É curioso: em 18 de Agosto, quando fui uma das raras vozes que na blogosfera se solidarizaram com ele na sequência de um insulto rasteiro que lhe dirigiram, não me lembro de o João Gonçalves ter usado o termo ‘patético’ para qualificar o que escrevi. Fê-lo agora, a propósito da sua mais recente paixão política. No caso dele, a memória voa a uma velocidade estonteante: não chega sequer a durar um mês. É a vida, como dizia o outro – que a sabia toda. Pois é.
É a vida
Patrícia Reis,

Aproveito para parafrasear o João Gonçalves:
Não sei o que é mais edificante: se o post dele, se os “corajosos” comentários anónimos.
Parece uma borboleta ou uma abelha a memória dele…
Pedro, não vale a pena perderes muito tempo. Abraço.
Pois é Pedro o poder de encaixe não está ao alcance de todos. Recordo aqui o oportuno comentário do Carlos Barbosa de Oliveira ao seu post de 18 de Agosto….” Já quanto ao João Gonçalves, nada me espanta… De quem trata como “membro da seita” todo aquele que discorda da sua amada líder, tudo é de esperar. Aliás, a verborreia dos posts do PP é um tratado de má criação. Alguns acham-lhe piada. Outros ( em que me incluo) vêem nele outras características menos edificantes.” Não se incomode com isso Pedro, quem é que dá crédito ao destrambelhamento verbal desse pequenino ser?
Caro Pedro Correia
Muito pouco li e sei do autor do texto para o qual fez link . Mas, pelo que li, não gosto mesmo nada. Concordo com quem já disse nos comentários anteriores que não vale a pena perder tempo.
Aproveito, também, para no aconchego do DO, dizer o seguinte: não gosto mesmo nada de ir parar lá ao canto do senhor em questão através de ligações que eu, à partida, não sei que me levam lá. Afinal sinto-me a participar no que ele quer, sem eu querer. Ao fim e ao cabo já tem o livro publicado já deve estar todo contentito.
E lembro-me sempre deste post que li em Julho passado a propósito do que se passou na conferência de Sócrates com autores de blogues:
http:/ herdeirodeaecio.blogspot.com /2009/07 politicamente-e-no-bom-sentido.html
O Pedro Correia está a comparar coisas incomparáveis. Agradeci-lhe o gesto com entendi dever agradecer. Em privado, no telefone. Quanto ao resto, estamos a falar de crítica política e não de sentimentos. Mantenho o que escrevi e o Pedro sabe perfeitamente – os outros idiotas não me interessam nada – que não sou dado a paixões políticas. Se fosse, não escrevia dois terços do que escrevo para poder pensar no, “hoje”, no “amanhã” e no “depois”. É a vantagem de não ter uma “agenda”. Nem sequer daquelas pretas pequeninas (como as cabeças deles) que tantos têm. Abraço ao Pedro Correia.
Essa coisa vaga d’«os outros idiotas» costuma dar muito boa conta da cabecinha de quem assim escreve.
Ora aqui está uma verdadeira demonstração de democracia. E de educação, já agora. Mas ainda vai a a tempo de educar-se um mínimo, sabe? A educação não lhe mudará a substância, lamentavelmente, mas talvez lhe disfarce a idiotice.
Tens toda a razão, Ana. É o problema do chá: ou se toma em pequenino, ou só fará bem ao sistema digestivo.
Neste caso recomendo um chá de ervas, para a acidez acentuada de um estômago pouco habituado a digerir opiniões contrárias.
Nã-nã-nã… Não recomendo nada. Deixa-o ficar com a acidez no estômago que só lhe faz bem.
Tens razão.
Supostamente o Ser Humano é um ser relacional, com consciência da alteridade . A consciência da alteridade é, pois, um dado do Ser Humano que o impele para o encontro: consigo mesmo, com o transcendente, com o outro, com o mundo.
Realidade intersubjectiva, o Homem tem uma estrutura de diálogo, onde o “eu” se constitui por referência ao “tu”. A Pessoa “descobre-se” perante si mesma e perante os outros .
Para se ser Humano também não basta nascer, é preciso aprender sendo que o crescimento no sentido de se ser Pessoa girará à volta da formação da personalidade; da relação com os outros e da responsabilidade social (tornar-se parte dos outros).
Concluo que o chá não chegou para as alíneas todas. Quem prescinde assim da alteridade …
Estaremos perante um ser que não é Humano? Só pergunto.
Boa pergunta, Maria.
Idiotas? Realmente é um caso perdido.
Pois é, Leonor. É como o caso do cão que não conhece o dono.
Não ligue ao post nem ao comentário acima. Não vale a pena. Alguém que trata os outros por “idiotas” e considera as suas cabeças como “pretas e pequeninas” não sabe argumentar.
João Gonçalves está nos meus antípodas da opinião política, mas isso não me tem impedido de o ler regularmente. Só que quando se trata de eleições e dos seus eleitos (MFL e Santana, por exemplo) JG é completamente cego e escreve as coisas mais parvas que se pode imaginar. Não está é sozinho. Espero bem que estas eleições cheguem e se vão, para que possamos voltar a ler estes autores da forma que nos habituaram.
Caro Pedro,
Nunca tinha ouvido falar deste senhor. Fico-te a dever, pelo link , a revisitação de um belo poema de Jorge de Sena, sobre a ditosa pátria minha amada. E não resisto a transcrever esta parte:
“Torpe dejecto de romano império;
babugem de invasões; salsugem porca
de esgoto atlântico; irrisória face
de lama, de cobiça, e de vileza,
de mesquinhez, de fátua ignorância;
terra de escravos, cu pró ar ouvindo
ranger no nevoeiro a nau do Encoberto”.
É verdade que há lugar para todos, neste sítio por vezes pouco recomendável em que habitamos, menos para os que optam pelo exílio.
Um abraço
Rui
Aprendi ao longo da vida, Pedro, que a solidariedade com vira-casacas despeitados acaba por trazer sempre amargos de boca e desilusões à mistura. Não é que me tenha desiludido com JG… há muito que percebi a sua estirpe. O comentário que faz acima, apenas confirma as minhas suspeitas.
Náo sei o que é mais patético: se a deslealdade, se o insulto vago.
Não sei classificar vir para aqui falar do telefonema. Realmente em termos éticos, estamos perante um caso de confusão total.
O Joáo Gonçalves ficou muito mal no retrato, mas como dizes, “É a vida!” Os actos ficam para quem os pratica.
Eu até ia lá comentar, mas como ele nunca publica o que eu lá deixo, achei que era perda de tempo.
Quando é assim…
Publica só os insultos aos outros.
Gosta de cuspir o veneno para aliviar a azia, mas depois não dá o corpinho às balas. Típico dos cobardolas que gostam de usar de muita frontalidade.