Europa de bengala


Ana Vidal,

 

(…) A pesquisa conclui que a tendência a baixos índices de natalidade deverá continuar, como também as diferenças dentro da Europa. Enquanto países do norte e do oeste europeu continuarão com taxas de natalidade relativamente altas, as baixas médias persistirão em nações da Europa central, do sul e do leste – inclusive nos países de língua alemã. E a população continuará a envelhecer. A imigração continuará sendo um importante fator para contrabalançar parcialmente o baixo número de nascimentos.

 

É bom que a Europa tenha a inteligência necessária para resolver os problemas de integração dos seus imigrantes: a avaliar por este e por muitos outros estudos sobre demografia europeia, não há incentivos à natalidade que os substituam na importante tarefa de repovoar o velho continente, que cada vez mais merece esse nome. A Europa está em vias de transformar-se num gigantesco lar de idosos, a quem latino-americanos e africanos mudarão fraldas compradas em lojas de chineses.

 

16 comentários em “Europa de bengala”

  1. Não tenho adjectivos para qualificar a visão que nos deixa Ana. Mas pensando que um dos velhos serei eu, o pormenor das fraldas compradas em lojas de chineses deprime-a extraordinariamente. ;-D

    1. Eu sei, Luísa, é terrível. Mas temos de enfrentar o que nos espera, que é isto mesmo. Não acredito na eficácia dos incentivos, a não ser na Europa rica onde o problema é muito menos agudo. Quanto às fraldas, talvez quando chegar a nossa vez a China já produza fraldas com uma estética mais fashion… 😉

      1. Faça favor, deite os foguetes todos.

        Eu critico sempre. Umas vezes negativamente, outras aplaudo. Se eu não tivesse nada a aplaudir, não viria aqui ler.

    1. Acho que nem assim lá vamos, João. Os computadores já ocupam grande parte dessa culpa que antes se atribuía às televisões, e cortar com eles também é impossível…

  2. Sem dúvida, Ana… E não deixa de ser irónico esse destino numa sociedade com tão pouca consideração por quem é velho…

  3. Quando há uns anos comecei a dizer que a Europa estava velha na idade e envelhecida mentalmente, chamaram-me catastrofista. Agora talvez seja tarde para a Europa emendar os erros que começou a cometer no final dos anos 80.

  4. Olha Ana, gostei de ler este post. Mas sabes, e até me podem chamar egoísta, é que gostei mais de como o escreveste do que do tema, que não me chama a atenção. Povoamento é um tema com o qual não tenho afinidades e me sinto distante. Sinto que já contribuí com a minha parte e que diz respeito às gerações vindouras. E tenho dúvidas que seja um assunto que se resolva com incentivos. Mas isso são dúvidas minhas. Gostei e pronto. 🙂

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