A noite dos resultados eleitorais suscitou uma série de queixas por parte de variadíssimos candidatos que culminou uma campanha que já tinha originado queixas idênticas e que, por sua vez, repisavam queixas já ouvidas à exaustão nas eleições anteriores. Resumem-se a isto: a comunicação social (as televisões em especial) não lhes deram a cobertura que acham que lhes era devida.
Esta queixa partiu da maioria dos partidos, não só dos pequenos (o que pode entender-se), mas também dos maiores (o que já tem que se lhe diga). Dou dois exemplos retirados das autárquicas após os resultados: Luís Filipe Menezes, social-democrata e vencedor, e Ana Gomes, socialista e derrotada. Esta referiu mesmo que a derrota foi por não ter contado com os media nacionais para chegar aos sintrenses.
A gente sabe dos defeitos e das fraquezas do jornalismo de sempre e reconhece que uns e outras têm vindo a agravar-se e a sofrer desvios pouco recomendáveis. Porém, era suposto que as campanhas eleitorais fossem dirigidas aos eleitores. Mesmo que tenham sido mal planeadas (e há sempre disso), é só o que faz sentido. Por muito jeito que dê a imprensa, sem comprar espaço publicitário nada pode estar garantido.
Pode ser que eu esteja enganado. Nesse caso, todas as iniciativas de campanha foram mal pensadas e os queixosos só podem queixar-se deles mesmos e dos seus conselheiros. Portanto, agora já sabem: para a próxima, poupam no custo do folclore, escolhem os media que mais lhes convém e passam a fazer uns espectáculos à porta deles. E bastam as esferográficas, porque de enfiar bonés parece que já estão fartos.


A relação descartável entre…
I Parte
Como fraldas descartáveis
assim é a política nacional,
com desculpas lamentáveis
de elevador odor irracional.
Por razões semelhantes
a mudança é fundamental,
com posturas humilhantes
da verborreia regimental.
II Parte
A política “tabernizada”
e em estado miniatural,
tanta prosápia arrasada
pelo desarranjo cultural.
O serviço à comunidade
muitas vezes capcioso,
pois grassa a impunidade
do compadrio faccioso.
A relação descartável entre… (correcção)
I Parte
Como fraldas descartáveis
assim é a política nacional,
com desculpas lamentáveis
de elevado odor irracional.
Por razões semelhantes
a mudança é fundamental,
com posturas humilhantes
da verborreia regimental.
II Parte
A política “tabernizada”
e em estado miniatural,
tanta prosápia arrasada
pelo desarranjo cultural.
O serviço à comunidade
muitas vezes capcioso,
pois grassa a impunidade
do compadrio faccioso.
Impunidade? Compadrio? Não conheço. Hehe…