Numa escola de Barcelos, há 17 alunos de etnia cigana com aulas separadas dos restantes colegas. PSD, PCP e BE querem ver a ministra da Educação na Assembleia da República, para explicar esta atitude de discriminação racial.
Aqui para nós, se é de preconceito racial que se trata, a verdade é que a própria escola se chama Lagoa Negra. Afinal, uma lagoa é sempre uma lagoa. Ou não?

comentei ontem esta notícia no Risco .. e mais uma vez, João, pergunto-me: que exemplo estamos a passar?
(desta triste gente)
Com efeito…
A discriminação de pessoas, seja por etnia, raça, religião ou qualquer outra coisa, é abominável!
Que aprendem as nossas crianças a ver outras crianças serem ‘postas de parte’, só porque têm usos e costumes diferentes?
Igualdade… fraternidade… lindas e ocas palavras!!!
E o mais triste é o exemplo vir ‘de cima’…
Pode até ser por motivos sérios de aproveitamento. Mas não me parece que o exemplo seja bom. Quanto a vir de cima… na verdade vem lá de cima… de Barcelos!…
Na minha escola primária, numa pequena aldeia, havia duas alunas com deficiência mental; eram ajudadas por todas. Não havia discriminação.
Nós, as ‘inteligentes’, fazíamos ‘ponto de honra’ ensinar-lhes o rudimentar. Era como uma missão.
Uma delas, a Júlia, já faleceu. A Aurora ainda me conhece e faz uma festa quando me vê.
Ora aí está. Chama-se a isso solidariedade e faz parte da socialização. São valores, portanto, a incutir desde pequeno.
Não sei qual o drama de separarem os ciganos dos outros alunos. Não é verdade que os ciganos têm uma forma de ser e de estar completamente diferente?
Sempre marginais…aliás, é quase certo que os ciganos vão à escola apenas para poderem beneficiar de um qualquer subsídio estatal!
Portanto, quer dizer que devemos estimular as diferenças que dificultam a integração? Pois eu acho que quanto mais forem à escola menos subsídios precisarão de receber.
Ao ver o Jornal da TVI, numa entrevista a ciganos, confirmei que os “lelos ” só vão à escola porque, de modo contrário, perdem o Rendimento Social de Inserção. E querem que os ciganitos, que andam na escola com outro objectivo que não o de aprender, fiquem agora com os restantes alunos que estão lá de facto para aprender (ou para tentar)?
O José Lelo também?
Caro João Carvalho:
Segundo diz a “famosa” directora da DREN é “descriminação positiva”, eu já ouvi chamar muitos nomes a esta nova fórmula de descriminar minorias mas positiva?
Realmente em Outubro temos de fazer no boletim de voto “descriminação negativa” ao PS é pena não podermos meter esta “gentinha iluminada” no contentor, mas isto sou eu a pensar alto…
Um abraço João.
Vamos então pensando por aqui, porque eles “nem as pensam”.
Abraço, Carlos.
Li algures que a inenarrável Margarida Moreira (DREN)terá dito que se tratava de discriminação positiva. Lembrei-me logo de uma peça do Telejornal de ontem, onde miúdos discutiam, à porta da AR a cor de Raina. Um perguntava com ar quase enojado: Então é preta?
Outro respondia exaltado: E que mal tem isso?
Bem visto. Também reparei nisso.
Peço desculpa, só mais uma coisinha…
O ‘appartheid’ chegou a Portugal?
Para ir estudar, na África do Sul, tive de ir a uma ‘inspecção’ para poder frequentar a Escola.
Por acaso, sou branquinha de cabelos claros, se fosse ‘escurinha’ não tinha oportunidades!
Até podia ser uma pessoa melhor, mais bem formada, mas…
Pois…
A verdade é que não existe integração possível dos ciganos na sociedade portuguesa. O que existe são concessões do Estado (subsídios, “tapar” os olhos a distúrbios criminais, dar casas a baixo custo, etc).
Pode custar a muita gente, como as deste blog, mas o mito do multi culturalismo em Portugal está a cair e morto. E não é apenas entre o branco “capitalista, colonialista, racista, xenófobo”, não, é também entre Africanos vs Ciganos. Isto mostra que o problema é muito maior que a simples “integração”.
Em África dizem que países como o Quénia são impossíveis de controlar, devido ás centenas de etnias diferentes… Não é isso que estamos a criar na sociedade portuguesa a longo prazo? Pensem nos vossos filhos e descendentes. Porque o racismo é fenómeno transversal a todas as raças e culturas deste planeta, e se para muitos as coisas estão mal com o “branco tradicional português” no poder, pensem o que será quando a maioria for outra etnia. Pode ser bastante pior.
Pode ser. Também pode ser que a gente sinta obrigação de tentar que não seja.
Moçambique é um país africano na via do mundo civilizado. A Jordânia é um país muçulmano integrado no mundo civilizado. Só para dar dois exemplos.
Um nojo, João.
Assim parece, Leonor.
Muito, muito triste ver que a crise desperta o pior nos portugueses. Provavelmente já seria assim, mas agora parece-me mais visível. De repente, todas as pessoas que recebam subsídios e não sejam “lusitanos de gema” são culpados pelo mal da nação. Dejá vu? Não deu bom resultado na Alemanha… O medo e a ignorância de mãos dadas sempre foram uma mistura explosiva.
Pode parecer um cliché horroroso, mas não me canso de citar o Gandhi: “Supreender-te-ás ao descobrir que no mundo há um lugar para todos.”
Peace!
Muito bem observado, Helena.
Sarava!
O problema é que esta situação denunciada é uma entre tantas e tantas discriminações raciais que existem ainda no nosso país.
As minorias étnicas e raciais não têm os mesmos direitos e oportunidades dos dominantes… E estamos nós numa sociedade global….
beijocas
E as “guerras” entre as próprias minorias étnicas, como o que aconteceu na Quinta da Fonte ou Bairro da Liberdade? Aí não existe o factor “dominante” e a “guerra racial” continua…
Vou dizer o que a dona de um café na Quinta da Fonte, uma africana, disse acerca dos ciganos, os quais não deixa entrar no seu café: “Não é por um porco nascer numa capoeira, que fica uma galinha.” A mesma retórica que a extrema-direita usa. A diferença é que quem disse não é o “neo-nazi” normal. Quem quiser, basta procurar no sapo vídeos o histórico de entrevistas da SIC.
É a vida.
A discriminação é evidente
neste episódio deplorável,
esta política estridente
reflecte um “socialismo” miserável!
Fechados num contentor
pelos cadeados da incoerência,
este “socialismo” é redutor,
vivendo de muita aparência!
O mexilhão de crachá ao peito
contra a educação “socialista”,
justíssimo é o desrespeito
para com uma política miserabilista!
Senti o cheiro a maresia.
São todos muito tolerantes, enquanto cidadãos e contribuintes! Bem haja…
Melhor do que nada. Vai-se indo devagarinho…