muitas folheadas a ouro, oferecidas em prece por fiéis ao longo dos séculos. Todas estas lanternas são acesas durante os festivais Mantoro Matsuri – acredita-se que a luz ajuda a superar a escuridão da ignorância, oferecendo momentos para reflexão, gratidão e oração por boa sorte.

No recinto do Tōdai-ji (Grande Templo do Leste), o edifício maior abriga a monumental estátua de Buda Vairocana, rodeada por outras grandes esculturas de entidades sagradas. A escala imponente das estátuas e a obscuridade do interior reforçam a sensação de profundidade, intimismo e contemplação.

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A atmosfera de Nara no Outono é perfeita para sentir o yūgen – aquilo que se intui mais do que se vê, a beleza que é subtil, feita de sombras e do que está sugerido, não declarado, e que só se descobre quando percebemos que apenas somos parte do cenário.

O que fica: nem tudo precisa de ser totalmente visível para ser significativo.

 

Ikigai (生き甲斐)

Razão de viver

Ikigai refere-se àquilo que dá sentido à vida. Não precisa de ser algo grandioso; pode estar nas pequenas constâncias do dia-a-dia.

Afastada das rotas turísticas mais concorridas, Matsumoto é uma cidade onde a vida decorre de forma tranquila. O ikigai revela-se na convivência equilibrada entre criação, quotidiano e paisagem.

O Castelo de Matsumoto é sólido, funcional e sem ostentações. Tal como a cidade, que é descomplicada e amigável. O Outono aqui mostra-se discreto, integrado na vida local, não encenado para os visitantes. Só se destaca quando subimos ao Castelo e olhamos através das suas janelas gradeadas. No lago que envolve a muralha reflectem-se as árvores tingidas de vermelho, castanho e amarelo, revelando o esplendor do kōyō.

Matsumoto é a cidade-natal de Yayoi Kusama, a quase centenária artista plástica e escritora que é actualmente um dos maiores expoentes da arte contemporânea. Para lá da exposição permanente dedicada aos seus trabalhos, também o exterior do Museu de Arte de Matsumoto é uma homenagem à artista, integrando a sua estética singular no contexto citadino – a arte como parte do ritmo de vida local.

Em Matsumoto, o ikigai percebe-se como algo simples e persistente, que se encontra nos gestos diários, no cuidado com o espaço, na relação tranquila entre passado e presente, entre o que é inovador e o que é antigo e merece ser preservado.

O que fica: encontrar propósito na continuidade, não apenas nos momentos excepcionais.

 

Shinrin-Yoku (森林浴)

O banho de floresta

Do antigo percurso da Nakasendō – uma das cinco estradas imperiais do Período Edo (1601 ou 1603-1868) no Japão, que ligava Edo (Tóquio) a Quioto através do interior montanhoso – permanecem hoje alguns trechos, o mais famoso dos quais liga as aldeias de Magome e Tsumago. O trilho estende-se por oito quilómetros de piso irregular, alternando calçadas de pedra originais, caminhos de terra atapetados de folhas e cruzados por raízes de árvores, degraus sustentados por toros de madeira, subidas, descidas e planos a direito, por vezes acompanhado pelo som da água de ribeiros. Tudo isto envolto num cenário de floresta que no Outono se veste de cores extravagantes, do rosa-choque ao vermelho mais berrante, do castanho-arroxeado ao dourado refulgente.

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O caminho não exige esforço técnico; exige disponibilidade. Shinrin-yoku traduz-se literalmente como “banho de floresta”, mas não implica actividade física estruturada. Trata-se simplesmente de caminhar, permitindo que o ambiente influencie o corpo e a mente. No Japão, esta prática é reconhecida como forma de bem-estar. Neste excerto do Nakasendō, surge de forma natural: o trilho antigo, o ritmo tranquilo, a ausência de estímulos excessivos.

Neste contexto, o Outono não é espectáculo, mas atmosfera. A floresta não se impõe; envolve.

O que fica: a ideia de que estar na natureza não é escapar, mas regressar a um estado mais essencial.

 

Mais do que palavras, estes conceitos são modos de estar que permanecem em mim depois da viagem. Mono no aware, komorebi, yūgen, ikigai e shinrin-yoku convidam a desacelerar, a prestar atenção, a aceitar a impermanência como parte das minhas experiências – em viagem e na vida.

20 comentários em “Dez conceitos para uma viagem ao Japão no Outono – parte 1”

  1. Infelizmente não posso enviar no comentário uma imagem da rua onde vivo. Que me permite praticar esse ‘momijigari’ todos os dias desde o Outono ao Inverno.

    Muito impronunciável, essa relação ‘japonesa’ do ser-humano com o Desconhecido.

    Já visitaram a Exposição “Japão: Festas e Rituais” no Museu do Oriente?

