Do exercício da arrogância


Teresa Ribeiro,

Para que a arrogância seja percebida pelo próximo como uma inequívoca expressão de superioridade, não basta ser arrogante. É preciso ser arrogantemente arrogante.

O problema é que às vezes tanta arrogância tem um efeito perverso e revela-se profundamente estúpida.

12 comentários em “Do exercício da arrogância”

    1. Não, Luís Branquinho, percebeu tudo mal. As pessoas estão tão viciadas em tentar descobrir famílias políticas por detrás de cada opinião que lêem, que às vezes… treslêem. Com este post apenas pretendi transmitir a indignação que me provocou a soberba do Vasco Graça Moura ao afirmar que “o resultado das legislativas traduz a profunda estupidez do eleitorado nacional”. Que avaliação tão rotunda, tão simplista e tao insuportavelmente arrogante.
      E que tal se ele, lá do alto em que se coloca, olhasse com mais atenção para o seu partido e procurasse nele algumas respostas para tão “estúpidos” resultados eleitorais?

  1. Gostava de saber se o Vasco Graça Moura também pensava que o povo é estúpido quando deu a vitória ao PSD há quatro meses nas europeias. A cegueira política perde muito boa gente. É o caso dele, já para não falar de alguns peões de brega que vêem ‘socráticos’ a surgir de todos os cantos.

  2. Esta verdadeira estupidez que é, ele sim, este artigo de opinião do VGM só pode merecer o lapidar pensamento do Eça (com as devidas adaptações) que há dias aqui nos foi trazido pelo meu amigo João Carvalho:
    “Os comentadores e as fraldas devem ser mudados frequentemente e pela mesma razão”.
    Será que VGM ainda não se deu conta que já não está a cheirar muito bem?

  3. Vasco Graça Moura é um caso perdido, com toda a prosápia e raiva que emana, de uma parcialidade extremista e uma pesporrência atroz. E os seus artigos são um monumento ao ridículo; ainda me lembro de um em que, querendo elogiar Marques Mendes, o comparava ao Menino Jesus (uma coisa demasiado humilhante para o ex-líder do PSD).

  4. É verdade, Teresa: até para se ser arrogante com eficácia há que saber como exercer a arrogância.
    E não, eu também não sou apoiante do Sócrates…

  5. Pois eu concordo com a insuportabilidade da arrogância, mas acho graça mesmo. Já aprendi a não ser demasiado literal com o VGM . Aquele poço fundo de sólido talento multifacetado, que às vezes lembra a polivalência dos renascentistas, tem uma costela de cidadão que me agrada. Não se fica nas nuvens ou no limbo, intervém e mostra o seu lado falível. Expõe-se.
    – É de direita? Ah pois é.
    Mas é aí que reside o meu deleite, porque desde o 25 do 4 que aturamos catervas de sumidades iluminadas e amigas do proletariado a dizer e escrever os piores impropérios sobre Portugal e os portugueses.
    E o que é que acontece?
    Vamo-nos aguentando e amochando, bolinha baixa. Não concordamos, claro, mas o que tem de ser tem muita força.
    Ora aí está.
    A igualdade é para todos, mesmo no que é abuso de autor, mesmo no que é altivez que nenhuma superioridade efectiva legitima.
    Só por isso vale a (sua) pena, hehe…

  6. Estou chocada com tamanha estupidez. Sim, eu como parte do eleitorado, sinto-me no direito de devolver o mimo no tom baixo que VGM faz questão de usar…

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *