É bom que a Europa tenha a inteligência necessária para resolver os problemas de integração dos seus imigrantes: a avaliar por este e por muitos outros estudos sobre demografia europeia, não há incentivos à natalidade que os substituam na importante tarefa de repovoar o velho continente, que cada vez mais merece esse nome. A Europa está em vias de transformar-se num gigantesco lar de idosos, a quem latino-americanos e africanos mudarão fraldas compradas em lojas de chineses.


Não tenho adjectivos para qualificar a visão que nos deixa Ana. Mas pensando que um dos velhos serei eu, o pormenor das fraldas compradas em lojas de chineses deprime-a extraordinariamente. ;-D
Eu sei, Luísa, é terrível. Mas temos de enfrentar o que nos espera, que é isto mesmo. Não acredito na eficácia dos incentivos, a não ser na Europa rica onde o problema é muito menos agudo. Quanto às fraldas, talvez quando chegar a nossa vez a China já produza fraldas com uma estética mais fashion… 😉
Só esqueceu os ucranianos que, segundo a iluminada, chegarão em massa para construir o “TVG”.
Esses são quase europeus também, Maloud. Será que se reproduzem mais do que nós?
Excelente post, muito realista e clarividente.
Obrigada, Luís. Vindo de si, o elogio tem ainda mais valor. Autoriza-me a deitar um foguetezinho… só um?
Faça favor, deite os foguetes todos.
Eu critico sempre. Umas vezes negativamente, outras aplaudo. Se eu não tivesse nada a aplaudir, não viria aqui ler.
Mas convenhamos que esta é uma excepção…
Exelente chamada de atenção para esta realidade que angustia bastante.
:))
É aflitivo, Maria do Sol. E temos de perceber que a guerra contra os imigrantes é também contra nós próprios.
Exactamente Ana.
:))
Ou começam a cortar nos canais de televisão disponíveis, ou é o diabo…
Acho que nem assim lá vamos, João. Os computadores já ocupam grande parte dessa culpa que antes se atribuía às televisões, e cortar com eles também é impossível…
Sem dúvida, Ana… E não deixa de ser irónico esse destino numa sociedade com tão pouca consideração por quem é velho…
Quando há uns anos comecei a dizer que a Europa estava velha na idade e envelhecida mentalmente, chamaram-me catastrofista. Agora talvez seja tarde para a Europa emendar os erros que começou a cometer no final dos anos 80.
Olha Ana, gostei de ler este post. Mas sabes, e até me podem chamar egoísta, é que gostei mais de como o escreveste do que do tema, que não me chama a atenção. Povoamento é um tema com o qual não tenho afinidades e me sinto distante. Sinto que já contribuí com a minha parte e que diz respeito às gerações vindouras. E tenho dúvidas que seja um assunto que se resolva com incentivos. Mas isso são dúvidas minhas. Gostei e pronto. 🙂