    Muito do que Ana CB aqui ‘postou’ pode ser lá visto (55 núcleos expositivos relativos a 55 temas da cultura japonesa, aproximadamente 1500 objectos, distribuídos por 1300 m2). O Catálogo é excelente. Coordenado por Graça Mendes Pinto (ISBN: 978-989-8651-32-1), pode ser adquirido no Museu apenas por €30.

    Experimentem uma visita à Exposição, … sem se esquecerem de passar três vezes pela porta-de-entrada da exposição e ouvirem as 108 badaladas, como prescreve o ritual budista japonês.

    Uma relação que soube compatibilizar e incluir três relações: kami, hotoke e yokai. Respectivamente, a relação xintoísta com as forças e energias da natureza e do universo; a relação budista com os antepassados, com os deveres sociais, e com o desenvolvimento pessoal; e a relação com os sonhos, tormentos e fantasmas. Na ‘Casa Tradicional Japonesa’ lá estavam, lado a lado, os altares a essas três sub-relações que constituem a relação com o Desconhecido e com a Existência.

    1. Em matemática, talvez quem melhor expressou essa relação ‘japonesa’ com o universo e com o desconhecido tenha sido Massaki Kashiwara (‘prémio Abel 2025’), ao ter contribuído para criar aquilo que hoje se designa por «análise algébrica».

  2. Os portugueses são um povo avançado! Alguns escrevem textos que são futilidades. A cultura deles não permite escrever sobre assuntos importantes e úteis. Este seu longo texto serve para quê?

    1. Para que serve?
      Para preparar os seres-humanos a terem capacidade para preencherem a sua vida (permanência) na Existência, depois de possuírem as doze capacidades do «robot Impronuncia» (ver nos dois blogs do Impronuncialismo).

      Ou seja, aqueles que merecerem adquirir a «propriedade SAPr3i».

      Aqueles que conseguirem superar as 108 badaladas que ressoam nos templos budistas. Que representam o limite e a condenação humana (6 x 3 = 18; 18 x 2 = 36; 36 x 3 = 108).

      108 = 6.(visão, audição, olfacto, paladar, tacto, consciência) x 3.(reação positiva, reação negativa, reação de indiferença) x 2.(com prazer, sem prazer) x 3.(passado, presente, futuro).

    2. Caro (m/f) “Anónimo”…

      Li o seu curto comentário de apenas três linhas e compreendo
      a sua indignação e complementar frustração.

      Escreveu
      “Os portugueses são um povo avançado!”
      Considero isso um elogio. Obrigado.

      Escreveu
      “Alguns escrevem textos que são futilidades.”
      Recomendo a leitura de tudo o que foi escrito, desde 2009,
      no muito interessante blogue DELITO DE OPINIÃO.

      Escreveu
      “A cultura deles não permite escrever sobre assuntos importantes e úteis.”
      Escreveu “deles”. Se não é português, qual é a sua nacionalidade?
      Que “assuntos importantes e úteis” gostava que fossem tratados aqui?

      Escreveu
      “Este seu longo texto serve para quê?”
      Não me querendo substituir à Ana C B e à expectável resposta dela,
      permita-me dar-lhe esta curta resposta: serve para cobardes que não
      se identificam aprenderem alguma coisa…

      Cumprimentos.

      João Barros da Costa

  3. Cara Ana C B…

    Uma parte da minha educação / instrução é japonesa.
    A partir dos quinze anos de idade fui praticar “karate”
    Shotokan (é um dos vários estilos de “karate” que existem),
    com o “sensei” (professor) Luís Cunha, na altura 2.° dan
    de “karate” Shotokan. Foi no Ginásio Clube Português,
    às Amoreiras, em Lisboa. Ano? 1976. Então, a idade mínima,
    para a prática de artes marciais eram os quinze anos.
    Hoje, em Portugal, são os seis anos, salvo erro. No Japão,
    a pátria do “karate”, há praticantes com menos idade.
    Não falo nem leio japonês. Sei apenas dizer algumas
    palavras: as que são utilizadas nas aulas de “karate”
    e pouco mais. Os nossos antepassados (navegadores
    intrépidos) foram os primeiros “ocidentais” a chegarem
    ao “dai Nipon” (grande Japão). Os Séculos XV e XVI
    são, ainda hoje, lembrados com alguma satisfação.
    Foram os portugueses que introduziram a espingarda no Japão.
    Essa acção, por muito incrível que possa parecer, contribuiu
    para a pacificação e para a união dos shogunatos, uma espécie
    de pequenos reinos feudais liderados por um “shogun”, que estavam
    em guerra civil quando os portugueses lá chegaram.

