Teria sido preferível que, em vez de ter sido empurrado borda fora pela inevitabilidade dos acontecimentos, Dias Loureiro tivesse sido há mais tempo aconselhado por Cavaco a abandonar o barco. Isto, sim, teria sido um verdadeiro “conselho de Estado”, quanto mais não fosse, por vir, precisamente, da sua primeira figura. E nada disto teria sido, em minha opinião, “embaraçante”.
“Certamente por acaso e só por acaso todos aqueles senhores são figuras gradas do PSD. Estamos à espera que o PSD se prenuncie sobre a roubalheira do BPN”
Nunca pensei que Vital Moreira descesse tão baixo. É o desespero de um candidato à beira de ser derrotado? Ou é apenas o real Vital, homem sem educação, um pé-rapado que se tornou prof. doutor respeitado, e assim conseguiu disfarçar o que realmente era?
E porque não diz Vital o mesmo, sobre a “roubalheira” no Freeport? e sobre o “escândalo” no Casa Pia?
Embaraçante? Estes socialistas são uns “cromos” de se lhes tirar o chapéu senão vejamos: – Dias Loureiro alegadamente é suspeito no caso BPN, devia demitir-se o que aconteceu. – José Sócrates alegadamente é suspeito em vários casos, temos que lhe dar a presunção de inocência. Realmente há algo que eu não entendo ou seja um país dois sistemas. Vital Moreira insinuar que o PSD está por detrás do caso BPN (roubalheira) é a mesma coisa que eu insinuar para não se esquecerem do que aconteceu em Macau e o que fizeram por lá (socialistas). Coitados andam muito nervosos porque será?
Conforme consta de vários dicionários, nomeadamente do de referência em Portugal (o da Academia das Ciências de Lisboa, editado pela Verbo, pág. 1355, 1º vol.), diz-se “embaraçante” para significar: “1. Que causa constrangimento, perturba ou intimida; que embaraça (…). 2. Que traz dificuldades; que incomoda por não ser fácil de resolver; que embaraça.”
Estou-me nas tintas para o Dicionário da Academia e para o Prof. Castleiro. Apesar de politicamente aprovado, como o acordo ortográfico, tem inúmeras entradas embaraçosas, D. Amélia.
Sr. João, Lamento contrariá-lo, mas não se trata de um neologismo decorrente de conveniências políticas. Acredito firmemente na causa da defesa da língua portuguesa. Por isso, quando disse “vários dicionários”, falei com conhecimento de causa. Podia certamente citar mais, mas também encontra acolhimento para a palavra “embaraçante”, no sentido utilizado por António Costa, no Grande Dicionário da Língua Portuguesa coordenado por José Pedro Machado (se por acaso não souber de quem estou a falar, peço-lhe encarecidamente que reserve para mim qualquer comentário desdenhoso), com a chancela da Sociedade de Língua Portuguesa, edição Amigos do Livro (são 13 volumes, incluindo actualização). Estendendo o braço, também encontrei o termo “embaraçante” com o sentido mencionado num mais do que despretensioso dicionário da Porto Editora. Já agora, também pode verificar que tenho razão, se por acaso comprou as dezenas de volumes da responsabilidade do Departamento de Enciclopédias e Dicionários da Editorial Verbo vendidas pelo jornal Público. Nesta edição, que cito apenas apenas em abono da presunção de imunidade a pressões políticas, a página 3026 do sétimo volume dá tiro e queda.
… num mundo ideal, povoado por pessoas intelectualmente honestas, depois deste último comentário, seria agora a ocasião para que o autor do poste fosse fazer a verificação ao Dicionário da Academia das Ciências e chegasse às suas conclusões:
a) Que Amélia Vicente inventou fraudulentamente uma entrada na página 1355 daquela obra
b) Que João Carvalho precisa de comprar novos dicionários de consulta, mais actualizados
No primeiro caso impor-se-ia uma severa censura à comentadora, no segundo uma embaraçada admissão do engano do autor do poste.
Havia duas maneiras do autor deste poste sair desta situação embaraçosa: uma digna e uma outra qualquer.
Livremente escolheu uma das segundas e repudiar teatralmente um tal de Castleiro (não será antes Casteleiro?) e invocar um tal de acordo ortográfico que não tem relação rigorosamente nenhuma com a aceitabilidade do vocábulo “embaraçante”.
Pretendeu ter uma autoridade própria quanto ao vocabulário do Português… Quanto a isso, estamos esclarecidos…
É como se empinasse o nariz para nos fazer esquecer as suas calças descosidas no cós, exibindo as “cuecas floridas da sua ignorância”…
Ó A., você é engraçado. Pensei não voltar a este ‘post’, mas é irresistível. Pelo seguinte: 1. Casteleiro foi gralha minha; 2. Na sua primeira linha, não é «duas maneiras do autor sair», mas sim “duas maneiras de o autor sair”; 3. Onde escreve «aceitabilidade», deve escrever “aceitação”. Até outro dia.
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Estoy embaraçado!
Em espanhol, é com z: embarazado.
🙂
Para ele, pelo menos, nem “embaraçante”, nem embaraçoso e nada embaraçado, seguramente. A este rapaz, não há conselho nem estado que o embarace.
