…as mãos de satisfação, na campanha eleitoral do PSD há alguém que não está a ver bem o filme. Não encontro outra explicação racional, bem entendido.
Enquanto no PS se esfrega…
Paulo Gorjão,
…as mãos de satisfação, na campanha eleitoral do PSD há alguém que não está a ver bem o filme. Não encontro outra explicação racional, bem entendido.
Obviamente, a (falsa) questão de Espanha só distrai as atenções dos problemas reais do País, onde há dois milhões de pobres e mais de meio milhão de desempregos – um país que tem hoje mais assimetrias sociais que do que tinha há quatro anos e meio. Estranhamente, estes temas estão quase ausentes da campanha graças ao principal partido da oposição, que prefere ir falando de outras coisas.
Estou como tu: não percebo nada desta estratégia. Será que resulta? Tenho as mais sérias dúvidas, apesar do fortíssimo índice de rejeição de Sócrates.
Isto parece-me tão óbvio que até me custa a perceber que haja quem não o perceba. (Eu, por acaso, até acho que a questão do TGV/Espanha foi mais uma gaffe na entrevista e que o que se seguiu foi uma tentativa de limitação de danos. Com os custos que teve de desfocar a agenda.)
Cheira-me a estratégia de Pacheco Pereira.
A mim cheira-me que não há uma única proposta credível.
Por mais que tente perceber a lógica da coisa, não consigo vislumbrar. Talvez o Paulo tenha razão: provavelmente foi mais uma gafe. Outra para a colecção.
A este ritmo (hoje foi o projecto PIN) dia 27 entra para o Guiness.