O prof. Marcelo Rebelo de Sousa, que já hoje aqui foi citado, depois de ter andado durante uns tempos desaparecido em combate, resolveu voltar à carga com a sua análise tão objectiva quanto desviada a preceito quando o assunto não lhe convém. Ontem mesmo veio criticar ao de leve o Presidente da República a propósito do delirante caso das escutas a Belém. Quando confrontado com o tema primeiro hesitou, mas logo depois, tomando de novo balanço, perante a evidência, veio apontar o dedo a um certo assessor, afirmando que este precisava de um "puxão de orelhas". O problema é que o assessor fez aquilo para que foi contratado pela Casa Civil do Presidente da República. Falar com jornais e jornalistas e fazer recortes é a sua função. Por isso é que está na assessoria de imprensa e não na cozinha do palácio. Teve foi o azar de ser apanhado em flagrante, a dizer e a fazer mais do que aquilo que o bom senso e a lisura de procedimentos de uma Casa Civil recomendariam. Por isso mesmo, se há alguém a precisar, para usar a infeliz expressão do prof. Marcelo, de um "puxão de orelhas" é o Sr. Presidente da República, que é quem lá mete e protege, pelo menos até depois das eleições, assessores que não estão à altura das funções que desempenham. Talvez que a melhor forma dos portugueses darem esse "puxão de orelhas" seja já no dia 27 de Setembro, desfazendo o equívoco do prof. Marcelo e mandando o "recado" sob a forma de uma "reprimenda" à dr.ª Manuela Ferreira Leite. Não o podendo fazer directamente, estou certo de que esse gesto não passaria despercebido ao Presidente da República. Em especial agora que o prof. Cavaco Silva já tem tempo para ler jornais e pode mais facilmente avaliar o trabalho dos seus assessores na hora de analisar as condições para uma recandidatura.

A questão é que o tal assessor não se equivocou, não cumpriu com menor diligência as suas funções…
Terá, muito pelo contrário, dado integral e pontual cumprimento à instrução de que fora directo destinatário, assim mais não tendo sido que um mero porta-voz ou núncio de S. Ex.ª o Sr. Presidente da República…
A única forma deste gravíssimo assunto ser tratado com um mínimo de decência para a dignidade do Estado é o assessor ser liminarmente dispensado de funções. É elementar, qualquer pessoa de bem percebe isso. Por mim que tenho uma mente capciosa, deu-me para não acreditar que o mandatário tenha actuado sem a cumplicidade do mandante. Mas isto sou que, que sou muuuuuito tortuosa.
Bem, acabei de ver a nótícia no Sapo … era o mínimo…!
Assessor já era. E agora Sr. Presidente?
O Sr. Silva já tinha que ter corrido com o assessor antes desta semana.
O assessor é a assessor de Cavaco desde 1985.
Se o assessor faz coisas em nome de Cavaco fá-lo à muito tempo – nesse caso o Sr. Silva é uma marioneta “loira” (o que não destoa do caso BPN).
Portanto em qualquer dos casos e para quaisquer cenário que consigo imaginar o Sr. Silva está no cargo errado, deve sair. Ou então a justificação para estes actos, cujo alvo parece ser a eleição de MFL, tem que ser algo muito mirabolante – já sou todo ouvidos para essa justificação à muito tempo. Na falta dela, demita-se.
Estas suspeitas levantadas sobre Sócrates parecem ser a base que sustenta a teoria da asfixia democrática e essa manipulação de uma eleição é inaceitável.
O Sr. Silva fez o que não devia e não fez aquilo que o cargo obriga.
Mau mau, mas porque diabo há-de ser uma marioneta “loira”, ? a mim parece-me uma songa monga bem morena …..:)))
sory
Já agora – “bonifrate” moreno – léxico português, género e tez apropriada….:))
Boa Maria :)))
“Estas suspeitas levantadas sobre Sócrates parecem ser a base que sustenta a teoria da asfixia democrática (…)”
Quer ver que foi também um acessor de Cavaco quem processou jornalistas e bloggers em nome de Sócrates?
Quer ver que foi também um acessor de Cavaco quem, em vez de Sócrates, criticou numa entrevista em directo jornais e introduziu no léxico popular o chavão “jornalismo travestido”?
Quer ver que foi também um acessor de Cavaco quem disse, na A.R., que não sabia de nada sobre o interesse da PT na TVI e, depois, veio-se a descobrir que sabia desde o início do ano?
Etc, etc.
A brincar, a brincar, este assessor de Cavaco (em nome do próprio ou não) fez um favor a Sócrates: o pessoal vai-se esquecer de tudo o resto.
Criticar adversários políticos na CS, com transparência, é legitimo.
A ligação entre as suspeições levantadas e a teoria da asfixia é óbvia e agora se percebe de que púcara MFL a foi tirar.
Esse mesmo assessor já havia sido demitido pelo Sr. Silva em 93, por uma anedota de mau gosto. FL é assessor desde 1985. Cavaco já devia ter investigado e demitido o assessor em Agosto, agora é apenas para varrer para debaixo do tapete.
Este ano Pinho demitiu-se por uns corninhos. Antes, Vitorino demitiu-se pela sisa. Coelho pela ponte de entre-os-rios.
Manipulação de eleições a partir de Belém é muito grave.
Obviamente demita-se.
Penso que foi um tal ministro chamado Borrego (Carlos?) e não este Lima quem caiu por causa da anedota.
De qualquer modo, mantenho a minha posição: não são “estas suspeitas” que estão na base da teoria. Na verdade, o termo “asfixia democrática” já vem de longe, não é do Verão do ano passado – e muito menos de Agosto último, quando esta notícia saiu pela primeira vez no Público.
O que é acessor?
Será um assessor com acesso?
Esta agora… será que estou com senilidade precoce? De há uns tempos a esta parte, ando a insistir no C. E o que é mais absurdo é que até escrevi uma vez bem no final do texto.
Já tenho TPC para esta noite: escrever 100 vezes “assessor”.
A correcção é bem vinda. Obrigado.
“à muito tempo”
V. continua a ter um conflito insanável com a gramática – e, no entanto, insiste. Parabéns!
Hoje, aqui no Porto, uns amigos apoiantes de Cavaco e do PSD ( não deste, do verdadeiro, porque neste eles não votam…) diziam-me consternados:
-Como é que uma pessoa como Marcelo RS se presta a fazer estes papéis?
Está tudo dito, não está?