Teria sido preferível que, em vez de ter sido empurrado borda fora pela inevitabilidade dos acontecimentos, Dias Loureiro tivesse sido há mais tempo aconselhado por Cavaco a abandonar o barco.
Isto, sim, teria sido um verdadeiro “conselho de Estado”, quanto mais não fosse, por vir, precisamente, da sua primeira figura.
E nada disto teria sido, em minha opinião, “embaraçante”.
ele queri dizer que servia para fazer baraços, suponho.
Vital Moreira associa PSD à “roubalheira” do BPN
“Certamente por acaso e só por acaso todos aqueles senhores são figuras gradas do PSD. Estamos à espera que o PSD se prenuncie sobre a roubalheira do BPN”
Nunca pensei que Vital Moreira descesse tão baixo. É o desespero de um candidato à beira de ser derrotado? Ou é apenas o real Vital, homem sem educação, um pé-rapado que se tornou prof. doutor respeitado, e assim conseguiu disfarçar o que realmente era?
E porque não diz Vital o mesmo, sobre a “roubalheira” no Freeport? e sobre o “escândalo” no Casa Pia?
Não sei qual é o espanto. Esperavam melhor dele? Eu não.
Pois eu esperava: é filho de escritor.
João:
Embaraçante? Estes socialistas são uns “cromos” de se lhes tirar o chapéu senão vejamos:
– Dias Loureiro alegadamente é suspeito no caso BPN, devia demitir-se o que aconteceu.
– José Sócrates alegadamente é suspeito em vários casos, temos que lhe dar a presunção de inocência.
Realmente há algo que eu não entendo ou seja um país dois sistemas.
Vital Moreira insinuar que o PSD está por detrás do caso BPN (roubalheira) é a mesma coisa que eu insinuar para não se esquecerem do que aconteceu em Macau e o que fizeram por lá (socialistas).
Coitados andam muito nervosos porque será?
Claro que devia ter dito ‘embaraçosa’.
Ora nem mais.
🙂
Conforme consta de vários dicionários, nomeadamente do de referência em Portugal (o da Academia das Ciências de Lisboa, editado pela Verbo, pág. 1355, 1º vol.), diz-se “embaraçante” para significar: “1. Que causa constrangimento, perturba ou intimida; que embaraça (…). 2. Que traz dificuldades; que incomoda por não ser fácil de resolver; que embaraça.”
Estou-me nas tintas para o Dicionário da Academia e para o Prof. Castleiro. Apesar de politicamente aprovado, como o acordo ortográfico, tem inúmeras entradas embaraçosas, D. Amélia.
Sr. João,
Lamento contrariá-lo, mas não se trata de um neologismo decorrente de conveniências políticas. Acredito firmemente na causa da defesa da língua portuguesa. Por isso, quando disse “vários dicionários”, falei com conhecimento de causa. Podia certamente citar mais, mas também encontra acolhimento para a palavra “embaraçante”, no sentido utilizado por António Costa, no Grande Dicionário da Língua Portuguesa coordenado por José Pedro Machado (se por acaso não souber de quem estou a falar, peço-lhe encarecidamente que reserve para mim qualquer comentário desdenhoso), com a chancela da Sociedade de Língua Portuguesa, edição Amigos do Livro (são 13 volumes, incluindo actualização). Estendendo o braço, também encontrei o termo “embaraçante” com o sentido mencionado num mais do que despretensioso dicionário da Porto Editora. Já agora, também pode verificar que tenho razão, se por acaso comprou as dezenas de volumes da responsabilidade do Departamento de Enciclopédias e Dicionários da Editorial Verbo vendidas pelo jornal Público. Nesta edição, que cito apenas apenas em abono da presunção de imunidade a pressões políticas, a página 3026 do sétimo volume dá tiro e queda.
… num mundo ideal, povoado por pessoas intelectualmente honestas, depois deste último comentário, seria agora a ocasião para que o autor do poste fosse fazer a verificação ao Dicionário da Academia das Ciências e chegasse às suas conclusões:
a) Que Amélia Vicente inventou fraudulentamente uma entrada na página 1355 daquela obra
b) Que João Carvalho precisa de comprar novos dicionários de consulta, mais actualizados
No primeiro caso impor-se-ia uma severa censura à comentadora, no segundo uma embaraçada admissão do engano do autor do poste.
V. acima. Tenho dito.
Havia duas maneiras do autor deste poste sair desta situação embaraçosa: uma digna e uma outra qualquer.
Livremente escolheu uma das segundas e repudiar teatralmente um tal de Castleiro (não será antes Casteleiro?) e invocar um tal de acordo ortográfico que não tem relação rigorosamente nenhuma com a aceitabilidade do vocábulo “embaraçante”.
Pretendeu ter uma autoridade própria quanto ao vocabulário do Português… Quanto a isso, estamos esclarecidos…
É como se empinasse o nariz para nos fazer esquecer as suas calças descosidas no cós, exibindo as “cuecas floridas da sua ignorância”…
Ó A., você é engraçado. Pensei não voltar a este ‘post’, mas é irresistível. Pelo seguinte:
1. Casteleiro foi gralha minha;
2. Na sua primeira linha, não é «duas maneiras do autor sair», mas sim “duas maneiras de o autor sair”;
3. Onde escreve «aceitabilidade», deve escrever “aceitação”.
Até outro dia.