Ana, antes que o dia de domingo se acabe, mais um “pingo” -oxalá que goste, que seja doce – a propósito desse grande artista – Eungenio ” Salvador Dalí – Mecano http :/ http://www.youtube.com /watch?v=dVUbX5Q_K8g
Oh, Maria, nem me diga nada… adoro essa canção dos Mecano, letra e música! Tenho um fraquinho por Dali, e esta letra é uma descrição dele na mouche! Obrigada pelo presente de luxo. 🙂
Está muito bem apanhado este quadro do Dali e a sua frase: “…escorre o dia, pingo a pingo”.
Sempre gostei de domingos. Sobretudo de manhãs de domingo, vá-se lá saber porquê… talvez venha da infância… eram manhãs silenciosas, luminosas, a casa acordava mais tarde. Como era uma criança madrugadora (agora é mais no verão…) adorava essas horas só minhas.
Por isso, só posso desejar a todos: Bons domingos “escorridos, pingo a pingo”! Ana
Bons restantes pingos domingueiros para si também, Ana. A mim, o domingo parece-me sempre uma espécie de limbo, que não é dia de semana nem fim-de-semana. Não sei explicar melhor. Mas é bom para ver filmes ou ler em frente da lareira, afinal de contas. 🙂
“Quando chega domingo, faço tenção de todas as coisas mais belas que um homem pode fazer na vida…” Sempre que se fala da nostalgia de domingo recordo-me sempre deste belíssimo poema de Manuel da Fonseca, tão bem dito pelo saudoso Mário Viegas. E por essa mesma razão, penso que no “Domingo que vem, eu vou fazer as coisas mais belas que um homem pode fazer na vida!” Um bom final de domingo para si, Ana.
Gosto dos domingos Ana, arrasto-me pelos sofás, capricho nos cuidados de pele, uma boa esfoliação, uma mascara revitalizante, um bom livro…tá-se bem. :))
Brinquei com o nome do quadro que, salvo erro, se chama “A persistência da memória”.
E, apesar de Domingo (eu não gosto…), apesar da sua frase me sugerir um dia “morno”, apesar dessa aparência de dia que, em vez de se fazer, se desfaz… apesar… também estes dias ficam marcados na experiência de vida que nos vai acompanhar, de modo mais ou menos difuso, mais ou menos conforme ao real, mais ou menos distorcido. O que vamos sendo também tem a ver com esta persistência do que fomos, mesmo que nos chegue deformado…
Ana, levantei-me às 6 da madrugada, depois de um jantar longo com efeitos persistentes ehehehe. Percorri 50 km de carro para apanhar o avião… Fiz uma curva pelo mediterrãneo até chegar ao Porto… Não posso estar nas melhores condições … Disse está dito… A Ana há-de desculpar… O pior é se alguém que percebe de pintura e arte em geral lê isto. Mas faço já uma declaração de voto: eu gosto muito de pintura, mas não sei nada de pintura. Nem quero saber. Basta-me senti-la. Não estou nada segura de que acrescentar elementos racionais à minha compreensão me fizessem deleitar mais com o que vejo. A emoção que me provoca tem intensidade suficiente. Claro que gosto de saber o básico, onde nasceu o artista, aspectos gerais da vida etc, para contextualizar um pouco a coisa, mas não quer saber de escolas, de catalogações, de encaixotamento de emoções. Beijinho
1. Começo pelo seu segundo parágrafo: subscrevo, palavra por palavra, a sua declaração em relação à pintura. Também eu gosto muito de pintura e também eu quero senti-la sempre mais do que examiná-la à lupa. Encaixotar emoções nunca pode ser uma boa ideia, tem toda a razão.
2. E agora faço eu a minha própria declaração de voto, à atenção dos meus “colegas” delituosos: proponho desde já este comentário para Comentário da Semana. E duvido de que tenha muita concorrência à altura.
