PSD: A ‘VERDADE’ ESCONDIDA
O PSD distribuiu pelo País um cartaz que mostra a presidente do partido anunciando uma "política de verdade". A forma do cartaz é péssima, como o Jorge Assunção já aqui demonstrou. E o conteúdo não é mais feliz. A "política de verdade" quase me soa a eco da inenarrável expressão "verdade desportiva" a que Rui Santos recorre até à náusea nas suas intermináveis prédicas televisivas sobre futebol.
O que é uma "política de verdade"?
Serão as célebres "receitas extraordinárias" que Manuela Ferreira Leite angariou, enquanto ministra das Finanças, para camuflar o défice real das contas públicas? Serão os sucessivos ziguezagues do PSD em matéria europeia, prometendo um referendo com Marques Mendes e rejeitando esse mesmo referendo com Luís Filipe Menezes? Será "política de verdade" um partido reclamar-se social-democrata em Portugal enquanto se integra na família conservadora europeia, filiando-se no PPE? Será "política de verdade" os eleitores desconhecerem ainda quem serão os candidatos do PSD às europeias quando faltam só 54 dias para o escrutínio e todos os outros partidos já tornaram essa informação pública, como se impõe?
Olho com atenção um destes cartazes com o novo mote do partido laranja e o rosto da sua líder e vem-me à memória o que o rei dos cépticos, H. L. Mencken, dizia sobre verdade e erro: "Presumimos que a denúncia de um erro equivale à descoberta da verdade – assumindo que erro e verdade são conceitos antagónicos. Mas o que a experiência nos ensina é que após um erro logo surge outro – e talvez ainda maior do que o primeiro."


Pedro, pela primeira vez, vi ontem o cartaz ao vivo quando passava pelo IC 19.
Tudo nele é exagerado. E posso jurar-lhe que tive a sensação, de que a senhora saltou do placard e se sentou ao meu lado.
Sinistro.
Hehehe…
(Não sei se o Pacheco Pereira vai gostar de ler o seu comentário.)
Oh João, não me diga que o Pacheco também se queria sentar ao meu lado?
Um dos mais infelizes cartazes desde sempre divulgados pelo PSD, Patti. E não têm sido poucos.
Pois meu caro,são muitas interrogações que os próprios Social-democratas,como eu, fazem.Para mal do País.O expoente máximo deste desnorte, é o que se passa em Leiria: http://eleicoes2009.info/autarquicas/el eicoes-em-leiria/
http://eleicoes2009.info/autarquicas/un s-votam-outros-vetam/
Hoje vai ser nomeada candidata a Drª Damasceno.Como só vou tratar do cartão de cidadão em 2012…. votarei em Porto de Mós.Ainda bem.
http://vilaforte.blogs.sapo.pt/144442.h tml
Acha alguém que coloque este PSD na ordem,parece-me que vão ser os eleitores no dia 7 de Junho.
‘Ainda bem’ porquê? ml)…
Em Fevereiro, o Pedro escrevia assim “Em primeiro lugar quero agradecer à Drª Isabel Damasceno ter aceite o nosso convite para escrever este texto no Vila Forte, é uma honra enorme quer como Social Democrata, quer como editor deste blog” (http://vilaforte.blogs.sapo.pt/88810.ht
Caro Francisco,
Escrevi e voltava a escrever.Uma coisa é o respeito pela Drª Isabel Damasceno, pela pessoa e pelo que fez por Leiria, outra é vê-la envolvida,acredito que involuntariamente, nesta guerra do PSD em que o partido sai a perder.Será que gosta deste espetáculo?eu não.A Drª Isabel Damasceno merecia sair de cena pela porta grande, lamento que o partido não deixe.
abraço
agradeço a atenção pelo que escrevo.É uma honra.
As interrogações, caro Pedro, começam por ser feitas por muitos militantes sociais-democratas. É de facto assim.
“acha”???, Haja alguém….
Não achas que foste um bocado… Como dizer?… Abrupto?…
Hoje deu-me para escrever assim, abruptamente.
Excelente análise, Pedro. É sempre bom recordar as verdades, mesmo que “inconvenientes” ( só para alguns, claro!
Obrigado, Carlos. Sobre a campanha para as europeias haverá muito para escrever. Para já, é incompreensível que o PSD continue sem divulgar a lista dos candidatos. E que distribua um cartaz destes por aí enquanto o PS já encheu o País com a imagem do seu candidato. Usando linguagem futebolística, o PSD faz-me lembrar aqueles antigos candidatos ao título que hoje jogam apenas para a Europa – e nem sempre conseguem lá chegar.
Ora aqui está um caso em que o jornalista Pedro Correia deve passar a referir nos seus textos no Diário de Notícias que é do PS (ou será do PPC?)
Ora aqui está um caso em que o «anónimo» nem precisa de se identificar. É o mesmo de sempre.
Eu previ!
Tinhas razão, compadre.
Caro Pedro:
Não concordo de todo com a análise que fazes sobre o tema, mas claro respeito a tua opinião.
O que já não entendo é que sob a capa do anonimato se continue a dar opiniões sejam a favor ou contra ou até insultar.
Pelos vistos, isto só vem provar, o “medo”, que existe neste país, para dar a cara, ou seja é uma questão de nomes começados por “S”.
Abraço, Pedro.
Caro Carlos:
Umas vezes de acordo, outras em desacordo – mas sempre respeitando as ideias dos outros. Só assim haverá verdadeiro debate. E blogosfera sem debate não vale a pena. E blogues sem caixas de comentários também não.
Quanto ao «anónimo», é como o gato escondido: deixa sempre um enorme rabo de fora.
Abraço
O cartaz é péssimo, realmente. Triste, sombrio, cinzentão. Antes o do Avelino Ferreira Torres com os seus heterónimos operários, sempre é divertido…
O cartaz dá vontade de chorar, Ana.
É verdade: dá vontade de chorar! Ahahahahah…
O cartaz é mau. E não foi por falta de tempo.Demorou bastante tempo a sair. Além da pintura, teve muiiiiiitos retoques! Nem assim…
Há alturas em que até os prós estão contra! E como os prós já não abundam…
:))
Este cartaz parece ter sido encomendado… pela oposição à oposição.