
Um dos problemas morais do envelhecimento é este temor do optimismo – mitigado que seja, mesmo se apenas alívio – ou da ainda pior esperança, que nos parecem mera alienação, até senil… Sinto isso neste dia soalheiro, diante do Vale de Barris, lembrando a angústia descoroçoada há meses, quando ardeu. E vendo-o agora, verdejante.

A natureza vai cumprindo as suas leis; a renovação é uma delas. Ainda bem que existe.
Pois, após os fogos as pessoas só vêem destruição, mas o facto é que a natureza recupera rapidamente depois deles.
Rapidamente, é como quem diz…
Deus (ou o acaso) dê saúdinha ao jpt para daqui a cinco-sete anos voltar a passar pelo mesmo.
Enfim, se tiver que ser assim que o seja, digo eu, egoísta…
Texto intrincado e refinado. E muito belo.
Mas se existe uma ética da paisagem (existe entre os germânicos e os ingleses colectivamente, mas tragicamente não existe entre nós a não ser em casos individuais) era suposto não termos a necessidade de pensar diante de uma paisagem extraordinária 😉
Curiosamente, amanhã vou a Palmela.
Votos que passe um bom dia na bela vila, tão perto deste meu nenhures…