    Uma pequena parte da gastronomia japonesa tem influência
    portuguesa. A “tempura” (alimentos envoltos em ovo batido, farinha,
    pão ralado ou não, fritos em óleo), a “castela” (pão-de-Ló rectangular)
    e, mais recentemente, os pastéis de nata.
    Até hoje, só fui a dois restaurantes japoneses: o Furusato, junto à praia
    do Tamariz, no Estoril, e a um outro na zona de Alcântara-Santos.

    A cultura japonesa é muito interessante e vai muito além da “manga”
    (banda desenhada) (desenhos animados no mesmo estilo de desenho).

    Lamento, profundamente, alguns acontecimentos históricos relacionados
    com o Japão. Nomeadamente a execução de religiosos portugueses,
    no Século XVI. Também lamento o uso de duas bombas atómicas, pelos
    norte-americanos (Estados Unidos da América), que provocaram a destruição
    parcial de Hiroshima e de Nagasaki, durante a Segunda Guerra Mundial,
    causando milhares de mortos e a destruição de muito património edificado
    e outro. Nagasaki foi a primeira cidade japonesa visitada pelos nossos
    navegadores.

    Portugal e o Japão têm boas relações diplomáticas.

    Cumprimentos.

    João Barros da Costa

    1. A cultura japonesa é fascinante, e sempre me interessou. Poder visitar o Japão e perceber in loco os fundamentos e contrastes de um país com tanta História e, como bem diz, ligações antigas ao nosso, era um desejo que já tinha há muito, e sou uma privilegiada por ter podido realizá-lo. Não se consegue conhecer um país em dúzia e meia de dias, mas dá para pelo menos ficar com uma ideia – e confirmar ou desconstruir aquilo que se vai acumulando no nosso imaginário.
      A título de curiosidade, têm ainda outra sobremesa, os “purin”, que foi levada pelos portugueses – como o nome indica, são pudins, semelhantes aos nossos flã.
      Obrigada 🙂

      1. Cara Ana C B…

        “Arigato” (obrigado) pelo seu excelente texto e pelas belas fotografias.
        Obrigado pela sua resposta.

        Como se diz no Japão:
        “Campai!”.
        E, já agora, “Banzai!”.

        P. S.: Sabe falar e escrever japonês?

        Cumprimentos.

        João Barros da Costa
        (oyabun gaijin)


        1. Eu complemento: domo arigato gozaimasu 🙂
          Sei apenas meia dúzia de palavras, aquelas coisas habituais. E escrever, obviamente que não. Mas gostava de aprender a falar japonês.
          A 2ª parte do texto sai em breve 🙂

          1. Cara Ana C B…

            Konitchiwa (cónitchiuá).

            Suponho que, através da Embaixada do Japão,
            será possível arranjar alguém para o ensino do japonês.

            Recomendo o filme “A Viagem de Chihiro”, um filme
            do Hayao Miyazaki. Desenhos animados “manga” (mangá).

            Domo arigato.

            Cumprimentos.

            João Barros da Costa

            1. Cara Ana C B…

              Obrigado.

              Também para si.

              A R. T. P. NOTÍCIAS tem estado a transmitir
              “10 Mil Km, De Regresso ao Japão”.
              Trata-se de uma série documental,
              sobre as relações entre Portugal e o Japão
              no passado e no presente. História e comércio,
              sobretudo. São quinze episódios. É interessante.

              Um feliz Natal e um excelente 2026.

              Cumprimentos.

              João Barros da Costa

  4. O Japão tem a curiosa caraterística de ter 90% da sua área coberta por florestas, sendo que toda essa área pertence ao Estado japonês. Ou seja, menos de 10% da superfície do país pertence a privados. (Em Portugal, 97% da terra é privada.)
    Vemos frequentemente o Japão com um país muito urbanizado, quando na verdade a imensa maior parte dele é floresta sem qualquer urbanização.

  5. Tive o privilégio de visitar o Japão, há cerca de 20 anos. Foi uma das se não “a” viagem que mais me marcou. Também a mim me aconteceu o efeito Japão ficar a ressoar no espírito durante vários dias, talvez um par de semanas. É uma experiência hipnótica. Adorei revivê-la através deste post, como sempre, irrepreensivelmente bem escrito.

    1. O Japão de hoje é, quanto a mim, uma fusão bem conseguida (não em todos, mas em muitos aspectos) entre o oriente e o ocidente. Outra forma de pensar e de estar na vida. Não é um exemplo em tudo, obviamente, mas alguns destes conceitos bem que podiam servir de inspiração para nós.
      Obrigada, Teresa. Um beijinho de Boas Festas.

  6. Ana, este maravilhoso texto, acompanhado de belíssimas fotos, além de ter contribuído para o aumento dos meus conhecimentos sobre a cultura japonesa, proporcionou-me agradáveis momentos de reflexão. Obrigada!

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