Estas restrições onomásticas, num mundo globalizado, não fazem qualquer sentido.
Quando a criança tiver seis anos e começar a frequentar o Twitter e o Facebook, vai escolher o nome que lhe apetecer, para quê tanta embirração com estes pormenores? Ainda por cima, quando ninguém pode assegurar que o Diogo, atingindo a idade adulta, não opte por se chamar Marlene.

Ainda mais essa que nem me ocorria.
Ora bem… Neste assunto tenho dúvidas se alguma “directividade”, chamemos-lhe assim, não poderá ser muito útil para as crianças.
Não é preciso chegar aos extremos da criatividade brasileira (a Maria Holofotina porque o pai gostava de holofotes; o celebérrimo Um Dois Três de Oliveira Quatro; os dois irmãos que davam pelos nomes de Oceano Pacífico e Oceano Atlântico; o Restos Mortais de Catarina…) ou a extremos do descuido lusitano (Maria Prantelhana, porque quando perguntaram ao pai qual o nome para a filha ele respondeu: prante-lhe Ana) para haver nomes que seria muito bem feito que os pusessem a quem se lembra de os pôr a alguém.
Já imaginou, por exemplo, o que é alguém chamar-se Flundório? eheeh
Eu sou pelas restrições… Experiência prática, meu caro.
Parvoíces herdadas da longa noite fascista e que, lamentavelmente, perduram no regime da “liberdade”.
No maior país de língua portuguesa do mundo, aliás, em todos os outros países de língua portuguesa do mundo, estas restrições parvas não existem.
Liberdade sim, conservadorismo não!
É verdade, concordo consigo.
Mas…há nomes e nomes, fez-me lembrar uma colega de trabalho que conheci há tempos cujo irmão se chama:
OCARÁRIO MANUEL!!! 🙂
Já deve ser Marlene…
Sou, naturalmente, pelas restrições: pelo menos nesta matéria específica, podem sempre evitar que as crianças sejam vítimas da parvoíce do país. Depois de ter conhecido uma Escrotilde e uma Maria da Circuncisão, convenci-me de que as restrições são mesmo indispensáveis.
Parvoíce dos pais, quis eu dizer.
Também tendo a favorecer as restrições, e creio que aqui o argumento da liberdade não se coloca, já que a criança que é o principal interessado é quem menos peso tem na escolha do próprio nome. A liberdade dos pais não implica (ou não deveria implicar) direitos ilimitados sobre a sua prole.
A restrição em causa parece-me excessiva, mas não tenho um critério alternativo a propor…
Alternativamente podiamos inovar, e as pessoas tinham apenas apelido e um número enquanto não pudessem escolher o próprio nome.
Não podia ser demasiado cedo, se não ficávamos com gerações e gerações com nomes tirados canal Panda…
Eu sou cada vez mais pelas restrições, com os inacreditáveis nomes que pôem às crianças hoje em dia…