Estamos no Mundial!


Paulo Sousa,

fprugby.jpg

Hoje, a Selecção Nacional de Rugby apurou-se para o Campeonato do Mundo, que será disputado no próximo ano em França.

Foi com um empate a 16 pontos com os EUA, num jogo disputado no Dubai, que os Lobos conseguiram assim pela segunda vez na história chegar à maior prova desta modalidade.

Após a memorável participação no ano de 2007, também em França, em que tivemos de enfrentar os All Blacks, e pelas mãos do Rui Cordeiro, conseguimos marcar o mais lendário ensaio da história do Rugby português, a expectativa de poder regressar ao Mundial ia sendo, de 4 em 4 anos, sempre adiada.

O percurso deste apuramento foi atribulado. O acesso aos três jogos de repescagem só foi possível após o afastamento da Espanha, que foi penalizada por ter incluído na sua equipa um jogador não inscrito. Já na repescagem, tudo correu pelo melhor. Após uma vitória por 42-14 contra Hong-Kong e de outra por uns claríssimos 85-0 contra o Quénia, os Eagles americanos eram a última barreira que faltava até ao apuramento.

A penalidade que nos deu os três pontos finais, e que permitiram o empate, foi convertida por Samuel Marques, já depois do relógio marcar os 80 minutos jogo. Foi mesmo no último instante. Uma maravilha.

Depois dos Jogos Olímpicos e do Mundial de Futebol, o Mundial de Rugby é o terceiro evento com maior números de espectadores. E vai ser nesse palco que os nossos Lobos irão mostrar que são uma equipa jovem, talentosa e que tem valor para ali estar, lado a lado com os melhores do mundo.

Juntamente com o País de Gales, Austrália, Fiji e Geórgia, a nossa Pool será a C, e o calendário será o seguinte:

16 de Setembro – País de Gales – Portugal (Nice)

23 de Setembro – Geórgia – Portugal (Toulouse)

1 de Outubro – Austrália – Portugal (Saint-Étienne)

8 de Outubro – Fiji – Portugal (Toulouse)

Marquemos então na agenda.

 

PS: Aportuguesar a palavra “râguebi” é tão razoável como fazê-lo com “Franqueforte” ou “Alencastre”.

15 comentários em “Estamos no Mundial!”

  1. Bravo! Bem pouco sei de rugby. Sei que não vejo nele – não via, nos jogos do torneio das cinco nações (das seis, agora, parece) da minha adolescência – a verdadeira feira de fitas de prima donnas que é o futebol. Um é de facto um jogo de cavalheiros. O outro é o que se vê.

      1. Ahahahah
        Mas, nos antigos campos pelados os jogos d futebol dos campeonatos distritais também não era jogo para primas donnas.

  2. Bons tempos, em que cheguei a jogar no Estádio Nacional principal com dez pessoas a assistir.
    Com rugby para râguebi não se passou o mesmo com surf, que se manteve surf pronunciando o u como a.
    Grande e leal modalidade desportiva, poderá haver os socos à mistura, mas nunca haverá uma rasteira ao adversário.
    Assisti, ainda no velho Campo das Salésias, por ser relvado, a uma partida entre jogadores do trio de Lisboa B+S+B contra uns marinheiros da esquadra inglesa que perdemos por 84-0.

    1. Também cheguei a jogar um torneio de sevens no Jamor, mas no sintético, no campeonato de equipas emergentes, que é a última divisão.
      A nossa sofisticação era curta mas era compensada pelas habituais nódoas negras, ou hematomas que é mais inclusivo. Trouxe para casa uma valente queimadela por fricção naquele piso esquisito e também as memórias de umas belas placagens a uns ingleses muito rodados que se infiltraram numa equipa de um colégio internacional. Uma tarde bem passada.

  3. Fantástico! (Mas eu aportugueso London e Edinburgh, ainda que não Cardiff ou Dublin, tal como Nova Iorque mas não tanto Uashington e por aí afora. Ou seja, o argumento “purista” não conta mesmo -.e ainda por cima Rugby não é apenas Rugby mas tornou-se rugby. E daí à palavra portuguesa é um passo normal, tal como aquilo do voleibol e etc.)

    1. interessante o aportuguesamento em relação ao aspecto “sonoro” das palavras ligadas a desporto.
      Mas, p.ex. boer (agricultor em neerlandês) aportuguesou-se para bóer quando o “sonoro” é boarr ou até burr em neerlandês e boars em inglês.

  4. Então o jogo foi disputado no Dubai, num país horrível que viola os direitos humanos? E ninguém protesta? Não entendo isto…

  5. Mesmo quem não gostasse de rugby, ‘aquilo é cheira-cus atrás do melão’ diziam, mas tivesse assistido à transmissão tv do França-Nova Zelândia na meia-final do Mundial de 1999 ficava encantado.
    A França venceu por 43-31 o mais espectacular jogo de rugby alguma vez visto.
    Na selecção da Nova Zelândia (Alls Black) jogava o famoso e temível defesa Jonah Lomu. Ele com 1,95 m altura e 108 quilos de peso tinha corpo de avançado, mas sua velocidade de 11 segundos aos 100 metros e com os seus hand off aos adversários era imparável. Infelizmente morreu aos 40 anos de idade por doença.
    Como facto curioso, esta selecção da Nova Zelândia, também conhecida por Alls Black (Todos de Preto) devido à cor do seu equipamento, nem sempre foi assim.
    Na primeira digressão pela Grã Bretanha jogaram de camisola amarela e calção preto e por a equipa ter uma forma estranha de praticamente todos jogarem à mão, como se fossem defesas (linhas atrasadas), passaram a ser chamados de Alls Backs (todos defesas). Com o tempo mudaram, para não haver confusão com a cor da camisola, e passaram a jogar com o equipamento todo de preto e também lhes foram mudando o tratamento para Alls Black (todos de preto).

    1. Para além da cor com que se vestem, os All Blacks são também conhecidos pela sua Haka, a dança tribal que fazem antes de cada jogo.

      PS: E a selecção de Basquetebol Neozelandeza é também conhecida pelos Tall Blacks.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *