TRAPALHADAS SOCIALISTAS
1. O cartaz é do PS. O lapso era grosseiro: estava errada a data de adesão de Portugal à CEE. Culpa do partido? Nada disso: a culpa foi da gráfica.
2. O tempo de antena é do PS. Com base numa iniciativa inqualificável: filmar crianças numa escola pública do ensino básico fazendo-as elogiar o Magalhães para as utilizar sem pré-aviso na propaganda eleitoral. Culpa do partido? Nada disso: a culpa foi da produtora.


Muito oportuno o texto, bem como a fabulosa ilustração.
De facto, de inspiração e comparação inultrapassáveis.
Resta-me a consolação de ser um facto circunscrito … ao Magalhães ou à escola de Castelo de Vide?
Parabéns, Pedro!
Aqui para nós, ando a ganhar alguma alergia ao computador ‘Magalhães’. O que é chato, já que também me chamo Magalhães.
Por lapso, não referi no comentário anterior que todo este processo de desculpabilização tem a ver (ou tem haver??) com contrualizações feitas na interioridade do nosso país, mas é tido por alguns, como pura instrumentalização …
Arrrrre, está difícil absorver tudo isto!!!!
Mas creio que tem muita acessibilidade. Não de acessos, de ser acessível.
Odeio várias dessas palavras.
Eu também, eu tembém, eu também, parafraseando novamente a Clara Ferreira Alves!
Então palavras terminadas em “idade” proliferam agora em qualquer boca que tente dizer alguma coisa de mais ilustrado/i>, complicam palavras tão simples e constantes do nosso dicionário, criando um novo acordo verbal, substituindo várias outras do nosos português.
A acessibilidade a Coimbra melhorou muito …. sete sílabas, substituíram três.
Será uma questão de idade? Ou de suposta superioridade?
Viva a versatilidade!
É. Deixou de haver interior – só «interioridade». E acessos – só «acessibiidades». E direcção – só «direccionalidade». E há a «habitabilidade», a «sustentabilidade», a «inevitabilidade», a «inexequibilidade», a «interdisciplinaridade», a «interculturalidade», a «inintegibilidade», a «empregabilidade», a «facultatividade»…
Quanto mais débil é o pensamento, maior é a pirotecnia vocabular.
O que eu admiro cada vez mais é este PS corajoso. Sempre gostei de dirigentes políticos com coragem para apontar os culpados, tipo não-fui-eu-foi-aquele-menino!
Aqueles que acham que o actual governo tem cultivado a cultura da delação ainda hão-de torcer a orelha. Deve haver uma lista destes desavergonhados algures.
É uma forma de estar na vida pública que define bem quem a cultiva.
São uns queixinhas. Já quando o Sócrates chegou atrasado ao CCB a culpa também não foi dele. Só os fracos e os pobres de espírito não assumem os seus erros.
Aí a «culpa» foi do primeiro-ministro de Cabo Verde, como um assessor solícito logo tratou de “plantar” num jornal. Uma notória descortesia diplomática a somar à descortesia do PM perante os restantes espectadores do CCB.
A culpa é nossa, que os elegemos e lhes demos maioria absoluta…
Belo post, Pedro. E o Mr. Magoo fica a matar aqui! (também podia estar no passado presente)
Pois podia, Ana. Um de nós não tardará a tratar disso.
Um crocodilo a choramingar
com lágrimas tão pesarosas,
deixa qualquer um a navegar
no meio de águas tão porosas!
Com a água suja sacudida
desta forma tão descarada,
conspurca sem medida
esta terra tão descorada!
O mexilhão elegante
preza muito o alinho,
fica completamente ofegante
perante todo este desalinho!
Pedro:
Bem visto.
Falta agora virem os defensores do engº, dizerem de sua justiça aqui no “DO”, e se calhar a responsabilidade ainda é do PSD porque segundo a PIDE (não era isto que queria dizer, já não há…), investigou o dono da produtora é um perigoso militante do PSD de MFL, que fez o filme e não informou os pais dos alunos.
Direi ainda que isto tudo é um Sócratugal a precisar de reparação rápida e urgente.
Uma pergunta. Alguém sabe onde começa o Estado e acaba o PS? Ah é verdade tinham de cumprir a promessa dos 150.000 empregos começamos a ver que afinal esse número já foi ultrapassado tal a confusão que está instalada.
Enfim grandes “iluminados” estes xuxas!
Um excelente dia do trabalhador e bom fim de semana.
Abraço.
Caro Pedro Correia, bingo para o seu post , muito a propósito, cheio de humor, que subscrevo.
Permita-me no entanto um comentário colateral, que nada tem a ver com o post mas com a funalização , (não feita por si) de toda e qualquer trapalhada que acontece ao PS, lá vem a carga de artilharia pesada de comentários para cima do Sócrates. Outro dia li um comentário na blogosfera , que subscrevo por ser exactamente o que se passou comigo e que dizia mais ou menos isto “nunca pensei vir a simpatizar com o Sócrates , não faz o meu género, falta-lhe a substância que aprecio em políticos, mas vocês todos conseguiram o que eu julgava impossível “. Desculpe este desvio de conversa…
Ariel:
Respeito a sua opinião e até concordo com ela, mas também tem de perceber que por vezes é humanamente impossivel ler e não responder a certos posts que aqui são colocados em que a verdade não é dita na totalidade ou se omite certos factos temporais importantes. Não tenho nenhum prazer em “malhar” no sr Sócrates ou no PS, cada um responde pelos seua actos ou escritos não podemos ou não devemos é ser mais “papistas que o papa”.
Carlos Dias Ferreira, como sabe a verdade tem muitas faces, e nós, todos nós temos tendência a considerar que só a nossa verdade é verdadeira. à conta disso, muitas guerras, muito sangue e muitas lágrimas se têm vertido por esse mundo fora. Eu que não espero nada da política, senão que não estraguem muito o que de pouco se vai fazendo, estou cansada, muito cansada desta permamente guerrilha que nos empobrece, se é que é possível ainda empobrecermos mais. Porque quando o debate entra na guerrilha, nada de essencial se discute, e até parece que é isso que TODOS pretendem. Tem lógica, nada de verdadeiramente substancial nas políticas que nos são “permitidas” levar a cabo, diferenciam o PS do PSD. É uma agonia cada vez que o ps ou psd alternam no governo. Já sei de cor e salteado(e eu todos os portugueses que temos uma paciência de santo) as argumentações das sucessivas pesadas heranças do governo anterior e agora é que vamos arregaçar as mangas e é que isto vai. Vai? Ía …