Eu não queria escrever sobre o conflito israelo-palestiniano, porque não tenho uma posição absoluta e totalmente fundamentada sobre o assunto.
Por um lado compreendo a necessidade de Israel se defender dos sucessivos ataques do Hamas e por outro considero deplorável o uso excessivo de força.
Nunca esqueço que Gaza é um território minúsculo, sobrepovoado, onde cerca de metade da população é constituída por crianças com menos de 15 anos. As notícias de escolas bombardeadas e de centenas de mortes de crianças provocam-me uma enorme repulsa. Morrem dezenas de inocentes por cada terrorista dizimado.
Fico perplexo com tanta hipocrisia e tanta insensibilidade que tenho lido pela blogosfera, mas fico ainda mais consternado quando vejo que há quem brinque e consiga fazer humor com o sofrimento dos outros, revelando desconhecimento total sobre o que se está a passar em Gaza.
Depois, leio o Miguel Portas (que lá esteve integrado num grupo de deputados europeus) no Sem Muros e fico com o coração do tamanho de uma ervilha.
Tenho a impressão que o conflito só terminará quando Israel dizimar todo o povo palestiniano. O pior é que, depois disso, talvez se sintam orgulhosos. Bush e a (des)União Europeia continuarão a agir cobardemente como Pilatos.
Entretanto, uns artistas da bola continuarão na blogosfera a fazer humor com o sofrimento de inocentes. Percebem porque não queria escrever sobre isto?

Percebo perfeitamente, Carlos.
Pois fez bem em escrever, porque demonstra que tamanho sofrimento não lhe passa ao lado, como está a passar por muita gente nomeadamente a ONU e a UE.
O João Carvalho roubou-me o comentário. Mas posso sempre acrescentar, eu diria mais, se o percebo.
Dupond e Dupont?
Também em relação a este assunto me reconheço no que diz, Carlos.
sem dúvida Caro Carlos .. obrigada pelo desabafo.
As vítimas civis devem sempre ser choradas e lamentadas e – se possível – evitadas. Mas não pode esquecer-se que o Hamas se esconde entre elas, se refugia em escolas, usa ambulâncias e utiliza crianças e mulheres como verdadeiros escudos humanos.
Um abraço,
a.
Por isso mesmo, é que, quanto a mim, são bem mais condenáveis e execráveis os actos da ‘facção’ islamita…
Se os mesmos civis, crianças, mulheres e idosos pactuam e protegem quem os ‘usa’, então o argumento que a maioria utiliza contra Israel cai, totalmente, por terra!
Que comentem também o apoio da Líbia ao Hamas, instigando o seu povo contra os judeus…alegando que os mesmos devem ser exterminados da face da Terra!
Puro discurso demagogo ‘olhar’, apenas, para um dos lados do conflito…
Não sei se ajuda mas sobre esse assunto arrumo as minhas ideias assim: http://vilaforte.blogs.sapo.pt/60017.ht ml