É suposto ficarmos gratos


Paulo Sousa,

Ontem começaram a ser entregues os famosos 125€ de apoio extraordinário às famílias. O processamento está em curso e irá decorrer durante alguns dias.

Se olharmos com atenção a transferência não foi de 125€, mas sim de 525€. A primeira tranche de 400€ foi entregue à TAP e apenas os restantes 125€ ao contribuinte.

É suposto ficarmos gratos e, num impulso, não irmos a correr gastar tudo em combustível. Quem o fizer, entrega de volta ao estado cerca de 60% do valor da compra na forma de impostos, ou seja cerca de 75€.

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10 comentários em “É suposto ficarmos gratos”

  1. Realmente é preciso ter lata, ficar contente por receber uma mixaria de 125€, se tivéssemos de pagar um imposto especial por conta, isso é que era um delírio, ou ficar sem o 13° mês agora na altura do Natal, oh maravilha!
    A malta sabe lá o que é que é andar descalço para comprar petróleo. Barriga cheia é o que é.

    1. E a ajudar os bancosinhos por causa da malvada sistémica, que era um gosto de ver toda a gente em fila a entregar o que fosse para o sr. salgado não passar fome.

    2. Como se diz na minha terra, “apaga a luz e deita-te”. Enfim não queiras abrir os olhos que não é preciso ou então (como qualquer bom capacho do habilidoso) até os tens bem abertos e andas a comer do belo às custas do Zé pagode que trabalha. Enfim um gajo é roubado diariamente por esta gente no maior saque fiscal de que há memória e muito ainda graças à bancarrota do sr Sócrates e ainda tem que levar com estas lições de moral de quinta categoria. Se tivessem vergonha na cara estavam mas era caladinhos e já se tinham enfiado todos num buraquinho bem fundo.

      1. A cassete da bancarrota do Sócrates já vai ficando riscada e vai-se ouvindo com as troicadas do Passos com música chinesa da EDP na Feira de Carcavelos.

        1. Quando não se é capaz de dizer taxativamente que o Sócrates não foi responsável pela bancarrota nem pela vinda da troika ou que ao dia de hoje o Costa não promove o maior saque fiscal de sempre, lá se vem com a lenga-lenga do Passos e com piadas de chineses. Repare que o post nem sequer fala do Passos mas sim dos 125 euros mas você e o outro sujeito, talvez por avença ou simplesmente por clubite partidária, vem logo a correr desviar a conversa para os anos do chamado governo da troika. Depois vamos admitir que a ação desse governo em nada foi condicionada pela bancarrota e contratualização do empréstimo da troika pelo PS, por pior que Passos tivesse sido, acha que por causa disso agora temos de comer com tudo o que o Costa faz e quizer fazer e ficar caladinhos ou pior ainda agradecer-lhe por piores que sejam as suas ações governativas? É como se um criminoso que fosse a tribunal ser julgado por violação fosse ilibado e aplaudido de pé porque algures no passado foi lá outro que, para além de violar matou a mulher no final. Poupe-me!

    1. Até pode estar certo mas olhe que (não estou a dizer que é o seu caso), não se devia “sovar” quem ganha bem mas sim criticar quem é responsável pelos baixos salários praticados neste país a começar pelos governos vergonhosos que temos tido nas últimas décadas e que têm feito de tudo para garantir que a produtividade do país é péssima e que a atractividade para investidores externos, já que os internos não têm grandes capitais para alavancar a nossa economia é terrível pela via duma burocracia monstruosa, de leis fiscais (e não só) que mudam ao sabor dos interesses políticos, duma carga fiscal cada vez mais proibitiva, de chefes de governo que querem obrigar os empresários a fazer de SS quando é o estado que recebe o pilim para a SS (no caso dos senhorios é gritante), de um infindável número de lobbies que bloqueiam quaisquer tipo de reformas, duma justiça propositadamente lenta, dum PR e TC que só vetam atropelos da constituição quando lhes interessa pessoalmente, etc, etc. Enquanto toda esta palhaçada continuar esqueça, os ordenados dos tugas continuarão a ser uma miséria porque tudo isto é inimigo visceral da produtividade e eficiência que são os fatores que poderiam realmente levar a aumentos sustentados e coletivos dos ordenados dos portugueses. Aumentos por decreto do governo são apenas propaganda para ir entetendo o Zé povinho e se fazer de conta que se preocupam com ele.

      1. Nesse texto gigantesco culpou o governo pelos baixos salários (e em parte é verdade pois é o governo quem determina os salários da função pública) mas não mencionou os patrões do sector privado, que são livres de aumentar salários sem pedir licença ao Estado.
        Mencionou ainda os senhorios, mas se ser senhorio é tão mau porque não vendem as propriedades? E, ao preço a que as casas estão, ficavam com a conta bancária bem recheada.
        Dito isso, também não tenho nada contra quem ganha mais de 2700€/mês (infelizmente não é o meu caso).

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