3. Finalmente, tiro-lhe o chapéu pela capacidade de raciocínio e de exposição depois de um horário tão agitado. Por outro lado… se houve um “jantar longo com efeitos persistentes” que a compensou de tudo isso e a deixou nas nuvens (literalmente, no caso)… fico muito contente por si! 🙂
Ana, só me resta mandar-lhe um beijinho e dizer-lhe que me pôs um sorriso de orelha a orelha … É muito generosa e querida. E mimo nunca fez mal a ninguém. A mim não faz seguramente. :))))
Outro para si, Maria do Sol. E disse exactamente o que penso, não há “pingo” de generosidade aqui! Mas há mimo, sim, que não há quem não goste… 🙂
“O pior é se alguém que percebe de pintura e arte em geral lê isto.” Pois, Maria do Sol…Mas não se preocupe, está bem acompanhada.:)) “ (…) Não há nada menos apropriado para tocar numa obra de arte do que palavras de crítica, que sempre resultam em mal-entendidos mais ou menos felizes. As coisas estão longe de ser todas tão tangíveis e dizíveis quanto se nos pretenderia fazer crer; a maior parte dos acontecimentos é inexprimível e ocorre num espaço em que nenhuma palavra nunca pisou. Menos susceptíveis de expressão do que qualquer outra coisa são as obras de arte, — seres misteriosos cuja vida perdura, ao lado da nossa, efémera. (…) ” Rainer Maria Rilke in (excerto) “Cartas a um jovem poeta”, tradução de Paulo Rónai, Editora Globo – Rio de Janeiro, 1995. (a “citação” feita por Ana Vidal nos seu “rasgos” de hoje é que fez chegar a esta…) Um beijo.
Claro, que sim, Maria. Teria imenso gosto…É só pedir o meu endereço de correio ao João Carvalho, penso que está visível para o DO.
“Cartas a um jovem poeta” é um dos meus livros de cabeceira, Maria. Tenho-o em duas traduções, a de Fernanda de Castro e a de Vasco Graça Moura, mais recente. E devia ser lido, religiosamente, por todos os que têm a pretensão de aventurar-se no mundo das letras. (esse e “A louca da Casa”, da Rosa Montero, por razões diferentes). Mas não conheço essa tradução brasileira.
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Permanecem. Esse Domingos lentos e pingados. Na memória também.
Um bom domingo ( ou pelo menos o que resta dele)
Obrigada, Cristina. Para si também.
(o problema é que eu detesto domingos…)
Eu é mais as segundas-feiras. I don’t like mondays (olha, mais uma canção do século).
Também tens o “Monday, Monday”, dos Mammas & Pappas (ou era da Petula Clark?). Já não me lembro.
Era dos Mammas and Papas, Ana.
Obrigada, Carlos. Bem me parecia.
Há-de passar por cá. A uma segunda-feira, claro.
Lembrei-me ainda desta, dos Cure:
http://www.youtube.com/watch?v=wa2nLEhU cZ0
Sábado…
… é que era dia para andar com’ó cágado.
Eh eh eh
Se era… grande e sábio poeta!
As formas amolecidas
de um génio cultural
são marcas enaltecidas
da beleza intemporal.
O surrealismo notável
do catalão afrancesado
é de um traço deleitável
para sempre eternizado.
Ena, Amêijoa, que luxo! E eu achar que hoje era só a mim que tinha dado para a rima… 🙂
Ana, antes que o dia de domingo se acabe, mais um “pingo” -oxalá que goste, que seja doce – a propósito desse grande artista – Eungenio ” Salvador Dalí – Mecano
http :/ http://www.youtube.com /watch?v=dVUbX5Q_K8g
Oh, Maria, nem me diga nada… adoro essa canção dos Mecano, letra e música! Tenho um fraquinho por Dali, e esta letra é uma descrição dele na mouche! Obrigada pelo presente de luxo. 🙂
;))
Fico contente….
Ana
Está muito bem apanhado este quadro do Dali e a sua frase: “…escorre o dia, pingo a pingo”.
Sempre gostei de domingos. Sobretudo de manhãs de domingo, vá-se lá saber porquê… talvez venha da infância… eram manhãs silenciosas, luminosas, a casa acordava mais tarde. Como era uma criança madrugadora (agora é mais no verão…) adorava essas horas só minhas.
Por isso, só posso desejar a todos: Bons domingos “escorridos, pingo a pingo”!
Ana
Bons restantes pingos domingueiros para si também, Ana. A mim, o domingo parece-me sempre uma espécie de limbo, que não é dia de semana nem fim-de-semana. Não sei explicar melhor. Mas é bom para ver filmes ou ler em frente da lareira, afinal de contas. 🙂
“Quando chega domingo,
faço tenção de todas as coisas mais belas
que um homem pode fazer na vida…”
Sempre que se fala da nostalgia de domingo recordo-me sempre deste belíssimo poema de Manuel da Fonseca, tão bem dito pelo saudoso Mário Viegas. E por essa mesma razão, penso que no
“Domingo que vem,
eu vou fazer as coisas mais belas
que um homem pode fazer na vida!”
Um bom final de domingo para si, Ana.
E para si também, Luís. Boa lembrança, os poemas ditos por Mário Viegas. Há tão poucas pessoas a dizer bem poesia…
Coisa típica de Domingo.
Gosto dos domingos Ana, arrasto-me pelos sofás, capricho nos cuidados de pele, uma boa esfoliação, uma mascara revitalizante, um bom livro…tá-se bem.
