Discriminados e perseguidos


Pedro Correia,

“O Relatório sobre a Liberdade Religiosa no Mundo 2010, apresentado pela Fundação Ajuda à Igreja que Sofre, revela que, em todo o mundo, o número de cristãos perseguidos é de 200 milhões. Outros 150 milhões são discriminados pela sua religião. A fé cristã é a mais difundida, mas também a mais perseguida. Segundo esta fonte, que analisa a situação de 194 países, aqueles onde se verificam as maiores violações à liberdade religiosa são a Arábia Saudita, Bangladesh, Egipto, Índia, China, Uzbequistão, Eritreia, Nigéria, Vietname, Iémen e Coreia do Norte.”

Frei Bento Domingues, no Público de hoje

18 comentários em “Discriminados e perseguidos”

  1. A perseguição dos cristãos não é apenas obra do Islão político, pois também ocorre em países maioritariamente hindus, mas em muitos casos, talvez na maioria, o cristianismo é alvo de ataques também por ser a religião mais representativa do mundo ocidental.
    Quando se fala em choque civilizações e na luta entre as democracias e as teocracias, este facto é mais um a juntar aos anteriores.
    Estaremos a assistir a uma escalada? Receio que sim.

  2. Estes dados parecem-me um pouco viciados.

    Não discuto a perseguiição nem os locais onde as mesmas ocorrem mas, esses números, não me parecem certos.

    A religião é cada vez mais um instrumento ideológico bacoco e deixa, progressivamente, de ser o exercício da fé. Infelizmente.

  3. O Papa fez uma intervenção oportuna sobre o respeito pela liberdade religiosa. Sou insuspeita, não tinha grande simpatia por ele, mas ultimamente está a surpreender-me pela positiva.

    1. O islão mais fundamentalista persegue todas as outras religiões. À bomba, se for preciso. Matando nas próprias igrejas que ainda permanecem abertas, como ainda agora se viu no Egipto e recentemente se viu também no Iraque ‘libertado’. Já para não falar do que se passa no Afeganistão igualmente ‘libertado’.

  4. Não me surpreendem essas conclusões. É a diferença entre a abertura e o ecumenismo cristãos e a intolerância islâmica, e essa diferença tem o seu preço. Não há comparação possível entre a liberdade religiosa nos países em que uma e outra são dominantes. Em nome de Cristo se cometeram e cometem muitos erros e até atrocidades, é verdade, mas não conheço outra religião em que os principais responsáveis façam mea culpa e se exponham assim às críticas. Enquanto no ocidente se discute ao direito ao uso do véu islâmico nas escolas, por exemplo, nesses países não há discussão possível: persegue-se e mata-se os que pensam de forma diferente e os que ousam pôr em causa a lei religiosa.
    Tenho a maior admiração por esses verdadeiros heróis de carácter e de coerência, que se atrevem a contrariar a corrente, pagando com a vida.

  5. Se a Religião católica é perseguida na Europa, não ha-de ser perseguida nas outras partes do Mundo…hoje em dia, a escola publica de matriz jacobina-judaica, tomando com exemplo Portugal, tem como objectivo educar para o desprezo à Igreja Católica Portuguesa…

  6. Quem dissesse isto há 2 anos atrás seria fascista -quiça extremista católico- do piorio, agora é verdade carimbada pelo Frei Bento Domingues…

  7. Caro Pedro.
    Assumo não ter dados mais rigorosos porque referir que estes são viciados tem a ver com esse número tão exorbitante. Agora, pensando melhor, até podem ser correctos.

    Eu não vejo o Islão como uma religião fundamentalista, antes pelo contrário, julgo ser – na sua verdadeira interpretação – uma das mais tolerantes. O mal que os povos árabes juntamente com a Índia (a sua parte muçulmana) e o Paquistão têm feito à sua própria religião – não fé – é atroz.
    Convém recordar por exemplo que na época de expansão quando o Islão deixou a Península Arábica em direcção ao Norte de África, os governos islâmicos foram os primeiros governos democráticos da história da Humanidade. E isto é um facto.

    A forma tão intensa como os muçulmanos exercem a sua fé guiados por líderes cada vez mais extremistas que insistem na inovação – infelizmente num sentido mais violento que o desejável – tem provocado nas massas este efeito de religião violenta que não corresponde de todo à verdade.

    Uma breve leitura do Alcorão por exemplo serve para dissipar dúvidas em relação a isso. Aliás, uma das regras básicas de islamismo puro – aproveito para dizer que o significado de Islam se traduzido para português é “paz” – é que qualquer muçulmano deve respeitar, sem excepções, as leis do País onde vive bem como tratar o seu vizinho da melhor forma possível. Dois simples exemplos do que deveria ser verdadeiramente o exercício dessa fé.

    Enfim, podia aqui ficar o dia inteiro.

  8. E o Cristianismo voltou a dar o exemplo quanto à tolerância religiosa diz respeito. Perante os recentes assassinatos de cristãos no Egipto, na Nigéria e nas Filipinas, perante as constantes perseguições dos seus crentes na Síria, no Sudão, no Iraque, no Irão, na Coreia do Norte e na China, perante o silêncio da “esquerda protectora dos mais fracos e das minorias oprimidas”, o chefe máximo da Igreja Católica, tantas vezes criticado, não decreta uma guerra santa, antes, aplica os ensinamentos de Cristo e dá a outra face ao apelar à não-violência e à liberdade religiosa. Esta gente não respeita nem se dá ao respeito, mesmo que usufruam da liberdade que o seu país de origem insiste em negar aos outros: podem construir mesquitas em locais tão insensatos como o Ground Zero, em Nova Iorque e, na Europa, discutem a possibilidade de aplicar minaretes nas mesmas ao mesmo tempo que as suas mulheres são escondidas em trajes humilhantes.

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