“O Relatório sobre a Liberdade Religiosa no Mundo 2010, apresentado pela Fundação Ajuda à Igreja que Sofre, revela que, em todo o mundo, o número de cristãos perseguidos é de 200 milhões. Outros 150 milhões são discriminados pela sua religião. A fé cristã é a mais difundida, mas também a mais perseguida. Segundo esta fonte, que analisa a situação de 194 países, aqueles onde se verificam as maiores violações à liberdade religiosa são a Arábia Saudita, Bangladesh, Egipto, Índia, China, Uzbequistão, Eritreia, Nigéria, Vietname, Iémen e Coreia do Norte.”
Frei Bento Domingues, no Público de hoje

A perseguição dos cristãos não é apenas obra do Islão político, pois também ocorre em países maioritariamente hindus, mas em muitos casos, talvez na maioria, o cristianismo é alvo de ataques também por ser a religião mais representativa do mundo ocidental.
Quando se fala em choque civilizações e na luta entre as democracias e as teocracias, este facto é mais um a juntar aos anteriores.
Estaremos a assistir a uma escalada? Receio que sim.
Receio o mesmo, Paulo. E é cada vez mais óbvio que o choque de civilizações existe.
Estes dados parecem-me um pouco viciados.
Não discuto a perseguiição nem os locais onde as mesmas ocorrem mas, esses números, não me parecem certos.
A religião é cada vez mais um instrumento ideológico bacoco e deixa, progressivamente, de ser o exercício da fé. Infelizmente.
Duvido que estes dados sejam viciados. Conhece alguns mais rigorosos?
O Papa fez uma intervenção oportuna sobre o respeito pela liberdade religiosa. Sou insuspeita, não tinha grande simpatia por ele, mas ultimamente está a surpreender-me pela positiva.
Estou absolutamente de acordo.
Está a ser, para mim, surpreendente.
Pois, digamos que estamos a assistir a uma segunda versão da prática da Inquisição, traduzida e levada a cabo pelas religiões fundamentalistas.
O islão mais fundamentalista persegue todas as outras religiões. À bomba, se for preciso. Matando nas próprias igrejas que ainda permanecem abertas, como ainda agora se viu no Egipto e recentemente se viu também no Iraque ‘libertado’. Já para não falar do que se passa no Afeganistão igualmente ‘libertado’.
Não me surpreendem essas conclusões. É a diferença entre a abertura e o ecumenismo cristãos e a intolerância islâmica, e essa diferença tem o seu preço. Não há comparação possível entre a liberdade religiosa nos países em que uma e outra são dominantes. Em nome de Cristo se cometeram e cometem muitos erros e até atrocidades, é verdade, mas não conheço outra religião em que os principais responsáveis façam mea culpa e se exponham assim às críticas. Enquanto no ocidente se discute ao direito ao uso do véu islâmico nas escolas, por exemplo, nesses países não há discussão possível: persegue-se e mata-se os que pensam de forma diferente e os que ousam pôr em causa a lei religiosa.
Tenho a maior admiração por esses verdadeiros heróis de carácter e de coerência, que se atrevem a contrariar a corrente, pagando com a vida.
Também eu, Ana. Hei-de trazer este tema aqui mais vezes.
Se a Religião católica é perseguida na Europa, não ha-de ser perseguida nas outras partes do Mundo…hoje em dia, a escola publica de matriz jacobina-judaica, tomando com exemplo Portugal, tem como objectivo educar para o desprezo à Igreja Católica Portuguesa…
Que raio de comparação. O ano é novo, mas você continua com esse paleio velho.
Caro Pedro, o atentado de Ano Novo em Alexandria veio infelizmente confirmar uma tendência.
Cem milhões de cristãos são discriminados, proibidos de construír igrejas, espancados, ameaçados por vezes assassinados. No Egipto, na Algéria, na Turquia, na Indonésia, na Malásia, no Laos, na China, no Vietname.
Escrevi sobre esta temática aqui
http://camalees.wordpress.com/2010/02/28/o s-perseguidos/
E escreveste muito bem, Helena.
Quem dissesse isto há 2 anos atrás seria fascista -quiça extremista católico- do piorio, agora é verdade carimbada pelo Frei Bento Domingues…
As verdade são para ser ditas, não para serem varridas para debaixo do tapete.
Caro Pedro.
Assumo não ter dados mais rigorosos porque referir que estes são viciados tem a ver com esse número tão exorbitante. Agora, pensando melhor, até podem ser correctos.
Eu não vejo o Islão como uma religião fundamentalista, antes pelo contrário, julgo ser – na sua verdadeira interpretação – uma das mais tolerantes. O mal que os povos árabes juntamente com a Índia (a sua parte muçulmana) e o Paquistão têm feito à sua própria religião – não fé – é atroz.
Convém recordar por exemplo que na época de expansão quando o Islão deixou a Península Arábica em direcção ao Norte de África, os governos islâmicos foram os primeiros governos democráticos da história da Humanidade. E isto é um facto.
A forma tão intensa como os muçulmanos exercem a sua fé guiados por líderes cada vez mais extremistas que insistem na inovação – infelizmente num sentido mais violento que o desejável – tem provocado nas massas este efeito de religião violenta que não corresponde de todo à verdade.
Uma breve leitura do Alcorão por exemplo serve para dissipar dúvidas em relação a isso. Aliás, uma das regras básicas de islamismo puro – aproveito para dizer que o significado de Islam se traduzido para português é “paz” – é que qualquer muçulmano deve respeitar, sem excepções, as leis do País onde vive bem como tratar o seu vizinho da melhor forma possível. Dois simples exemplos do que deveria ser verdadeiramente o exercício dessa fé.
Enfim, podia aqui ficar o dia inteiro.
E o Cristianismo voltou a dar o exemplo quanto à tolerância religiosa diz respeito. Perante os recentes assassinatos de cristãos no Egipto, na Nigéria e nas Filipinas, perante as constantes perseguições dos seus crentes na Síria, no Sudão, no Iraque, no Irão, na Coreia do Norte e na China, perante o silêncio da “esquerda protectora dos mais fracos e das minorias oprimidas”, o chefe máximo da Igreja Católica, tantas vezes criticado, não decreta uma guerra santa, antes, aplica os ensinamentos de Cristo e dá a outra face ao apelar à não-violência e à liberdade religiosa. Esta gente não respeita nem se dá ao respeito, mesmo que usufruam da liberdade que o seu país de origem insiste em negar aos outros: podem construir mesquitas em locais tão insensatos como o Ground Zero, em Nova Iorque e, na Europa, discutem a possibilidade de aplicar minaretes nas mesmas ao mesmo tempo que as suas mulheres são escondidas em trajes humilhantes.