:))
Tem razão, Ariel. Os domingos são bons para fazer essas coisas com toda a calma. Tá-se bem, tá-se. Hoje até tive direito a uma bela massagem… 🙂
Hum…
Ana
Mas persiste…
:))
O que é que persiste, Maria do Sol? Agora perdi-me…
Brinquei com o nome do quadro que, salvo erro, se chama “A persistência da memória”.
E, apesar de Domingo (eu não gosto…), apesar da sua frase me sugerir um dia “morno”, apesar dessa aparência de dia que, em vez de se fazer, se desfaz… apesar… também estes dias ficam marcados na experiência de vida que nos vai acompanhar, de modo mais ou menos difuso, mais ou menos conforme ao real, mais ou menos distorcido. O que vamos sendo também tem a ver com esta persistência do que fomos, mesmo que nos chegue deformado…
Ana, levantei-me às 6 da madrugada, depois de um jantar longo com efeitos persistentes ehehehe. Percorri 50 km de carro para apanhar o avião… Fiz uma curva pelo mediterrãneo até chegar ao Porto… Não posso estar nas melhores condições … Disse está dito… A Ana há-de desculpar… O pior é se alguém que percebe de pintura e arte em geral lê isto. Mas faço já uma declaração de voto: eu gosto muito de pintura, mas não sei nada de pintura. Nem quero saber. Basta-me senti-la. Não estou nada segura de que acrescentar elementos racionais à minha compreensão me fizessem deleitar mais com o que vejo. A emoção que me provoca tem intensidade suficiente. Claro que gosto de saber o básico, onde nasceu o artista, aspectos gerais da vida etc, para contextualizar um pouco a coisa, mas não quer saber de escolas, de catalogações, de encaixotamento de emoções.
Beijinho
:)))
Ora bem, Maria do Sol, vamos por partes:
1. Começo pelo seu segundo parágrafo: subscrevo, palavra por palavra, a sua declaração em relação à pintura. Também eu gosto muito de pintura e também eu quero senti-la sempre mais do que examiná-la à lupa. Encaixotar emoções nunca pode ser uma boa ideia, tem toda a razão.
2. E agora faço eu a minha própria declaração de voto, à atenção dos meus “colegas” delituosos: proponho desde já este comentário para Comentário da Semana. E duvido de que tenha muita concorrência à altura.
3. Finalmente, tiro-lhe o chapéu pela capacidade de raciocínio e de exposição depois de um horário tão agitado. Por outro lado… se houve um “jantar longo com efeitos persistentes” que a compensou de tudo isso e a deixou nas nuvens (literalmente, no caso)… fico muito contente por si!
🙂
Ana, só me resta mandar-lhe um beijinho e dizer-lhe que me pôs um sorriso de orelha a orelha … É muito generosa e querida. E mimo nunca fez mal a ninguém. A mim não faz seguramente.
:))))
Outro para si, Maria do Sol. E disse exactamente o que penso, não há “pingo” de generosidade aqui!
Mas há mimo, sim, que não há quem não goste…
🙂
“O pior é se alguém que percebe de pintura e arte em geral lê isto.”
Pois, Maria do Sol…Mas não se preocupe, está bem acompanhada.:))
“ (…) Não há nada menos apropriado para tocar numa obra de arte do que palavras de crítica, que sempre resultam em mal-entendidos mais ou menos felizes. As coisas estão longe de ser todas tão tangíveis e dizíveis quanto se nos pretenderia fazer crer; a maior parte dos acontecimentos é inexprimível e ocorre num espaço em que nenhuma palavra nunca pisou. Menos susceptíveis de expressão do que qualquer outra coisa são as obras de arte, — seres misteriosos cuja vida perdura, ao lado da nossa, efémera. (…) ”
Rainer Maria Rilke in (excerto) “Cartas a um jovem poeta”, tradução de Paulo Rónai, Editora Globo – Rio de Janeiro, 1995.
(a “citação” feita por Ana Vidal nos seu “rasgos” de hoje é que fez chegar a esta…)
Um beijo.
Maria, obrigada
Qualquer dia, se assim entender, em vez de lhe mandar um beijinho, dou-lho!
:)))
Claro, que sim, Maria. Teria imenso gosto…É só pedir o meu endereço de correio ao João Carvalho, penso que está visível para o DO.
“Cartas a um jovem poeta” é um dos meus livros de cabeceira, Maria. Tenho-o em duas traduções, a de Fernanda de Castro e a de Vasco Graça Moura, mais recente. E devia ser lido, religiosamente, por todos os que têm a pretensão de aventurar-se no mundo das letras. (esse e “A louca da Casa”, da Rosa Montero, por razões diferentes). Mas não conheço essa tradução brasileira.