O actual ministro da Economia é, para nossa felicidade, poeta e visionário. Mas não vive numa mansarda, e tem pelo contrário milhões que vai fazer frutificar (o processo designa-se, de forma excessivamente terra-a-terra, por efeito multiplicador) através de investimentos exaltantes em portos, na investigação marinha, nas eólicas offshore, na transição energética e digital e até no hidrogénio.
Marcelo, sempre atento à contemporaneidade, quis dar o seu precioso contributo a este futuro risonho que se anuncia e, aproveitando a conferência “Mar-porta para o futuro”, surpreendeu a plateia com uma inspirada poesia de sua autoria, que foi aplaudida delirantemente. O ministro Costa e Silva declarou, os olhos húmidos de comoção, que o senhor presidente traduziu com brilhantismo o lema deste governo: se queremos um futuro cor-de-rosa temos de investir na economia azul.
Eis o texto do discurso:
Ó mar salgado, quanto do teu sal
São quilowatts a bater no areal!
Por não te cruzarmos, quantos empreendedores choraram,
Quantos afilhados do PS em vão rezaram!
Quantos PRRs deixaremos passar
Para que não sejas nosso, ó mar!
Valerá a pena? Tudo vale a pena
Se a Constituição de Abril não é pequena.
Quem quiser passear em Belém
Tem de debitar paleio para neném.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
A chatice é que o cobriu com um véu.

Ai, eu não acredito:).
não se importa de explicar quem é o sujeito?
só conheço os predicados e os complementos