Regresso a Portugal a tempo de votar, na própria manhã das autárquicas, após nove dias sem saber nada da vida política portuguesa. Mal me ponho a par do que foi acontecendo, verifico que permanece tudo na mesma. Sócrates prepara governo a ensaiar a primeira chantagem formal à oposição, a propósito do Orçamento de Estado para 2010. Nenhuma força da oposição se arrisca a propor uma moção de rejeição do programa do novo Executivo no Parlamento. Os inquilinos de Belém e de São Bento, enterrada a ‘cooperação estratégica’, continuam de costas voltadas. Marcelo Rebelo de Sousa agita-se. Manuela Ferreira Leite, agarrada ao umbral da sede da São Caetano à Lapa, revela-se cada vez mais exímia na arte de desdizer hoje o que prometeu ontem: depois de garantir que o PSD não daria "uma ajuda envergonhada" ao Governo minoritário do PS, assegura agora que fará uma "oposição responsável", dando assim o primeiro sinal de que os sociais-democratas viabilizarão o orçamento apresentado pelos socialistas. E em jornais de referência leio notícias que falam de acontecimentos ocorridos "à muito tempo" – assim mesmo, sem agá, talvez por determinação do desacordo ortográfico, que abomina as consoantes mudas.
Doce país este, a que regressamos sempre com saudade.


Bem-vindo, Pedro 🙂
Já estava mesmo com saudades, Leonor. E fiquei a saber por ti quem ganhou o Nobel da Literatura.
Ainda bem que voltaste, Pedro, a tua falta sentiu-se aqui no blogue. Mas fico contente por saber que foi por mim que soubeste o Nobel da Literatura. Este ano andava mesmo curiosa e, olha, fico feliz por não ter sido o Roth, assim escuso de dizer que não consegui acabar o único livro dele que tentei ler :)))))
Por mim, preferia o Amos Oz. Ou o Carlos Fuentes. Ou o Rubem Fonseca. O Naipaul e o Coetzee, meus escritores de eleição, já ganharam. A galardoada deste ano não conheço. Quanto ao Roth, sugiro-te que lhe dês uma nova oportunidade com A Mancha Humana. Vale mesmo a pena.
Nunca li nada do Amos Oz mas a minha preferência seria sempre para o Rubem Fonseca e para o nosso eterno candidato António Lobo Antunes. Também gosto muito do Naipaul. Vou esforçar-me e ler a Mancha Humana já que o Animal Moribundo me deixou a mim moribunda…
Verás que vale a pena o esforço, Leonor.
Soyez le bienvenu…
:)))
Je vous remercie, ma chère Marie.
Bem voltado Pedro…espero que descansado 🙂
Descansadíssimo, Ana. Depois de muito mergulho, muita água do coco bebida, muito dolce fare niente.
E depois disso tudo estavas com saudades, Pedro?
Já estava, Leonor. Lá tinha o sol, o mar, as palmeiras, a piscina. Mas faltava-me a Felgueiras, o Menezes, o Avelino, o Valentim. Podia viver sem eles, mas não era a mesma coisa.
Eu se vivesse sem eles era a mesmíssima coisa, Pedro, o que não é a mesma coisa é viver sem esse tal mar por onde presumo que andaste e os coqueiros
Olá, como vai?
Eu vou indo. E você, tudo bem?
🙂
Bem aparecido, compadre. Cá estamos todos de novo.
Doce país este… para quem acaba de chegar.
Cá estou de novo, compadre. Um pouco mais bronzeado que antes: o sol das Caraíbas recomenda-se. Em breve vamos reunir-nos no terceiro jantar ‘delituoso’. Conto dar notícias na próxima semana.
E eu conto que o jantar seja por aqui…
Desta vez tens de vir, João. Livra-te de te fazeres caro!
🙂
Faço minhas as tuas palavras, Ana.
Gosto de fazer curas semelhantes, Pedro, embora distantes das águas das Caraíbas.. São muito saudáveis para os meus neurónios. O embate do regresso não é dos mais agradáveis, tenho de entrar devagarinho, como quem vai banhar-se nas águas frias do Atlântico.
Um bom regresso a Portugal e às lides blogueiras .
Abraço
Abraço, Carlos.